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Nosso objetivo é expresar idéias e transmitir informações sobre política,educação,artes além de:humor, curiosidades, pensamentos e literatura.
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Sábado, Junho 2
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11:14
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BELÉM: O NOVO LOCAL DE REUNIÃO DO FSM
POR: VALD RIBEIRO
Belém do Pará: este será o novo local do Fórum Social Mundial, previsto para 2009. Ao contrário dos anos anteriores, em 2009,não haverá um único encontro mundial, haverá apenas alguns dias de mobilização em várias regiões do planeta, conforme decisão do Conselho Internacional do Fórum Social Mundial, divulgada no dia 31 de maio,próximo passado em Berlim, momento em que foi discutidos os rumos do FSM.
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00:11
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Lula manda chamar embaixador da Venezuela para explicar críticas de Chávez ao Congresso
Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva mandou o Itamaraty convocar o embaixador da Venezuela no Brasil, Julio Garcia Montoya, para prestar esclarecimentos sobre as declarações do presidente Hugo Chávez a respeito do Congresso brasileiro.
Chávez criticou hoje (1º) uma manifestação dos parlamentares a favor das transmissões da Radio Caracas Televisión (RCTV), que saiu do ar na última segunda-feira após decisão do governo venezuelano de não renovar sua concessão.
Segundo a Agencia Bolivariana de Notícias (ABN), Chávez disse que ¿seria mais fácil o império português voltar a se instalar no Brasil do que o governo da Venezuela devolver a concessão, que já terminou, a uma emissora da oligarquia¿. Além disso, referiu-se ao Congresso brasileiro como ¿papagaio¿ dos Estados Unidos e dominado pela direita.
Questionado por jornalistas em Londres, Lula comentou o assunto. ¿O Chávez tem que cuidar da Venezuela, eu tenho que cuidar do Brasil, o Bush tem que cuidar dos Estados Unidos e assim por diante¿, afirmou, na residência oficial da Embaixada do Brasil.
O presidente também ponderou sobre a necessidade de saber exatamente o que foi dito. ¿Eu não posso falar de um discurso de um chefe de Estado só porque você está me fazendo a pergunta¿, disse aos jornalistas. ¿Numa situação dessas, não sei se o Chávez falou ou não falou. Se ele falou, certamente o embaixador em Caracas vai comunicar o Itamaraty. E depois é o seguinte: todos nós somos adultos e cada um tem responsabilidade pelo que fala¿. Parlamentares brasileiros também se manifestaram. Leia ao lado.
Desde que saiu do ar, a RCTV foi substituída por uma emissora estatal, a Televisora Venezolana Social (TVes).
Confira a íntegra da nota do Itamaraty:
¿Tendo tomado conhecimento, em Londres, de declarações atribuídas ao Presidente Hugo Chávez a respeito do Congresso brasileiro, o Presidente Lula reafirmou seu total apoio às instituiçoes brasileiras e expressou seu repúdio a manifestações que coloquem em questão a independência, a dignidade e os princípios democráticos, que norteiam essas instituições.
Enquanto aguarda a transcrição das referidas declarações, o Presidente Lula determinou que o Ministério das Relações Exteriores convoque o Embaixador da Venezuela no Brasil para os indispensáveis esclarecimentos¿
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00:07
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RCTV FORA DO AR
As reações ao fechamento da emissora
Alberto Dines em 31/5/2007
Comentário para o programa radiofônico do OI, 31/5/2007
Como todos os caudilhos e ditadores que se consideram acima do bem e do mal, Hugo Chávez não contava com a reação internacional ao fechamento da RCTV. Nem imaginava que os seus conterrâneos teriam a coragem de sair à rua para protestar contra o fim da concessão da mais antiga e mais popular televisão do país.
Chávez contava com a retórica dos seus militantes dentro e fora da Venezuela, inclusive no Brasil. Acreditava que bastaria repetir os chavões e chavecos contra a mídia golpista-imperialista e o assunto estaria resolvido da mesma forma com que tomou conta do Legislativo e do Judiciário.
Desta vez a desculpa foi esfarrapada demais, o pretexto para a violência foi tão convincente quanto o dos nossos "aloprados" que, na véspera da eleição do ano passado, inventaram um dossiê para comprometer a oposição e, quando foram flagrados, também acusaram a mídia de golpismo.
A doutrina de que os fins justificam os meios ainda tinha alguma credibilidade lá no fim do século 18 ¿ virou piada neste início do século 21. Isso não significa que devemos esquecer as irresponsabilidades dos grupos latino-americanos de mídia eletrônica. Erraram muito no passado, mas aprenderam lições importantes ao perceber que a crítica aos meios de comunicação é mais efetiva para corrigir distorções do que o uso da força para calar estes meios.
O povo de Caracas saiu à rua não para defender vagos princípios sobre a liberdade de expressão, saiu à rua para defender o que acha que é seu. Uma concessão de TV pertence ao povo, o Estado apenas a administra.
fonte: Observatório da Imprensa
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00:04
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15º Aniversário da Assembléia Interparlamentar da CEI
Presidente Putin envia mensagem à sessão plenária para marcar o 15º aniversário da Assembleia Interparlamentar da Comunidade de estados Independentes (os membros da ex-URSS, menos os três estados bálticos e Turquemenistão, que é membro associado) .
Na sua mensagem, enviada hoje, o Presidente da Federação Russa declarou que 115 anos da existência da Assembleia Interparlamentar "demonstrou de forma convincente a sua utilidade¿ pois conseguiu "estabelecer autoridade internacional" e ficou integrado na estrutura das relações entre os países-membros da CEI.
Para Vladimir Putin, ¿é importante que as leis desenvolvidas pela Assembleia Interparlamentar sejam capazes de fomentar a efectividade da legislação nacional dos estados." Elogiou na sua mensagem também o papel de manutenção de paz, o seu contributo significativo ao desenvolvimento da democracia e as instituições da sociedade civil.
O Presidente concluiu que "Estou convencido que as actividades da Assembleia Interparlamentar e seu potencial significativo irão continuar a focar no providenciamento de apoio legislativo para a cooperação económica, social e política entre os nossos estados bem como uma integração mais efectiva".
Timofei BYELO
Fonte: PRAVDA
Quarta-feira, Maio 30
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22:59
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Operação Navalha: governador de Alagoas presta depoimento
O governador de Alagoas Teotônio Vilela prestou depoimento, nesta quarta-feira (30), à ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Eliana Calmon e disse que é o maior interessado no esclarecimento das denúncias de fraudes envolvendo licitações e obras públicas, investigadas pela Operação Navalha, da Polícia Federal.
Segundo informou a Agência Brasil, o governador foi chamado a depor porque o estado de Alagoas foi citado várias vezes nas investigações. "A ministra fez questão de dizer que não estou sendo investigado", disse.
Vilela afirmou que demitiu funcionários do governo que estariam envolvidos no esquema e que determinou a realização de auditoria para verificar contratos feitos com a construtora Gautama, que seria pivô do esquema de desvio de recursos de obras públicas.
O governador afirmou que o estado de Alagoas tem dois contratos com a Gautama. Um que está parado, por estar sendo investigado pelo TCU, e o outro das obras da barragem do Rio Pratagy, que está em andamento. De acordo com a assessoria de imprensa do governador, esses contratos foram firmados em gestões anteriores.
Teotônio Vilela afirmou que tem "relação funcional" com o com o dono da Gautama, Zuleido Veras, assim como com outros empresários de Alagoas. Quanto aos trechos de gravações de conversas que o governador teria tido com o ex-secretário de Alagoas Adeílson Teixeira Bezerra sobre as obras na barragem do Pratagy, que foram divulgadas nesta quarta-feira (30), pelo jornal O Estado de S.Paulo, Vilela disse ¿não creio, não lembro, não sei, tenho que ver melhor¿. No entanto, as conversas não foram confirmadas pela Polícia Federal.
STJ determina quebra de sigilo da Operação Navalha
A ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Eliana Calmon determinou a quebra do sigilo do inquérito da Operação Navalha, deflagrada pela Polícia Federal para investigar desvio de recursos de obras públicas.
"Verifico que não mais se apresenta necessária a confidencialidade do processo. Os fatos já foram divulgados com abundância pela imprensa", disse Eliana Calmon. De acordo com a ministra os diálogos e transcrições das interceptações telefônicas já se encontram em poder de diversos meios de comunicação.
Os depoimentos continuarão sendo fechados e, segundo o STJ, ainda será definido como o inquérito será divulgado.
fonte: agência Rio de Notícias
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22:54
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Tratamento de complicações após aborto inseguro custou R$ 33,7 milhões ao SUS
Juliana Andrade
Repórter da Agência Brasil
Brasília - A diretora da Federação Internacional de Planejamento Familiar, Carmem Barroso, fala no lançamento do relatório "Morte e Negação: Abortamento Inseguro e Pobreza". Na foto também o representante da ONG BemFam, Ney Costa, e a médica Maria José Araújo, da Rede Nacional de Saúde e Direitos Reprodutivos
Brasília - Os abortos realizados de forma insegura vitimizam milhares de brasileiras e ainda causam prejuízo ao Sistema Único de Saúde (SUS). É o que revela o estudo "Morte e Negação: Abortamento Inseguro e Pobreza", divulgado hoje (30) pela Federação Internacional de Planejamento Familiar (IPPF, na siga em inglês), entidade que atua em 150 países.
De acordo com a pesquisa, no ano passado os abortos clandestinos foram responsáveis por 230.523 internações no Sistema Único de Saúde (SUS) - quase 700 por dia - para o tratamento de complicações após abortos inseguros, ao custo total de quase R$ 33,7 milhões. Já as 2.068 internações relativas aos abortos permitidos por lei (casos de risco de morte para a mãe e de gravidez resultante de estupro) custaram ao SUS R$ 302,8 mil. Os números foram obtidos a partir do banco de dados do SUS.
¿O custo do aborto inseguro para o sistema de saúde é altíssimo, enquanto que se nós possibilitássemos a essas mulheres a informação de que elas necessitam e o acesso aos serviços seguros, esses custos baixariam dramaticamente¿, afirma a diretora da IPPF, Carmem Barroso. "Só existe problema de mortalidade materna causada pelo aborto inseguro nos países onde as leis não permitem a realização dos abortos nas condições médicas adequadas."
O estudo divulgado pela federação não traz números absolutos de mortes maternas decorrentes de abortos no Brasil, mas aponta que o aborto representa 9,5% das mortes maternas diretamente relacionadas à gravidez no país.
Segundo a médica Maria José Araújo, da Rede Nacional de Saúde e Direitos Reprodutivos, pelos dados oficiais, seriam entre 160 e 180 mortes. ¿Mas há uma subestimação, por isso se aplica um fator de correção e no total daria 300 mortes por aborto por ano¿, disse a médica, que também participou do lançamento do relatório.
De acordo com ela, mesmo que não resulte em morte, os abortos inseguros representam sérios riscos à saúde da mulher e podem deixar seqüelas como a esterilidade.
fonte: Agência Brasil
Segunda-feira, Maio 28
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10:29
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Premiados do Festival de Cannes
O filme 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias (4 Luni, 3 Saptamini Si 2 Zile), do romeno Cristian Mungiu, conquistou neste domingo a Palma de Ouro do 60º Festival de Cannes.
Relação dos premiados:
Palma de Ouro
4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias, do romeno Cristian Mungiu.
Grande Prêmio
Mogari no Mori, da japonesa Naomi Kawase.
Prêmio do Júri
"Persépolis, da franco-iraniana Marjane Satrapi e do francês Vincent Paronnaud, e Luz silenciosa, do mexicano Carlos Reygadas.
Melhor atriz
A sul-coreana Jeon Do-yeon, por Secret Sunshine.
Melhor ator
O russo Konstantin Lavronenko, por Izganie.(Expulsão)
Melhor direção
O norte-americano Julian Schnabel por Le Scaphandre et le Papillon.
Melhor roteiro
Do Outro Lado, do turco-alemão Fatih Akin.
Prêmio Especial
Paranoid Park, do americano Gus Van Sant.
Palma de Ouro de Curta-Metragem
Ver Llover, da mexicana Elisa Miller.
Câmara de Ouro
Les Méduses, dos israelenses Etgar Keret e Shira Geffen.
fonte: Pravda
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10:22
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BASTIDORES DA NAVALHA
As relações entre mídia e poder em Brasília
Por Lúcio Lambranho e Eduardo Militão em 27/5/2007
Reproduzido do Congresso em Foco, 26/5/2007
Um dia antes de ser preso pela Polícia Federal (PF) na Operação Navalha, o deputado distrital Pedro Passos (PMDB) ligou para um empresário de Brasília. Na conversa, Passos demonstra tamanha intimidade com o interlocutor a ponto de lhe terceirizar a prerrogativa parlamentar de assinar ou não CPIs no Legislativo do Distrito Federal.
Às 15h02min de 16 de janeiro, quarta-feira, os policiais federais grampearam o parlamentar numa conversa com Ronaldo Junqueira, dono do Jornal da Comunidade (ouça e leia). Os diálogos entre Passos e Junqueira não indicam nenhum crime cometido pelos dois. Mas são reveladores das relações nem sempre saudáveis entre mídia e poder, em que os interesses econômicos costumam prevalecer. Ocorreram em Brasília, mas não seriam muito diferentes se tivessem sido captados em qualquer outra cidade do país.
Na conversa, Junqueira afirma que deputados e ex-políticos seriam sócios ocultos de empresas de outdoors na capital federal. O empresário reclama da interferência do distrital por meio de discursos em plenário sobre a distribuição das cotas de publicidade do governo do Distrito Federal. Passos, que havia ligado para reclamar de uma matéria publicada pelo jornal contra ele, acaba sendo repreendido por Junqueira: "Quando você esculhamba a publicidade do governo você está brigando com todos os jornais da cidade. Não é só comigo", diz ao justificar o texto contrário ao distrital, acusado de favorecer a construtora Gautama, empresa-mãe investigada pela Operação Navalha, no período em que comandou a Secretária de Agricultura do DF.
A reportagem citada por Passos remontava a denúncias de envolvimento do distrital com grilagem de terras:
"A CPI da grilagem de terra foi uma das mais complexas por envolver o hoje deputado distrital Pedro Passos (PMDB), que chegou a ter a sua prisão decretada e o seu irmão, Márcio Passos, preso pela Polícia Federal. Pedro se safou da prisão conseguindo se eleger em 2002 para uma vaga na Câmara Legislativa, e com a diplomação, conseguiu imunidade parlamentar.
A máfia dos grileiros que se apossou de áreas públicas era formada por grupos organizados que falsificavam escrituras, usavam laranjas, levando o Judiciário a incorrer em erro, constituindo condomínios na aposta da teoria da irrevogabilidade do fato consumado e depois vendendo muitas vezes o que não possuíam".
Na conversa com Passos, Junqueira reclama que os deputados distritais estão propondo cortes no orçamento de publicidade do governo do DF. "Tem uns 11 deputados doidos propondo cortar 20 milhão (sic) cada um da verba do governo de publicidade e você está lá no meio. Meu Deus do céu", protesta o empresário.
"Mas pra que você vai bater em mim, o único que é seu amigo de verdade, sô? Bate nos outros dez, uai... Algum dia na vida você me pediu alguma coisa que eu falasse não para você? Você tem dúvida de que, se você pedir pra mim (sic) tirar assinatura de CPI ou botar, se eu deixo de tirar ou deixo de botar?", responde Pedro Passos.
O empresário admite na gravação que mandou fazer a reportagem contra o deputado distrital depois de um pronunciamento que o parlamentar fez sobre os gastos com propaganda. "Agora não tem uma semana que você não faz um discurso esculhambando publicidade", reclama Junqueira. "Todo dia chega repórter meu: `Olha, o Pedro Passos ta lá fazendo discurso esculhambando a publicidade. Olha o Pedro Passos ta lá... P*! Que m* é essa?´".
Junqueira se vangloria de um de seus repórteres, o editor de política de seu jornal, escalado para "bater" no distrital motivado pelos seus interesses privados. "Mas por que que invés de você chamar o Calado (Ricardo Calado) pra me dar uma porrada em mim, você não me chamou?", reclama Passos. "É que o Calado é igual àqueles assassinos do Nordeste. Você manda ele atirar e ele atira. Quantos tiros, chefe?", retruca o empresário. Passos recomenda, em dado momento, que o dono do jornal "bata" em Alírio Neto (PPS), o presidente da Casa.
Deputados "por trás"
Na conversa, Junqueira também reclama que a Câmara Legislativa do Distrito Federal está aumentando a verba publicitária para os outdoors espalhados pela cidade. Os empresários de jornal teriam se reunido na manhã de 16 de maio para discutir um meio de mudar a situação com o presidente da Casa, Alírio Neto (PPS). "Eu já mandei avisar para ele. Não faça essa bobagem. Esse negócio de outdoor. Eu sei que em cada empresa de outdoor tem um deputado por trás", acusa o empresário.
Segundo Junqueira, os anúncios da Casa estavam sendo veiculados nos painéis do senador cassado Luiz Estevão, do ex-deputado federal Wigberto Tartuce (PP) e do empresário Paulo Roxo ¿ que, segundo fontes consultados pelo Congresso em Foco, foi coordenador informal de campanha do governador do DF, José Roberto Arruda (DEM). Roxo não foi localizado pela reportagem, assim como Estevão. Tartuce não retornou recados deixado com seu assessor.
"Agora quebra nosso galho. Não mexe com esse negócio de publicidade, não, porque já tem muita gente pra dar trabalho pra nós. Vai fazer CPI do lixo, fazer o que você quiser", sugere o dono do Comunidade ao distrital Pedro Passos.
O coordenador de Comunicação da Câmara Distrital, Paulo Gusmão, disse que Alírio não comentaria as declarações grampeadas pela PF. Ele afirmou a alocação de verbas para publicidade em outdoors é proporcionalmente a mesma do ano passado, assim como os valores para jornal. Gusmão disse que nem ele nem Alírio foram procurados por donos de jornais insatisfeitos. Para este ano, a Câmara tem um orçamento de R$ 8 milhões para gastar com publicidade.
As gravações mostram que Passos imaginou que o empresário temia uma eventual CPI do Lixo, para investigar irregularidades da administração de resíduos sólidos em Brasília. "Eu achei que você estava brabo até com essa do lixo. Na hora que eu vi a matéria, eu pensei que você estava contrariado era com negócio desse do lixo, porque você gosta deles aí...", revela Pedro Passos.
Mas Junqueira tranqüiliza o distrital. "Nesse negócio do lixo, eu sou amigo dos caras, mas eu não morro abraçado com isso, não. Isso não é meu negócio. Ô, Pedro, meu negócio chama-se publicidade. É faturado, pago imposto, tenho 250 empregados. Tem um negócio que serve para mim, pra minha família e pro meus amigos como você. Eu olhava e dizia o que, esse filho de uma égua, sem vergonha. Eu chamei o Calado e falei: Dá uma porrada nesse cara, p*!", explica ele.
Ajuda
Na conversa, Junqueira diz ter ajudado o distrital oposicionista José Reguffe (PDT) na campanha eleitoral com a impressão de cartazes. Afirma ainda que, empossado, pediu ao parlamentar para não mexer em questões de publicidade. Leia os detalhes sobre as citações sobre Reguffe:
Ronaldo Junqueira: Você conhece o Reguffe?
Pedro Passos: Ah, ah...
Ronaldo Junqueira: Deputado novo, cheio de gás, não sei o que. Você sabe que na eleição eu até ajudei ele. Dei uns cartaz para ele, uns trem lá.
Pedro Passos: No dia que ele foi lá, tomou posse, ele foi lá... Ronaldo tem alguma coisa possa te ajudar? Eu falei nada. Nada de cargo, não tem emprego eu não quero nada. Aí ele perguntou e falou se tinha alguma coisa que podia me atrapalhar. Eu falei tem. O que é? Quando aparecer o assunto publicidade de governo você sai de plenário. Você corre disso como o diabo da cruz. Por que? Porque você pensa que tá sacaneando o governo, mas não tá. Tá sacaneando os jornais. É a Globo. É o c*. E você é muito novo para arrumar uns inimigos desses.
Pedro Passos: Risos. Eu acho até que...
Ronaldo Junqueira: Tanto é que se viu que no negócio das emendas ele não entrou, não.
Reguffe contestou as declarações. Primeiramente, mandou ao Congresso em Foco sua prestação de conta eleitoral e extratos bancários para provar que não recebeu dinheiro nem recursos do Jornal da Comunidade. Afirmou que apenas pagou à empresa por dois anúncios que fez, com mostram os documentos, com dois cheques no total de R$ 3.500. E exibiu notas taquigráficas da Casa para provar que, na votação de lei que abriu crédito extraordinário para custear publicidade do governo, foi o único parlamentar contrário à proposta. "Tudo na minha campanha foi transparente e declarado, ao contrário de alguns deputados", rebateu.
Boa repercussão
Na gravação, Junqueira diz a Passos que a reportagem publicada contra ele por seu jornal teve boa repercussão entre integrantes do governo. O secretário de Comunicação do DF, Wellington Moraes, teria dito: "Esse f.d.p. desse Pedro Passos é amigo nosso e agora resolve mexer com publicidade. Será que ele quer botar o Valério [Neves, ex-secretário de Articulação do então governador Joaquim Roriz (PMDB) e um dos membros do comitê de publicidade] na cadeia? Ele tá com raiva do Valério. Ô, Pedro, você sabe que, se abrir uma CPI aí, quem é quem vai pro pau. Você sabe".
Ao saber do comentário, o deputado responde: "Eu brinquei esses dias com o menino do Jornal de Brasília [...]: A turma do pequi [referência a políticos de Brasília que são goianos] vai tudo pra Papuda. Junqueira comenta sobre "aquela fila que tinha lá no Valério".
À reportagem, Valério, hoje chefe de gabinete do senador Roriz, disse ter 26 anos de serviço público. "Mas nunca tive nenhum problema", afirmou ele, que era responsável por fazer os empenhos aos veículos e agências de comunicação e conferir a qualidade do serviço. Quanto à "fila" sugerida por Junqueira, Valério diz ser algo normal a quantidade de pessoas reclamando, às vezes, de que o serviço prestado não foi bem atestado pelos técnicos, por exemplo, por problemas de impressão e cores.
Sobre outras declarações, Valério Neves disse que Junqueira é que tem de explicá-las. Wellington Moraes não foi localizado pela reportagem.
Confirmação
Procurado pela reportagem, Junqueira afirmou que já sabia que a conversa havia sido grampeada pela PF. Confirmou tudo o que disse. "O que eu falei dessa gravação do Pedro Passos eu confirmo para você, eu confirmo na CPI, na rede Globo de Televisão, onde você quiser. Se você quiser, até com imagem, pode vir gravar que eu falo de novo." Junqueira não quis entrar na discussão sobre as empresas com sócios ocultos e os políticos e empresários citados. "Eu não vou ajudar a aumentar essa lama; você cuida disso do jeito do que você quiser. Não tenho o menor interesse nisso. Sou jornalista, você sabe disso."
Junqueira também afirma em entrevista ao Congresso em Foco que não vê nenhum problema ético na sua relação com o distrital Pedro Passos. "Não vejo problema nenhum nisso. É o meu modo de pensar, eu tenho direito disso". Sobre os "créditos impagáveis" com Passos, ele diz que eventualmente ajudava o distrital durante a campanha eleitoral assim como outros candidatos. "Eu não pedi matéria para bater. Eu informo. O verbo exato é informo. Exercendo o direito constitucional que o meu jornal e eu temos direito de fazer isso", disse sobre a reportagem contra Passos.
Perguntado se essa maneira de lidar com o deputado era uma postura ética, o dono do jornal não teve dúvidas. "Não estou preocupado com isso, meu filho. Eu sou empresário de comunicação, não sou empregado de empresa de comunicação. Se eu puder defender o governo que anuncia comigo, seja e ele o governo Cristovam Buarque [ex-governador do DF pelo PT e hoje senador do PDT], o governo Lula, não tem problema. Eu acho uma burrice político tratar de publicidade. Trata quem quer."
Sem monitoramento
Sobre o deputado Reguffe, ele disse que falou para o deputado não se meter em assuntos de propaganda na Câmara Legislativa. "Tanto é que ele não me obedeceu. Ele fez um projeto de lei tratando desse assunto", diz. Na questão das emendas que retiravam recursos de publicidade do governo Arruda, Junqueira diz que o recém-eleito deputado distrital não assinou nenhuma dessas proposições legislativas. "Mas não entrou porque não quis. Eu não estou monitorando o mandato de ninguém", defende-se.
Antes do fim da entrevista, o empresário também afirma se sentir "um personagem inútil". Ao saber que seria citado juntamente com o deputado distrital Pedro Passos, respondeu: "Tô em boa companhia, então".
Por meio de sua assessoria, Passos condenou o vazamento da informação, que está num inquérito policial sob segredo de Justiça. "A pessoa que tem coragem de subtrair isso não tem receio de fazer qualquer coisa e manipular as gravações", comentou ele. Passos afirmou que não comentaria o conteúdo dos diálogos
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fonte: Observatório da Imprensa
enviando por Vald Ribeiro
Posted
10:19
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Semana começa com os cinco últimos depoimentos
Julio Cruz Neto
Repórter da Agência Brasil
Brasília - Terminam nesta segunda-feira (28) os depoimentos dos suspeitos de corrupção presos pela Operação Navalha, da Polícia Federal. Os cinco últimos a depor no Superior Tribunal de Justiça (STJ) são todos ligados à construtora Gautama e seu proprietário, Zuleido Veras.
São eles: Rodolpho de Albuquerque Soares de Veras, filho de Zuleido; Abelardo Sampaio Lopes Filho, engenheiro e diretor da Gautama; Gil Jacó Carvalho Santos, diretor financeiro; Tereza Freire Lima, secretária; e o funcionário Henrique Garcia de Araújo.
Zuleido, acusado de ser o pivô de um esquema de fraude em obras públicas, deveria ter prestado depoimento no sábado, mas ficou pouco tempo no tribunal, pois se recusou a falar. Continua preso e aguarda resposta de um pedido de habeas corpus junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) ¿ mesma situação da diretora comercial Maria de Fátima Palmeira, que depôs durante nove horas mas não foi solta, pois sua liberação estava condicionada ao depoimento do patrão.
Na noite de domingo, o STF informou que o pedido de liminar em favor de Zuleido será avaliado pelo ministro Gilmar Mendes somente após a chegada de informações requisitadas por ele ao STJ. ¿Gilmar Mendes considerou que o processo no STF não estava devidamente instruído e decidiu aguardar as informações para analisar o pedido de revogação da prisão preventiva¿, informa nota oficial. ¿A prisão, portanto, fica mantida até que o pedido de liminar seja analisado¿.
Além de Zuleido, os dois acusados que se recusaram a depor ao STJ neste inquérito (Francisco de Paula Lima Junior e Alexandre Maia Lago, sobrinhos do governador do Maranhão, Jackson Lago) obtiveram habeas corpus.
Outra figura de renome que se viu envolvida em suspeitas de corrupção foi o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que teria recebido dinheiro de outra construtora que presta serviços para o governo federal (Mendes Junior) para pagamento de contas pessoais, segundo informações veiculadas pela revista Veja. Ele se reuniu no fim de semana com o líder do PMDB no Senado, Romero Jucá (RO), e o senador José Sarney (AP), mas não se pronunciou. Na quarta-feira, deve ter sua situação discutida no Conselho de Ética e em reunião da bancada do partido.
Até o momento, o único investigado preso que não foi ouvido é o deputado distrital Pedro Passos (PMDB), que obteve habeas corpus do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a assessoria do STJ, até o momento, Passos não formalizou a intenção de depor. Ele deveria ter sido ouvido na última quarta-feira, mas foi solto na noite anterior por causa do habeas corpus, concedido pelo ministro Gilmar Mendes. No mesmo dia, a ministra Eliana Calmon retirou o nome do distrital da relação de depoentes por acreditar que, uma vez solto, ele não voltaria ao STJ para depor.
Mendes, que foi questionado por conceder liberdade a suspeitos presos pela PF, criticou durante a semana o vazamento de informações sigilosas da investigação. A afirmação do ministro foi feita após gravações divulgadas pela imprensa e possivelmente feitas pela Polícia Federal, em que aparece um nome igual ao dele. Não há detalhes confirmados sobre a gravação e se ele significa alguma linha de investigação. Segundo Mendes, isso seria uma tentativa de amedrontá-lo por conta dos julgamentos de habeas corpus relacionados à investigação.
fonte: Agencia Brasil
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