olhares

Sábado, Maio 19



RELAÇÃO DOS PRESOS DA OPERAÇÃO NAVALHA

Por: Vald Ribeiro

Confira aqui, a relação dos 47 presos na Operação Navalha,da polìcia Federal. Essa megaoperação envolveu 9 estados e o Distrito Federal (Alagoas, Bahia, Maranhão, Mato Grosso,São Paulo, Goiás, Sergipe, Pernambuco, Piauí e o Distrito Federal).
Destaques:
Entre os presos estão:
prefeito Luiz Caetano, de Camaçari(PT), Bahia
o deputado distrital Pedro Passos (PMDB)
o filho do governador de Sergipe João Alves Filho (DEM)
o ex-governador do Maranhão José Reinaldo Tavares (PSB)
dois sobrinhos do governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT)

Dá para perceber que a operação navalha cortou a carne política de muita gente da esquerda brasileira!

Até agora foram presos:


1. Zuleido Soares Veras: dono da Gautama
2. Rodolpho de Albuquerque Soares de Veras: filho de Zuleido
3. Maria de Fátima Palmeira: diretora comercial da Gautama
4. Flávio Henrique Abdelnur Candelot: empregado Gautama
5. Abelardo Sampaio Lopes Filho: engenheiro e diretor da Gautama
6. Bolivar Ribeiro Saback: empregado-lobista da Gautama
7. Rosevaldo Pereira Melo: lobista da Gautama
8. Tereza Freire Lima: funcionária da Gautama
9. Florencio Brito Vieira: empregado da Gautama
10. Gil Jacó Carvalho Santos: diretor-financeiro Gautama
11. Jorge E. Dos S. Barreto: engenheiro da Gautama
12. Vicente Vasconcelos Coni: diretor da Gautama no Maranhão
13. Dimas Soares de Veras: irmão de Zuleido e empregado da Gautama
14. Henrique Garcia de Araújo: administra uma fazenda do grupo Gautama
15. Ricardo Magalhães da Silva: empregado da Gautama
16. João Manoel Soares Barros: empregado da Gautama
17. Flávio Conceição De Oliveira Neto: ex-chefe da Casa Civil do governo João Alves Filho e atual Conselheiro do Tribunal de Contas Estadual
18. João Alves Neto: filho do ex-governador João Alves Filho (SE)
19. José Edson Vasconcelos Fontenelle: empresário
20. Alexandre de Maia Lago: sobrinho do governador do Maranhão
21. Francisco de Paula Lima Júnior: sobrinho do governador do Maranhão
22. Jair Pessine: ex-secretário municipal de Sinop (MT)
23. Ernani Soares Gomes Filho: servidor do Planejamento cedido à Câmara Dos Deputados
24. Roberto Figueiredo Guimarães: consultor financeiro do Maranhão
25. Ivo Almeida Costa: assessor especial do gabinete do Ministério de Minas e Energia
26. Jorge Targa Juni: presidente da Companhia Energética do Piauí
27. Iran César De Araújo Filho: Secretário de Obras de Camaçari (BA)
28. Edílio Pereira Neto: assessor de Iran César de Araújo Filho
29. Everaldo José De Siqueira Alves: subsecretário de Iran César de Araújo Filho
30. Luiz Carlos Caetano: prefeito de Camaçari (BA)
31. Adeilson Teixeira Bezerra: secretário de Infra-Estrutura de Alagoas
32. Denisson de Luna Tenório: subsecretário de Infra-Estrutura de Alagoas
33. José Vieira Crispim: diretor de Obras da Secretaria de Infra-Estrutura de Alagoas
34. Eneas De Alencastro Neto: representante do governo de Alagoas em Brasília
35. Marcio Fidelson Menezes Gome: diretor do Detran e ex-secretário de Infra-Estrutura de Alagoas
36. José Reinaldo Tavares: ex-governador do Maranhão
37. Nilson Aparecido Leitão: prefeito de Sinop (MT)
38. Ney Barros Bello: secretário de Infra-Estrutura do Maranhão
39. Sebastião José Pinheiro Franco: fiscal de obras do Maranhão
40. José De Ribamar Ribeiro Hortegal: servidor da secretaria de Infra-Estrutura do Maranhão
41. Flávio José Pin: superintendente de Produtos de Repasse da Caixa Econômica Federal
42. Pedro Passos Júnior: deputado distrital
43. Humberto Rios de Oliveira: empregado da Gautama
44. Geraldo Magela Fernandes da Rocha: assessor do ex-governador José Reinaldo Tavares
45. Sérgio Luiz Pompeu Sá: não é servidor do Ministério de Minas e Energia, apesar de aparecer dessa forma para a PF
46. José Ivan De Carvalho Paixão: ex-deputado federal



Relação do governo com Gautama é antiga e contratos podem chegar a R$ 170 milhões, diz ministro

Marcela Rebelo
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage, disse hoje (19) que a relação entre o governo federal e a empresa Gautama "vem de muito longe".

A empresa está sendo investigada pela Operação Navalha, da Polícia Federal, e é apontada como líder de um suposto esquema de desvio de recursos públicos em licitações para obras.

Um levantamento feito pela CGU mostra que o governo federal pagou R$ 103,1 milhões, entre 2000 e 2006, em contratos com a Gautama. Desse total, R$ 53 milhões foram pagos entre 2000 e 2002 e os outros R$ 50,1 milhões entre 2003 e 2006.

"A maior parcela de desembolsos para Gautama ocorreu no governo passado", ressaltou Hage, em entrevista à Agência Brasil. "O que isso significa? Significa que a relação entre essa empresa Gautama e o governo federal não é coisa do atual governo, ela vem de muito longe".

Considerando-se o valor de todos os contratos firmados entre o governo federal e a empresa no período de 2000 a 2006, incluindo aqueles que ainda não foram pagos, o montante chega a R$ 157 milhões.

Desse total, R$ 142,8 milhões correspondem a contratos celebrados entre os anos de 2000 e 2002. De 2003 a 2006, o valor totaliza R$ 14,2 milhões. "É exatamente 10% do valor contratado no governo passado. Entretanto, alguns desses contratos continuaram, obviamente. Se foi contratado em 2001-2002 para fazer uma obra grande, esse contrato se projeta em 2003-2004 e continua sendo executado já no governo atual".

Hage afirmou que a CGU também encontrou contratos entre o governo federal e Gautama referentes a 1998. Se forem considerados os contratos a partir dessa data, o valor passa de R$ 157 milhões para R$ 170 milhões.

Segundo o ministro, a CGU começou a investigar a Gautama no ínicio deste ano, a partir de denúncias da Polícia Federal. "Esse levantamento é conseqüência da operação, porque além de a Polícia Federal mandar rastrear os convênios a partir das referências feitas em escutas telefônicas gravadas com autorização judicial, eu determinei um levantamento completo, nas bases de dados do governo federal, de todos os contratos diretos do governo federal com a empresa Gautama".

Hage ressaltou que esse é apenas um primeiro levantamento, e não significa que há irregularidades nesses contratos que totalizam R$ 157 milhões. "Esse é o total contratado. Se tem ou não tem irregularidade é algo que só vamos saber depois, com a análise que vai ser feita".


Sexta-feira, Maio 18


FUTURO
COM PAI DE SANTO PAINHO DE OXENTE.

Enfim, a estréia do tão esperado calunista, digo colunista, pai-de-santo ¿aposentado Painho de Oxente. Em sua primeira matéria, ele vai jogar seus legítimos búzios de Búzios para o futuro da sucessão de Lula.

Painho :Axé ba bá pra todos vocês.

Olhares: Painho, nosso primeiro trabalho será sobre a sucessão presidencial de Lula. Quem o senhor acha que será o candidato da situação à presidência?

( painho de Oxente joga os búzios em uma peneira de palha )

Painho: Meu filho, vejo barbas e eu vejo sem barbas...

Olhares: Como assim Painho?

Painho: Vejo um barbudo carioca brigando com um sem barba... Também carioca!
O barbudo,não mora mais no Rio de Janeiro. È um atrapalhado chefe político na Bahia... Ele governa a Bahia... tem um jeito meio, meio ACM de governar e meio Antony Garotinho de desgovernar.... Quer ser presidente... ele vai dar muito pano prá manga de paletó.

Olhares: E o sem barba, Painho?

Painho: O sem barba governa o Rio de Janeiro, de janeiro a janeiro... Não é do PT mais também quer ser presidente...com o apoio de Lula...

Olhares: e aí Painho?

Painho: ... Aí é que Lula está indeciso... Se apóia o do Rio para a cabeça ou apóia o da Bahia. O dá BAHIA NÃO SABE RESOLVER O PROBLEMA DA EDUCAÇÃO DA REDE PUBLICA DE ENSINO BAIANA. O do Rio ESTÁ TENTANDO RESOLVER O PROBLEMA DA SEGURANÇA CARIOCA...mas está mais perdido do que cego em tiroteio nas favelas do Rio...
O PMDB vai pressionar Lula a lançar o governador Sérgio Cabral. Uma pequena parcela do PT vai querer Jaques Wagner.

Olhares: E aí, Painho?

Painho: aí é que vai haver essa dobradinha de Jaques Wagner e Sergio Cabral pra sucessão de Lula... Lula está apaixonado pelos dois...

Olhares: E quem será o candidato a presidente , quem será o vice?

Painho: Ah, ,meu filho, isso aí não tem búzio que adivinhe, porque os dois são feijão da mesma panela. Eu posso até dá um palpite mas posso errar...

Olhares: Tá bem... e Ciro Gomes? Tem Chances de ser o candidato da situação?
(painho de Oxente mexe novamente nos búzios )

Painho: Esse tal de Ciro... Tá aqui... Xô ver... Ah! Meu filho... esse aí, nasceu só para ser primeiro escalão... Ele não é besta não, ele será ministro de novo!
Pronto. Você já especulou de mais. Deixa agora para outra sessão. Obrigado.

Olhares: Obrigado Painho.



Candidata ao Senado belga fará sexo oral com seus eleitores

fonte : pravda
A candidata ao Senado belga,Tanja Derveaux, fez uma promessa de campanha peculiar e garante que vai cumprir: prometeu fazer sexo oral nos 40 mil inscritos em sua campanha eleitoral na Internet .

A integrante do partido NEE (´não´ em holandês, que prega o voto de protesto) disse que "todos que se apresentarem receberão algo muito divertido". A jovem estudante de marketing decidiu, junto com cinco amigos, tirar férias para concorrer às eleições municipais e legislativas na Bélgica a fim de oferecer "um voto de protesto imparcial" àqueles eleitores que não estejam contentes com nenhum partido e queiram deixar clara sua decepção com as promessas que não forem cumpridas.
A jovem estudante de marketing , a princípio, apareceria seminua ou nua na campanha do NEE com asas de anjo e prometia 400 mil "jobs" (empregos), parodiando a oferta do partido do primeiro-ministro, Guy Verhofstadt, de criar 200 mil empregos .
Mas Tanja passou a receber centenas de e-mails de homens achando que ela oferecia "blowjobs" (felação, em inglês) ao invés dos "jobs". A garota resolveu aceitar o desafio e agora em sua página eleitoral ela oferece "40.000 blowjobs" a quem se registrar.
A candidata pretende visitar cada um dos cadastrados, dentro ou fora da Bélgica. Ela acredita que levará mais ou menos 500 dias para completar sua ´promessa de campanha´ e agradecer o apoio. Ao ser perguntada se não teme que alguns crédulos possam levar a sério a promessa, Tania assegurou que "a maioria do povo entende logo de cara que não é real".
"As pessoas não são tolas e aquelas pessoas que nos fazem perguntas a respeito explicamos o que está acontecendo para elas", disse a jovem, que acrescentou que "até agora só recebemos reações positivas".
O que ela deixou claro é que vai assumir sua cadeira em caso de ser eleita.
"Defenderei a inclusão na legislação eleitoral, em todos os níveis, da possibilidade de expressar um voto de protesto, um não, do mesmo jeito que o voto em branco", explicou.
"Os eleitores que votarem 'não' também poderão dizer se seu voto é para algum partido em particular que os tenha defraudado, de modo que a sigla saiba quantas pessoas não estão de acordo com sua política", assinalou Tania, acrescentando que estes votos na prática estariam representados por cadeiras vazias.
O NEE obteve o apoio de mais de 4.500 eleitores nas eleições municipais de outubro passado em Antuérpia, o que representa nada menos que 1,5% dos votos em sua primeira participação.
Desde a criação do NEE, justo antes do pleito municipal, a popularidade do partido, e em particular de sua cabeça de lista, não para de aumentar, embora o grande sucesso tenha sido alcançado por enquanto apenas no estrangeiro.
Segundo estatísticas do site www.alexa.com, o portal do NEE é na atualidade a mais visitado entre os portais políticos, acima das páginas web da Casa Branca e do partido trabalhista britânico.
Como sua campanha se consiste em meios virtuais, Tanja também disponibiliza seus serviços no Second Life para os tímidos ou casados


Deputado Pedro Passos e demais presos da Operação Navalha passam a noite na Polícia Federal

Lourenço Canuto
Repórter da Agência Brasil


Brasília - O deputado distrital Pedro Passos (PMDB) e outros presos na Operação Navalha passaram a noite na sede da Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília. Passos foi preso durante a operação realizada nessa quinta-feira (17) pela PF, para prender envolvidos com uma organização que desviava recursos destinados a obras públicas.


Ontem à noite, a Câmara Legislativa aprovou a custódia do deputado, conforme prevê o regimento interno, e ele deverá ser solto hoje, depois que a ministra Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), assinar o ato de soltura. Ela expediu os mandados de prisão e, no caso de Pedro passos, qualificou como flagrante. Os demais foram feitos preventivamente.


O advogado de Pedro Passos, Herman Barbosa, disse, em entrevista, que "a prisão dele foi irregular, pois a decisão da ministra do STJ se baseou em fato ocorrido há um ano" e que isto "não é flagrante, por isso a Câmara Legislativa determinou a soltura". O procurador-geral da Câmara, Stefano Pedroso, compareceu à Polícia Federal à meia noite, acompanhado da Polícia Legislativa, a fim de levar Pedro Passos para prisão domiciliar, de acordo com o que decidiu a Câmara Legislativa. O procurador disse que na terça-feira deve ser votado o relaxamento da prisão domiciliar.

O delegado responsável pelo caso decidiu soltar o deputado somente depois de receber despacho da ministra Eliana Calmon, o que deve ocorrer hoje. Dezenas de advogados ficaram, à noite, na guarita da Polícia Federal, tentando falar com seus clientes. A maioria viajou de outros estados para Brasília depois que a Operação Navalha foi desencadeada. Poucos conseguiram falar com os presos, mas disseram que eles estão sendo bem tratados.


O advogado de um funcionário público de São Paulo disse que gente como seu cliente deve ter "entrado de gaiato" na operação. "Podem ser apenas intermediários, peixes pequenos", afirmou Carlos Martins, que chegou a Brasília no fim da tarde.


Na noite de ontem, os presos da Operação Navalha foram encaminhados ao Instituto Médico legal (IML) para fazer exame de corpo de delito, como determina a lei. Mais de 20 deles chegaram à noite a Brasília, em avião da Polícia Federal que buscou as pessoas em vários estados.


Terça-feira, Maio 15




INSCRIÇOES PARA O ENEM COMEÇARAM HOJE

Por Vald Ribeiro

Foi aberta hoje as inscrições do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Até o dia 15 de junho, as inscrições poderão ser feitas nas unidades de ensino médio,nos correios ou pelo site www.enem.inep.gov.br. O valor da inscrição é de é R$ 35 para alunos ou egressos de colégios particulares . Já que estuda ou estudou pela rede pública de ensino, a inscrição é grátis.
A prova será realizada no dia 26 de agosto. O resultado deverá ser divulgado em, novembro.
A prova constará de 63 questões de múltipla escolha e a famigerada e importante prova dissertativa.


Clique AQUI e acesse o site para fazer sua inscrição.


Acusado de ordenar a morte de missionária vai a julgamento

Por Beatriz Camargo, Repórter Brasil [14/5/2007]



Dois anos e três meses após o assassinato de Dorothy Stang, em Anapu, no Pará, começa na próxima segunda-feira (14) o quarto julgamento do caso. Dessa vez, o réu será o fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida. Apontado como um dos mandantes do crime, ele irá a júri no Tribunal de Justiça do Estado, na capital Belém.

De acordo com a acusação, existem provas evidentes da participação do réu na morte da missionária norte-americana. "Temos convicção de que ele [Bida] será condenado. Essa certeza vem das provas que existem nos autos, provas testemunhais e materiais", esclarece José Batista Afonso, advogado e coordenador da Comissão Pastoral da Terra (CPT) de Marabá (PA). Além do Ministério Público Estadual, compõem a acusação seis advogados da CPT e um da ONG Rede Social.

Testemunhas afirmam, segundo a acusação, que Bida participou do planejamento do crime: prometeu R$ 50 mil como pagamento pelo assassinato, além de esconder os pistoleiros Rayfran das Neves Sales, o Fogoió, e Clodoaldo Batista, o Eduardo, em sua propriedade. Vitalmiro também teria os visitado no esconderijo.

Além disso, a arma que matou irmã Dorothy foi encontrada em terras que o fazendeiro diz serem suas. "Ele é mandante porque é quem deseja a morte, e articulou com Tato [o intermediário que negociou com os pistoleiros] para que ela acontecesse. Depois da morte, Bida deu infra-estrutura e proteção aos criminosos", afirma a advogada da CPT de Belém (PA), Rosilene do Socorro Silva, também parte do grupo da acusação.

Rosilene acredita na sensibilidade dos jurados. Ela lembra que, no caso Dezinho - ex-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Rondon do Pará, assassinado em 2000 -, o júri condenou o pistoleiro Helinton de Jesus Silva a 29 anos de prisão em regime fechado. "A condenação dos mandantes é acompanhada com mais expectativa, porque a repercussão nesses casos é muito mais exemplar", considera a advogada da CPT, para quem a punição não deve ficar apenas na "ponta do crime".

Américo Leal, advogado de Bida, promete uma atuação "incisiva e cortante" na defesa do réu. Na versão que será apresentada por ele nesta segunda-feira (14), Rayfran e Clodoaldo mataram Dorothy respondendo a supostas ameaças que ela os teria feito, devido ao capim que plantavam na terra de Tato. Além disso, o advogado argumenta que os dois ficaram escondidos nas terras de Bida sem que ele soubesse.

"A defesa vai para o enfrentamento, dizer as coisas para quem quiser ouvir", antecipa Américo. Ele se diz ainda prejudicado pela transferência do julgamento para Belém. "Lá [Anapu] a Dorothy é o diabo. Aqui ela é santa, ninguém sabe nada sobre ela."

Além de acusado pela morte de irmã Dorothy, Bida já foi flagrado utilizando trabalho escravo em sua propriedade de Anapu. Em uma operação de fiscalização realizada entre os meses de junho e julho de 2004, a Delegacia Regional do Trabalho do Pará libertou 20 pessoas da fazenda Rio Verde, pertencente a ele. Por isso, Bida figura, desde agosto de 2006, na "lista suja" do trabalho escravo do Ministério do Trabalho e Emprego. Os relacionados ficam impossibilitados de acessar créditos em instituições financeiras públicas e em alguns bancos privados.


Condenações
Dos cinco acusados pelo assassinato, três já sentaram no banco dos réus. Os pistoleiros Rayfran e Clodoaldo foram condenados, ainda em dezembro de 2005, a 27 e 17 anos de prisão, respectivamente. Na época, entretanto, foi reconhecido pelo tribunal do júri que os pistoleiros agiram sob promessa de pagamento, e não por desavenças pessoais com Dorothy. O intermediário Amair Feijoli da Cunha, o Tato, se submeteu ao júri em abril de 2006 e vai cumprir 18 anos de reclusão. Seu processo é o único em que não há mais possibilidade de apelar.

Falta ainda também o julgamento do fazendeiro Regivaldo Pereira Galvão, o Taradão, também apontado como mandante do crime. Ele aguarda em liberdade e tem recursos no Supremo Tribunal Federal que têm alongado o processo. A advogada Rosilene aposta que Regivaldo deve ser julgado ainda este ano.

Os movimentos sociais ainda pressionam para que se investigue mais a fundo o assassinato de Dorothy. Em entrevista dada à Repórter Brasil em janeiro de 2007, Dom Erwin Kläutler, bispo da prelazia que abrange o município de Anapu, afirmou que o seu compromisso com essa bandeira é uma das causas das ameaças que ele próprio estava recebendo.

"Temos convicção de que o crime envolvia uma quadrilha. Mas, infelizmente, a investigação não avançou o suficiente para chegar a outros fazendeiros", explica Batista, da CPT. "A terra que o Regivaldo dizia ser dono era apenas uma das áreas reivindicadas pelo PDS [Projeto de Desenvolvimento Sustentável, que irmã Dorothy ajudava a organizar], mas o conflito não era só com o Regivaldo ou com o Bida. Envolvia uma série de outros fazendeiros."

Segundo dados do Comitê Dorothy, criado alguns meses após o crime, em 33 anos morreram 776 pessoas por conflitos de terra no Pará. Batista salienta que casos envolvendo pessoas conhecidas como Dorothy têm mais repercussão e há maior possibilidade de condenação dos acusados. "Outros processos, de gente não conhecida, continuam com uma tramitação muito lenta, e certamente os culpados não serão punidos."

Acampamento
O Comitê Dorothy, em conjunto com diversos movimentos sociais do Pará, está organizando um acampamento na frente do Tribunal de Justiça durante o julgamento desta segunda-feira (14). O objetivo da manifestação é exercer pressão pela condenação de Bida, discutir o fim da impunidade e também a defesa da Amazônia, temas da campanha lançada pelo Comitê.

Haverá distribuição de panfletos e cartazes, além da promoção de debate nas escolas. Para Luciney Vieira, coordenador do Comitê Dorothy, este julgamento é importante para reverter a queda de braço entre grileiros e defensores da reforma agrária e do meio ambiente no estado. "Vitalmiro representa o segmento do agronegócio que está varrendo a floresta no Pará", diz ele.

São esperadas mais de mil pessoas para o ato. Apenas de Anapu, cerca de 200 pessoas devem enfrentar 24 horas de viagem de ônibus para participar da manifestação em Belém.


fonte: revista forum


Segunda-feira, Maio 14



BENTO 16, Rottweiler de Deus, mordeu a teologia da Libertação
Por : Vald Ribeiro

Bento 16, o Rottweiler de Deus partiu para o vaticano. Talvez menos frio do nunca. Afinal, a calorosa recepção dos brasileiros pode ter esquentado um pouco a personalidade daquele senhor de 80 anos. Não foi midiático e nem carismático como o eterno João Paulo II. Não faz parte do caráter de Joseph esse tipo de coisa mas bem que ele ensaiou um encabulados gestos a João Paulo II.
Bento, nada modesto, vestia Prada. Enquanto ele vestia Prada , 50 milhões de brasileiros veste miséria. Miséria sempre denunciada e apontada como um câncer na sociedade pelos heróis da teologia da Libertação. Teologia de libertação que o santo pontífice despreza. Os teólogos da libertação fizeram a e ainda fazem a história na América latina0. Sem ela, provavelmente, ainda teríamos mais alguns anos de injustiça e de violação dos direitos humanos. O que eles fizeram foi um lindo trabalho político, voltado para os pobres,os miseráveis , os cansados e aflitos com o política capitalista.
Em seu discurso na abertura da 5ª Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, no último dia da visita dele ao Brasil, o papa deixou claro: "O trabalho político não é competência imediata da Igreja. Se a Igreja começar a transformar-se diretamente em sujeito político, não faria mais pelos pobres e pela justiça, senão faria menos, porque perderia sua independência e sua autoridade moral, identificando-se com uma única via política e com posições parciais opinativas. A igreja é advogada da justiça e dos pobres precisamente ao não se identificar com os políticos nem com os interesses de partidos",
Louvável o que ele disse. Também acho que a Igreja não deve fazer política partidária, mas poderia fazer com que cada cidadão fosse o sal da terra em se tratando de consciência política. Bom mesmo se ele tivesse chamado os herdeiros do Vaticano II para um debate: qual é o real papel dos teólogos da libertação ( e também da Igreja) na atual conjuntura social, política e econômica do mundo? Porém, o Rottweiler de Deus, resolveu descartar teoricamente a ala da igreja que prega um mundo melhor através da política. Afinal, os teólogos da libertação pregavam uma revolução social, idéia contrária ao pensamento do papa.
O Bento 16, em sua visita por aqui, ressaltou sua preocupação com os pobres. Para ele, os pobres latino-americanos estão sedentos por Deus, motivo pelo qual devem ser evangelizados. Se ele tivesse ido nos bolsões de miséria do país, com certeza teria dito assim. ¿ Esse povo não está sedento de Deus, mas eles têm sede de justiça social¿
A cúpula católica está preocupada com a migração dos católicos pobres para as igrejas pentecostais. Mas descarta a preocupação com o problema da desigualdade social dessa população. Parece que a idéia da Igreja é apenas essa: ¿o importante não são os problemas sociais que eles enfretam, mas a fé¿. A fé passa a ser então o elemento indispensável para uma vida melhor após a morte. Mas o bom mesmo é que a Igreja se preocupasse com uma vida melhor antes da morte para os pobres miseráveis, vitima das desigualdades sociais. Que pena!
Que pena que a Igreja se afaste dos problemas sociais. Se afaste do Povo! Ou melhor: Que pena que Bento 16 se afaste dos problemas sociais,se afaste do povo...
Porque esse afastamento?
Talvez porque o Papa vista Prada e o povo vista miséria.

P.S.
O que eu quero mesmo é uma Igreja limpa de ideologias partidárias, porém, preocupada com os problemas sociais, com a fé em Deus, com a salvação da alma, com uma vida melhor após a morte e também com uma vida melhor antes da morte!


Domingo, Maio 13


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Aparecida (SP) - Papa Bento XVI discursa durante a abertura da 5ª Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, no último dia da visita dele ao Brasil Foto: Valter Campanato/ABr
Papa pede igreja latino-americana afastada da política

Bruno Bocchini
Repórter da Agência Brasil



Valter Campanato/ABr

Aparecida (SP) - Papa Bento XVI discursa durante a abertura da 5ª Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, no último dia da visita dele ao Brasil
Aparecida (SP) - O papa Bento XVI voltou a defender hoje (13) o afastamento da igreja católica latina-americana da política. Em seu pronunciamento durante abertura da 5ª Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e Caribenho, Bento disse que caso a igreja se torne um sujeito político, correrá o risco de perder sua autoridade moral e independência.

"O trabalho político não é competência imediata da igreja. Se a igreja começar a transformar-se diretamente em sujeito político, não faria mais pelos pobres e pela justiça, senão faria menos, porque perderia sua independência e sua autoridade moral, identificando-se com uma única via política e com posições parciais opinativas. A igreja é advogada da justiça e dos pobres precisamente ao não se identificar com os políticos nem com os interesses de partidos", disse em pronunciamento lido em espanhol.

Essa foi a segunda vez que o papa criticou publicamente a relação igreja e política na América Latina nesta visita ao Brasil. Antes, no sermão proferido durante a manhã, na missa campal, celebrada no pátio da catedral de Aparecida, o papa disse que a fé não poderia ser confundida com ideologia política, movimento social ou sistema econômico.

A conferência dos bispos é um dos principais encontros políticos dos católicos na América Latina e serve de parâmetro para o comportamento da igreja nos próximos anos. O pronunciamento do papa na abertura baliza as discussões dos bispos, que seguirão até próximo dia 31.

Em seu discurso na abertura da conferência dos bispos, Bento ainda defendeu que a igreja preserve " e "purifique, se necessário ", o "mosaico religioso popular" da América Latina, desde que assentado no cristianismo católico. Ele disse que voltar a dar vida às religiões pré-colombianas seria um retrocesso.

"A utopia de voltar a dar vida às religiões pré-colombianas, separando-as de cristo e da igreja universal, não seria um progresso, mas sim um retrocesso. A sabedoria dos povos originais os levou afortunadamente a formar uma síntese entre suas culturas e a fé cristã que os missionários os ofereciam. Dali nasceu uma rica e profunda religiosidade popular, na qual aparece a alma dos povos latino-americanos (...) Tudo isso forma um grande mosaico de religiosidade popular que é um precioso tesouro da igreja católica na América Latina e que ela deve proteger, promover e se for necessário, purificar", disse.

O líder da igreja católica considerou que a América Latina tem evoluído com relação à democracia, ainda que, segundo ele, ¿haja motivos de preocupação diante de formas de governo autoritárias, que acreditamos ultrapassadas".

Bento XVI desferiu críticas a governos neoliberais. "Por outro lado, a economia neoliberal de alguns países latinos americanos tem de considerar a igualdade, pois seguem aumentando os setores sociais que se vêem desafiados cada vez mais por uma enorme pobreza (...) e ainda espoliados dos próprios bens naturais".



"O amor de uma mãe não contempla o impossível", (Paddock).



Para Sempre

Por que Deus permite que as mães vão se embora?
Mãe não tem limite.
É tempo sem hora,
luz que não apaga quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido na pele enrugada.
água pura, ar puro, puro pensamento.
Morrer, acontece com o que é breve
e passa sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é a eternidade.
Por que Deus se lembra (mistério profundo)
de tirá-la um dia?...
Fosse eu rei do mundo,
baixava uma lei:
"Mãe, não morre nunca.
Mãe ficará sempre junto de seu filho.
E ele, velho embora,
Será pequenino feito grão de milho

Carlos Drummond de Andrade.



O amor de mãe é o combustível que lhe permite a um ser humano fazer o impossível (Marion C. Garretty).



Entrevista 2 - Para Boff, próximo papa deverá vir da "periferia" do mundo



Brasília - No segundo trecho da entrevista exclusiva à Agência Brasil, o teólogo Leonardo Boff fala sobre as possibilidades em torno da futura sucessão de Bento XVI, que ele considera um "papa de transição", e os rumos do pensamento da Igreja Católica no mundo. Ele também aborda questões como aborto, planejamento familiar e a relação entre Igreja e Estado no Brasil.

Para Boff, o próximo papa deverá ser um representante dos países em desenvolvimento, que abrigam a maioria dos católicos do mundo. O teólogo ainda chama esses países de "periferia", ou de "terceiro mundo", conforme a terminologia existente antes da queda do Muro de Berlim (o 1º mundo eram os países capitalistas desenvolvidos, e o 2º, os países socialistas).

Agência Brasil: O senhor avaliou que não existiria muita diferença entre o papado de Bento XVI e o de João Paulo II, e que este seria um papa de transição. O que vem depois dessa transição? Há alguma possibilidade de mudança no próximo papado?
Leonardo Boff: Nós esperamos que haja mudanças significativas, porque 53% dos católicos estão no terceiro mundo, 42% na América Latina. Então, hoje, o cristianismo é uma religião do Terceiro Mundo. E é na África, na Ásia, na América Latina, isto é, na periferia, que se está dando a novidade, a igreja cresce, tem uma liturgia nova, se encarna nas culturas. Aqui na América Latina ela está criando um rosto índio, negro, mestiço, branco, latino-americano, e é assim um pouco por todas as partes.

Essa realidade vai pesar cada vez mais no centro, que é Roma. Porque o cristianismo europeu é decadente, crepuscular, com uma inarredável crise espiritual. A população toda da Europa está decrescendo, e o cristianismo junto. Então, o cristianismo não pode ser só ocidental europeu. Senão, ele fica ocidental, ele tem que ser mundial. E somos nós que damos o caráter de mundialização, de globalização. Então eu acho que virá uma mudança, seguramente com um papa mais jovem, porque esse papa é ancião, tem 80 anos, teve um AVC [acidente vascular cerebral], tem problema cardíaco, não está bem de saúde.

Ele está bem de pernas, ele anda bem. Mas, de saúde, não anda bem. Então é nitidamente o papa de transição. Nós esperamos que venha alguém do Terceiro Mundo com uma nova forma de agir como papa, com outro discurso, possivelmente muito mais simples, nada de palácios e aquelas figuras quase ridículas de cardeais passeando aqui e ali como príncipes, coisas que não têm nada a ver com o Evangelho. Virão modificações, e certamente serão boas para todos nós.

ABr: O mundo hoje caminha na direção de visões mais progressistas em relação a temas como aborto, direitos civis de homossexuais. O Vaticano insiste em continuar condenando avanços em relação a esses temas. Com o próximo papa, pode haver alguma mudança nesse sentido?
Boff: A Igreja Católica Romana firmou posições muito firmes nas questões ligadas à sexualidade e a família. A gente não deve esquecer que a Igreja, como instituição, é um patriarcado autoritário espiritual. É a única monarquia absolutista que existe no mundo. O papa tem poderes praticamente divinos. Então, a igreja firmou aí uma doutrina: ela é absolutamente contra o aborto, a união de homossexuais, o uso de contraceptivos, é uma questão muito difícil. Eu diria que no fundo ninguém é a favor do aborto, ninguém. Porque o aborto é uma agressão.

Abr: O senhor é a favor?
Boff: Não, eu sou contra, acho que ninguém é a favor do aborto porque ele implica em eliminar uma vida. Mesmo as pessoas que cometem o aborto o fazem com grande desconforto e sofrimento. Ninguém no mundo defende o aborto. O que se defende é a descriminalização, não considerar isso um crime. Porque as pessoas que fazem isso estão sob profunda coação, com grande dificuldade, e nós não devemos acrescentar mais sofrimento.

Agora, a questão, no meu modo de ver, encontra um encaminhamento partindo do seguinte: que a Igreja e nós vivemos em sociedade aberta e pluralista, onde há muitas opiniões. A Igreja tem o direito, e é o dever dela dizer a sua mensagem, ela é contra o aborto, mas tem que respeitar as outras opiniões. E o Estado tem que buscar um caminho de equilíbrio.

Por exemplo, o ministro Temporão [José Gomes Temporão, da Saúde] disse, há dias, que mais de 1 milhão de mulheres que cometem aborto morrem por ano por abortos mal-feitos. Então isso é um problema de saúde pública, e o Estado tem que cuidar disso. Não basta dizer: ¿Eu vou defender o feto, e que morram as mulheres¿. Não pode, tem que haver um equilíbrio.

Isso tem que ser discutido profundamente na sociedade. O aborto passou em Portugal, na Espanha, na Itália, na Polônia, que eram países cristianíssimos. Mas, aí, acho que é um desafio da Igreja: respeitar as opiniões, organizar uma forma diferente de estar presente, criar conselhos, grupos que acompanhem as mulheres, que acolham as crianças que possam nascer e dêem toda uma assistência psicológica, moral, humana, como a Igreja do Canadá fez, ela lutou tremendamente contra o aborto e, quando passou, ela não se opôs simplesmente de forma rígida, mas trabalhou com o Estado para minimizar os efeitos negativos. Aí é uma maneira de a Igreja encontrar o seu lugar dentro de um mundo pluralista onde ela não tem hegemonia, e não é a única voz que fala.

ABr: Como o senhor considera que o Estado brasileiro encara a separação entre questões públicas e a influência da Igreja em temas polêmicos? A Igreja Católica ainda acaba influenciando em decisões governamentais?
Boff: O fato bom e feliz do Brasil é que o Estado é laico, há uma separação entre Igreja e Estado. Então, não há, como num regime de cristandade, onde a Igreja é oficial, como na Argentina, ou mesmo na Alemanha, o protestantismo e o catolicismo são religiões oficiais, o Estado paga os padres, os professores, os bispos, e tem um imposto religioso.

Nós não temos nada disso, o que é muito bom. Porque o Estado tem que atender o bem público, de todo mundo, ele não tem que ter uma religião. Não é que ele seja contra a religião. Mas ele, como Estado, não deve ter uma religião, para permitir que cada grupo tenha as suas, e respeitem as leis. O estado até favorece as religiões, porque elas fazem bem ao povo, alimentam a ética, a espiritualidade etc.

Nós nunca tivemos um conflito. Agora, há posições diferentes e questões de ética. Por exemplo: a Igreja no Brasil tem uma posição firme pela reforma agrária, mesmo os bispos mais conservadores sempre sustentaram a reforma agrária, e os papas sempre apoiaram, e aí os governos titubeiam, têm dúvidas, porque são pressionados pelos grandes latifundistas. As questões de família também são sempre meio conflitivas, porque a Igreja tem uma posição, e o Estado é mais aberto, tem que atender outras posições. Mas não é um conflito de base, é uma discussão que se dá dentro do pluralismo legítimo e democrático da nossa sociedade.

Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil


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