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Sábado, Agosto 4
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08:57
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Iraque: Colocar a culpa
Sob qualquer norma da lei internacional, a culpabilidade para crimes cometidos é um preceito fundamental. No caso de Iraque, foram cometidos os piores – assassinato em grande escala, crimes de guerra, vandalismo gratuito, terrorismo de estado, destruição de estruturas civis com armamento militar, estupro, assassinato de crianças, tortura e a propositada destruição de um estado, num ato ilegal de matança planejado pelo clique de elitistas corporativos que gravita ao redor da Casa Branca e que, juntamente com Tel Aviv, dita a política externa EUA. No entanto, o dedo ainda não foi apontado a ninguém por uma comunidade internacional no meio de um ataque monumental de covardia, preferindo examinar seu umbigo e o estado das suas unhas.
Em 2003, Iraque era um país relativamente pacífico, as ruas eram relativamente seguras e o Governo de Presidente Saddam Hussein distribuía recursos regularmente e de forma justa entre a população. O único romper da paz era um ataque terrorista ocasional por aeronaves da OTAN.
Depois vieram as mentiras do Colin Powell no edifício da ONU, as descobertas da “inteligência estrangeira magnífica” (uma tese britânica de doutoramento do início dos anos 90 copiada e colada da Internet), a máquina de guerra a volta do regime de Bush entrou em acção, a ONU foi desrespeitada porque não daria seu aval a outra guerraa ilegal de Washington e a invasão foi lançada.
Após pouco mais que quatro anos, qual é o estado do Iraque hoje? Em junho de 2007, 1.241 civis perderam suas vidas na violência. Em julho de 2007, a cifra aumentou para 1.650, enquanto entre as forças armadas dos EUA registou seu segundo índice mais baixo de perdas – apenas 70 tropas, mas mesmo assim, dois por dia, todos os dias, num total de mais de 3.600 tropas desde a invasão em Março de 2003.
Em somente um dia, 1 de agosto, 70 civis foram mortos e mais que 100 feridos em três ataques por bombas em Bagdade. Oito milhões de iraquianos estão agora em necessidade urgente de apoio de emergência: 4 milhões em necessidade imediata de ajuda de alimentação e auxílio humanitário, mais que dois milhões internamente deslocados (IDs), muitos sem sítio parte ir e mais que dois milhões de refugiados em Síria e Jordânia – de acordo com o relatório recente do Oxfam "Abordando o Desafio Humanitário no Iraque", a "crise de refugiados que mais rapidamente cresce no mundo".
43% de iraquianos vivem em "pobreza absoluta", os direitos da mulher quase desapareceram – as que arriscam sair sem véu podem ser estupradas ou então decapitadas à luz do dia – só 60% dos cidadãos que necessitam auxílio de alimentação têm acesso a isso, o índice de desemprego está agora acima de 50%, a desnutrição em crianças subiu de 19% (durante os ataques terroristas da OTAN e o bloqueio desumano nos 1990) a 28%, querendo dizer que carca de um terço das crianças do Iraque têm uma alimentação insuficiente.
Dois milhões de pessoas não têm nenhum lar, nenhum trabalho, nenhum rendimento e acima de metade dos IDs tem acesso apenas esporádico a nutrição. 70% de iraquianos estão sem abastecimentos de água adequados, 80% estão sem saneamento básico e 40% dos quadros qualificados no Iraque deixaram o país.
A quem culpar para esta situação catastrófica? Em qualquer estado de lei civilizado, se alguém entra ilegalmente em outro lar, mata a família, estupra a esposa, destrói a propriedade e distribui contratos bilionários sem qualquer concurso aos amigos, é executado um devido processo legal, há uma acusação, um julgamento e encontra-se o culpado.
No caso do Iraque, o facto que o culpado seja tão fácil de identificar mas mesmo assim tão invisível, diz tudo sobre a ausência de um estado de lei na comunidade internacional no começo do terceiro milénio. Os Estados Unidos da América e seus aliados que perpetraram este ato chocante de terrorismo de estado devem ser responsabilizados, seus líderes julgados pelos crimes que foram cometidos.
Se não, as gerações futuras verão com incredulidade esta, uma das alturas mais escuras da história para a lei internacional e quaisquer normas básicas de decência humana.
fonte: pravda
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08:27
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Com pauta trancada por MP, reforma política volta a debate
O Plenário retoma, em sessão extraordinária na terça-feira (7), às 9 horas, a análise da reforma política (PL 1210/07 e Projeto de Lei Complementar 35/07, que trata da fidelidade partidária). Trancada pela Medida Provisória 374/07, a pauta também traz como destaque a votação em segundo turno das propostas de emenda à Constituição (PECs) 58/07, do aumento do repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), e 272/00, do registro de brasileiros nascidos no exterior.
Depois da rejeição de qualquer tipo de lista preordenada, no começo de julho, continua o impasse entre os partidos que defendem ou são contra o financiamento público de campanhas para cargos majoritários (prefeito, senador, governador e presidente da República) e os limites ao financiamento privado de campanhas para cargos proporcionais (vereador e deputados estaduais, distritais e federais).
Essas mudanças fazem parte de nova emenda aglutinativa apresentada antes do recesso parlamentar. Outro ponto tratado pela emenda é a criação de federações partidárias como única forma de os partidos se coligarem nas eleições proporcionais.
FPM
A votação em segundo turno da PEC 58/07 também tem prioridade, pois ela tem de ser analisada ainda pelo Senado. A proposta aumenta em um ponto percentual o repasse devido pela União aos municípios sobre a arrecadação do imposto de renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Em 2007, entretanto, o repasse será relativo somente à arrecadação realizada a partir de 1º de setembro. A proposta tramita em conjunto com a PEC 285/04, da reforma tributária.
Há também consenso em torno da PEC 272/00, aprovada por unanimidade em primeiro turno. Ela é de autoria do Senado e permite aos filhos de pai brasileiro ou mãe brasileira serem registrados em consulado do Brasil no exterior para receber a nacionalidade brasileira. Atualmente, a Constituição prevê a necessidade de a pessoa morar no Brasil para optar pela nacionalidade brasileira, o que acaba não ocorrendo em muitos casos. Se concluída a votação, a PEC seguirá à promulgação.
Previdência
Antes de começar a votar esses itens, os deputados terão de liberar a pauta votando a MP 374/07, que prorroga por três anos o prazo para troca de informações entre os regimes próprios de previdência social da União, dos estados, dos municípios e do Distrito Federal e o Regime Geral de Previdência Social. O objetivo é garantir a compensação financeira entre os regimes.
O prazo atual acabaria em maio de 2007 e foi estendido até maio de 2010 devido à complexidade operacional da compensação, que envolve análise de grande volume de documentos e dificuldades na obtenção segura de dados laborais dos segurados. A matéria já conta com parecer favorável do deputado José Pimentel (PT-CE), que recomendou a aprovação da medida sem alterações.
Fonte: Agência Câmara
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08:01
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OAB defende decisão sobre fidelidade partidária
O presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Cezar Britto, defendeu nesta sexta-feira a decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) de que o parlamentar que trocar de partido, ainda que dentro da mesma coligação, perde o mandato.
Segundo ele, a decisão corrige o troca-troca partidário "absurdo" existente no país e é mais do que um puxão de orelha no Parlamento brasileiro.
- É, sobretudo, o aviso de que a reforma política se faz urgente e necessária.
Os ministros responderam na quarta-feira a uma consulta administrativa feita pelo deputado Ciro Nogueira (PP-PI). Ela serve de indicativo da tendência do tribunal para julgamentos. Eles já tinham afirmado, em março último, que o mandato é do partido, sugerindo a perda do mandato como conseqüência da troca de legenda.
O entendimento aplica-se a deputados federais e estaduais e a vereadores, mas não vale para senadores e governantes. Caberá aos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) dar a palavra final sobre a fidelidade partidária. Britto disse que não há dúvida de que quando um candidato é eleito, o mandato pertence ao partido e não ao indivíduo.
- É justamente a somatória dos votos destinados aos partidos que define o número de vagas, não os votos individuais. É a prova concreta de que é o partido que é eleito e não apenas o nome do mais votado.
Fonte: Correio do Brasil
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07:52
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Advocacia do Senado analisa nova denúncia contra Renan
A Advocacia Geral do Senado analisa a representação encaminhada pelo PSOL contra o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) por suposto tráfico de influências na negociação feita pelo irmão dele, o deputado Olavo Calheiros (PMDB-AL), com a empresa Schincariol, e também por envolvimento com grilagem de terras em Alagoas.
Na terça-feira, a representação deverá ser tema da reunião da Mesa Diretora da Casa, comandada pelo senador Tião Viana (PT-AC), que é vice-presidente do Senado.
Na representação, o PSOL pede ao Conselho de Ética do Senado que investigue Renan por supostamente beneficiar a empresa Schincariol em negociações com o INSS e também cobra apurações sobre denúncias de que ele teria grilado terras em Alagoas, ao lado do irmão.
fonte: Correio do Brasil
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07:51
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Estudo mostra que Freud está morto, diz sexólogo português
O psicólogo e sexólogo português Quintino Aires afirmou que o estudo internacional sobre relações e sexualidade entre homens e mulheres, apresentado nesta sexta-feira em Portugal, demonstra que as teorias de Freud estão desatualizadas. Segundo o especialista, os dois sexos estão cada vez mais próximos.
Em declarações à Agência Lusa, Quintino Aires classificou os resultados da pesquisa promovida pelas revistas Men's Health e Cosmopolitan, que teve respostas de 20 mil mulheres e de 17 mil homens, como "surpreendentes e espantosos".
Para o especialista, os ensaios de Freud escritos há 102 anos sobre a sexualidade deveriam agora ser "reescritos". "Hoje as mulheres querem alguém que partilhe as suas emoções e os homens buscam mulheres independentes, que lutem, mas também que lhes dêem atenção", disse.
O estudo mostra que as mulheres preferem cada vez mais relações sexuais e durante mais tempo, enquanto os homens não abdicam de afeto e carinho. "A mulher vai ter de aprender a lidar com o novo homem, porque ele já não é uma criança", disse o especialista.
Para Aires, as mulheres tiveram uma evolução psicológica mais rápida e conseguiram superar a crise, mas os homens ainda estão à procura da um novo modelo.
Treze países participaram da pesquisa: Brasil, Portugal, Espanha, Itália, Reino Unido, Holanda, Estados Unidos, Filipinas, China, Ucrânia, Rússia e Sérvia.
Revistas
O diretor da Men's Health, Paulo Sousa Costa, explicou que a idéia de realizar este estudo surgiu em Portugal e contou com a participação da revista feminina Cosmopolitan. As duas publicações pertencem a grupos editoriais diferentes.
Segundo Costa, a idéia de que os homens só gostam de "loiras burras" já foi ultrapassada. "Gostam de mulheres, sejam loiras ou morenas, inteligentes, o que só conta em favor deles", disse.
Mas figuras como o "velho macho latino", que faz questão de pagar o jantar mesmo com um salário menor que o da mulher, ainda permanecem.
A diretora da Cosmopolitan, Maria Serina, destacou o fato de a aparência surgir só como quarto aspecto mais importante quando se trata de escolher um parceiro. Os homens preferem a inteligência e as mulheres escolhem o senso de humor como o fator essencial.
A colaboração entre as duas revistas será feita em artigos nas próximas edições. Men's Health vai divulgar a visão feminina sobre o tema. A Cosmopolitan trará textos com opiniões masculinas.
Comportamento
Os representantes das duas revistas comentaram a conclusão de que os homens dão importância às preliminares. "Toda a vida lançamos a questão de que as preliminares eram uma exigência da mulher e um ônus para o homem. É interessante que eles agora venham assumir isso”, disse Paulo Sousa Costa.
Maria Serina defendeu que as mulheres podem agora "investir" mais nesta área, já que muitas vezes se "retraem" por acreditarem que os homens não têm disposição.
Para a diretora da Cosmopolitan, as mulheres estão "muito mais ousadas sexualmente" que os homens. "Elas querem tanto ou mais sexo que eles, têm muito mais apetência para o sexo e sabem perfeitamente o que querem".
Fonte: Agência Lusa
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07:39
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Viagem de Lula a cinco países a partir de domingo visa reforçar laços comerciais
Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca no domingo (5) para uma viagem a cinco países (México, Honduras, Nicarágua, Jamaica e Panamá).
A primeira parada é o México, onde apresentará a experiência do Brasil na produção de biocombustíveis. De acordo com o porta-voz da Presidência, Marcelo Baumbach, está em trâmite no Senado mexicano projeto de lei sobre adição de etanol (álcool combustível) na gasolina.
"O presidente pedirá o apoio do México para a campanha de estabelecer mercado mundial para combustíveis mais limpos, mais baratos e renováveis", informou Baumbach, em declaração à imprensa.
Lula dará ainda continuidade a cooperação bilateral na exploração de petróleo em águas profundas.
Segundo o porta-voz, as exportações brasileiras para o mercado mexicano cresceram de 2000 a 2005, em média, 26,5%, taxa superior à registrada nas exportações globais do Brasil. No mesmo período, as importações mexicanas aumentaram 6,9%. O comércio bilateral movimentou US$ 5,75 bilhões no ano passado.
O presidente terá encontros com o presidente mexicano Felipe Calderón, parlamentares e empresários.
Outro destino do presidente é a Jamaica. Lula vai inaugurar a maior usina de etanol da Jamaica Broilers Group, localizada a 50 quilômetros da capital Kingston. De acordo com Baumbach, o investimento na usina foi de US$ 19 milhões, com participação de empresas brasileiras.
Conforme o porta-voz, a subsidiária brasileira da Companhia Bauche Energy, originária da Suíça, participou dos investimentos. O Brasil forneceu também materiais por meio da empresa Dedini.
"A Jamaica conta hoje com uma das economias mais robustas do Caricon [Mercado Comum e Comunidade do Caribe] e tem atuação diplomática intensa, sobretudo entre os países em desenvolvimento", afirmou.
Pela primeira vez um governante brasileiro visita Honduras. Conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o comércio Brasil com o país da América Central cresceu de US$ 31,62 milhões em 2000, para US$ 140,67 milhões em 2006.
Lula se reunirá com o presidente Zelaya Rosales e encerrará um encontro empresarial.
Na visita à Nicarágua, os dois governos vão avaliar a cooperação nas áreas de saúde, energia, educação, transportes, turismo, desenvolvimento social e desenvolvimento agrário. Ainda segundo o porta-voz, uma missão empresarial acompanhará o presidente, com o objetivo de impulsionar os negócios.
O comércio com a Nicarágua, favorável ao Brasil, cresceu 373% entre 2001 e 2006. Em março deste ano, uma delegação nicaragüense visitou o Brasil.
No Panamá, o presidente vai assistir uma apresentação do projeto de ampliação do Canal do Panamá.
Os ministros das Relações Exteriores; do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; da Ciência e Tecnologia e da Secretaria de Planejamento de Longo Prazo estarão na comitiva presidencial
fonte: Agencia Brasil
Sexta-feira, Agosto 3
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15:27
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Vale privatizada tem lucro mais de 3 vezes maior que seu preço
O lucro da Companhia Vale do Rio Doce no primeiro semestre deste ano atingiu o recorde de R$ 10,937 bilhões, 79,6% maior do que foi registrado no mesmo período no ano passado. Em todo o ano de 2006, o lucro líquido da Vale foi de R$ 13,431 bilhões.
“O lucro da Vale do Rio Doce no primeiro semestre é o maior entre empresas de capital aberto nos últimos 20 anos e o terceiro maior depois do da Petrobrás”, diz o relatório da empresa de consultoria Economática. No período, as exportações chegaram a R$ 6,4 bilhões nos primeiros seis meses, bem acima dos R$ 4,8 bilhões do primeiro semestre de 2006.
Nos últimos anos, os lucros da Vale vêm sendo turbinados pela alta do preço do minério de ferro no mercado mundial, isso graças à ação do cartel formado pela própria Vale privatizada, BHP Bilinton (australiana) e Rio Tinto (inglesa), que controla 70% do mercado mundial do minério. A concentração aumentou ainda mais com a aquisição da canadense Inco pela Vale.
O lucro registrado pela Vale dá a dimensão do assalto ao país quando a estatal foi privatizada durante o governo de FHC, em 1997. Na época, a empresa foi entregue por simbólicos R$ 3,338 bilhões. Para chegar ao preço vil, os privatistas delegaram a avaliação da estatal à empresa de consultoria norte-americana Merril Linch, que não incluiu em sua avaliação a maior jazida de ferro do mundo, localizada em Carajás (PA), tampouco os demais minérios explorados pela empresa, como manganês, bauxita, ouro, nióbio etc. A infra-estrutura da estatal, composta pelos complexos industriais, usinas, ferrovias, portos e navios também ficaram fora da avaliação.
Com tantas irregularidades, a leiloata da vem sendo contestado na Justiça desde a sua realização, além de mobilizar a sociedade para rever a entrega da estatal. Em maio deste ano, um comitê composto por 34 entidades lançou no Paraná a campanha nacional pela anulação do leilão da Vale. O comitê está organizando para setembro deste ano um plebiscito em todo o país para tentar anular a leiloata da Vale. Os comitês já foram constituídos no Pará, Espírito Santo, Mato Grosso, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Distrito Federal, Minas Gerais, Santa Catarina, Bahia, Mato Grosso do Sul e Pernambuco.
“Não podemos admitir que um governo tenha alienado a preço vil um patrimônio que significa a auto-suficiência do Brasil em matérias-primas importantíssimas”, afirma a ex-deputada Dra. Clair da Flora Martins (PMDB-PR).
fonte: Hora do POVO
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15:07
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Praia de Copacabana vai ser transformada em cemitério em protesto
O movimento Rio de Paz realizará mais um evento em protesto, na madrugada desta sexta-feira para sábado, pelo crescimento do número de assassinatos no Rio de Janeiro.
Cerca de três mil montes serão cobertos por plásticos pretos na areia da Praia de Copacabana, simbolizando o mesmo número de assassinatos ocorridos no estado do Rio, apenas em 2007.
A iniciativa, que acontecerá até o entardecer deste sábado na altura da Avenida Princesa Isabel, faz parte do cronograma de protestos cívicos do movimento, e pretende mobilizar a sociedade na luta contra a violência crescente no Estado.
fonte: Agência Rio
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14:55
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Sem-Terra voltam a ocupar fazenda no Rio Grande do Sul
Brasília - Cerca de 200 famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) voltaram a ocupar a Fazenda da Palma no município de Pedro Osório (RS). É a segunda vez neste ano que as famílias ocupam o local, já vistoriado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), mas ainda sem resposta quanto à possibilidade de desapropriação.
Luciana Poncio, coordenadora estadual do MST explicou que a proximidade do fim inverno exige que a terra seja cultivada para o plantio. “Como está terminando o inverno e começa a chegar o período do plantio, nós retomamos o preparo do solo para o cultivo de milho e legumes para o auto sustento das famílias do acampamento e também por a terra se encontrar totalmente abandonada, então iremos aproveita-la”.
As famílias se encontram no município desde janeiro ocupando uma pequena área cedida pelo assentamento Novo Pedro Osório. Luciana Poncio afirmou que não é justo que 200 famílias passem dificuldades devido o rigoroso inverno em um pedaço de terra, enquanto apenas dispões de nove mil hectares de terra.
“E essa família nem depende dessa terra, enquanto nossas 200 famílias continuem embaixo de lonas enfrentando um inverno tão rigoroso em um pedaço de terra cedido por uma família de assentados que também tem que plantar nesse local”, disse a coordenadora.
Ela contou que acredita que a ocupação acelere o processo de desapropriação da fazenda, pois segundo ela, somente a luta e a pressão popular farão com que autoridades e governantes façam algo para resolver a questão.
Ela disse que na primeira tentativa de plantio em abril a polícia militar cercou o acampamento e desfez os canteiros, mas acredita que agora a situação pode ser diferente. “Esperamos que nossa retomada não seja vista como caso de polícia e seja resolvida mediante a desapropriação da fazenda Palma, pois afinal de contas, apenas queremos plantar alimentos para nossas famílias”.
Fonte: Agência Brasil
Quinta-feira, Agosto 2
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16:50
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Em vão pilotos tentaram frear o Airbus da TAM
Diálogos gravados na caixa-preta revelados ontem pela CPI do Apagão Aéreo mostraram o desespero nos segundos finais do vôo do Airbus da TAM, vôo 3054, em 17 de julho.
O avião chegou ao fim da pista quase com potência máxima, instantes antes de se chocar contra o prédio da companhia e matar 199 pessoas.
Dados da comissão indicam que um dos manetes (alavancas que controlam as turbinas) não estava em posição de pouso. Parentes das vítimas se negaram a culpar os pilotos pelo acidente.
A transcrição dos diálogos demonstrou que os pilotos tinham consciência dos problemas em um dos reversores e que estavam cientes das condições da pista — molhada e escorregadia, como relatou um controlador da torre de Congonhas.
Todo o procedimento ocorreu normalmente até o avião tocar a pista. A problema começou quando o co-piloto da aeronave informou "spoiler nada".
Spoiler são arestas que se erguem nas asas para ajudar na resistência ao ar e reduzir a velocidade. Quando os pilotos percebem que não conseguem diminuir a velocidade do avião, inicia-se com diálogo tenso sobre o descontrole da aeronave.
DUAS HIPÓTESES
O presidente do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeroportuários (Cenipa), brigadeiro Jorge Kersul Filho, informou em sessão fechada na CPI que um motor do aparelho funcionou quase a ponto de decolagem até a hora da colisão. O outro motor estava na posição de reverso, tentando frear o avião.
As hipóteses são de que possa ter havido erro do piloto ou falha no equipamento. O computador pode ter lido erradamente as informações e identificado que o Airbus estava em posição de decolagem, e não de pouso.
“Um motor estava em reverso (tentando parar), e outro acelerando até a colisão”, disse o deputado Ivan Valente (PSOL-SP), membro da comissão.
Veja trechos finais da conversa dos pilotos:
Hot 1: “Reverso número um apenas. Spoilers (freio) nada” (Piloto confirma que apenas um reverso funciona e diz que spoiler, aresta que se ergue na asa para aumentar a resistência ao ar e ajudar a diminuir a velocidade, está sem ação. Segundo o especialista Gustavo Mello, da Correcta Seguros, isto pode indicar que o piloto pensou em arremeter ou o equipamento falhou)
Hot 2: “Olhe isso”
Hot 1: “Desacelera, desacelera”
Hot 2: “Eu não consigo, eu não consigo. Oh, meu Deus, oh, meu Deus!”
Hot 2: “Vai, vai, vira, vira!”
Barulhos de batida
Torre: “Ah, não” (voz masculina)
Pausa nos barulhos de batida
Torre: “Som de gritos" (voz feminina)
Som de batida
fonte: Agência Rio
Segunda-feira, Julho 30
Posted
22:45
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CONFIRA O QUADRO GERL DE MEDLAHAS DO PAN
OURO PRATA BRONZE TOTAL
1 Estados Unidos 97 88 52 237
2 Cuba 59 35 41 135
3 Brasil 54 40 67 161
4 Canadá 38 43 54 135
5 México 18 24 30 72
6 Colômbia 14 21 13 48
7 Venezuela 10 25 34 69
8 Argentina 10 15 32 57
9 República Dominicana 6 6 17 29
10 Chile 6 4 9 19
11 Equador 5 4 10 19
12 Porto Rico 3 5 12 20
13 Jamaica 3 5 1 9
14 Guatemala 2 3 2 7
15 Bahamas 2 2 2 6
16 El Salvador 1 3 6 10
17 Panamá 1 1 0 2
18 Antígua e Barbuda 1 0 2 3
19 Antilhas Holandesas 1 0 1 2
20 Peru 0 4 8 12
21 Trinidad e Tobago 0 1 3 4
22 Uruguai 0 1 2 3
23 Ilhas Cayman 0 1 0 1
24 Nicarágua 0 0 2 2
25 Paraguai 0 0 1 1
26 Guiana 0 0 1 1
27 Granada 0 0 1 1
28 Haiti 0 0 1 1
29 Dominica 0 0 1 1
30 Honduras 0 0 1 1
31 Santa Lúcia 0 0 1 1
32 Barbados 0 0 1 1
33 Belize 0 0 0 0
34 Suriname 0 0 0 0
35 Aruba 0 0 0 0
36 Costa Rica 0 0 0 0
37 Bermudas 0 0 0 0
38 São Cristovão e Névis 0 0 0 0
39 Ilhas Virgens Americanas 0 0 0 0
40 Ilhas Virgens Britânicas 0 0 0 0
41 Bolívia 0 0 0 0
42 São Vicente e Granadinas 0 0 0 0
Posted
22:42
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Chávez expressou algumas reservas ao marxismo e à Marx
Recentemente, o presidente Chávez, sem dúvida um dos maiores líderes populares do mundo atual (e, por isso mesmo, contestado por toda sorte de charlatães que se dizem marxistas), após manifestar seu respeito pela figura e pela obra de Karl Marx, expressou algumas reservas em relação ao marxismo e à posição de Marx, que, segundo Chávez, “enganado e manipulado, chegou a aprovar a invasão dos EUA ao México e da Inglaterra à Índia”.
A dominação britânica na Índia
“Os invasores ingleses quebraram os ofícios de tecelagem dos indianos e destruíram suas rocas. A Inglaterra começou por excluir os tecidos de algodão indianos do mercado europeu, depois ela se pôs a exportar para o Hindustão o fio e enfim inundou de tecidos de algodão a pátria dos tecidos de algodão”, destaca Marx em seu trabalho acerca da dominação inglesa sobre a Índia
KARL MARX
Recentemente, o presidente Chávez, sem dúvida um dos maiores líderes populares do mundo atual (e, por isso mesmo, contestado por toda sorte de charlatães que se dizem marxistas), após manifestar seu respeito pela figura e pela obra de Karl Marx, expressou algumas reservas em relação ao marxismo e à posição de Marx, que, segundo Chávez, “enganado e manipulado, chegou a aprovar a invasão dos EUA ao México e da Inglaterra à Índia”. É natural que os homens, que não são perfeitos, cometam, às vezes, equívocos. Como o presidente Chávez é figura por quem temos particular respeito, resolvemos elucidar a questão.
Quanto ao México, quem citou a invasão dos EUA foi Engels, em 1849, na polêmica com Bakunin. Na época, não era ainda claro o papel dos EUA – mas esse não é o assunto de Engels, e sim demonstrar que, ao contrário do que Bakunin pregava, a História das nações não era guiada por conceitos éticos, por mais belos que eles soassem. Isso, evidentemente, só será possível em outro estágio da Humanidade.
Quanto à invasão da Índia pela Inglaterra, Marx publicou três artigos no jornal norte-americano New York Daily Tribune, em 1853.
Marx denuncia com sua costumeira eloqüência o circo monstruoso de horrores dessa dominação. Apenas, nota que ela, ao destruir a base econômica do milenar atraso hindu – ainda que em benefício do despotismo europeu – escancara a necessidade de uma nova Índia, livre das cadeias arcaicas onde antes vegetava, e também livre da opressão estrangeira.
Para maior esclarecimento da questão, condensamos nesta página os dois artigos mais importantes: “O domínio britânico na Índia” e “Resultados futuros da dominação britânica na Índia”. Tomamos a liberdade de grifar alguns trechos que consideramos especialmente reveladores da posição de Marx.
Os males que os ingleses causaram ao Hindustão são de um gênero essencialmente diferente e muito mais profundo do que aqueles que o Hindustão havia sofrido antes. Não faço alusão ao despotismo europeu que, somado pela Companhia Britânica das Índias Orientais ao despotismo asiático, forma uma combinação mais monstruosa do que os monstros sagrados que nos apavoram no templo de Salsette. Isso não constitui um traço distintivo da dominação colonial britânica e não é senão uma imitação do sistema holandês, a tal ponto que para caracterizar a atividade da Companhia Britânica das Índias Orientais é suficiente repetir literalmente o que sir Stamford Raffles, o governador inglês de Java, tinha dito a propósito da velha Companhia Neozelandesa das Índias Orientais:
“A Companhia Neozelandesa, movida unicamente pelo amor ao ganho e tendo por seus assujeitados menos interesse e consideração que um plantador das Índias ocidentais tinha pelos escravos que trabalhavam em seu domínio - dado que este pelo menos havia pago com o dinheiro seu instrumento de trabalho humano, enquanto aquela não havia gasto nada -, essa Companhia mobilizou todos os recursos existentes do despotismo para tirar do povo seus últimos suspiros por meio de contribuições e de todo o trabalho de que ele era capaz. Ela agravou assim os males causados por um governo caprichoso e semi-bárbaro e pela a avidez sem limites dos mercadores.”
Todas as guerras civis, invasões, revoluções, conquistas, fomes, por mais complexa, rápida e destrutiva que pudesse parecer sua sucessiva ação sobre o Hindustão, não o haviam arranhado senão superficialmente. A Inglaterra destruiu os fundamentos do regime social da Índia, sem manifestar até o presente a menor veleidade de construir o que quer que seja. Esta perda de seu velho mundo, que não foi seguida pela obtenção de um mundo novo, confere à miséria atual dos Hindus um caráter particularmente desesperado e separa o Hindustão, governado pelos ingleses, de todas as tradições antigas, de todo o conjunto de sua história passada.
MISÉRIA
Decorridos tempos imemoriais, não existia na Ásia senão três departamentos administrativos: o das Finanças, ou pilhagem do interior; o da Guerra, ou pilhagem do exterior; e, enfim, o departamento dos Trabalhos Públicos. O clima e as condições geográficas, sobretudo a presença de vastos espaços desérticos, que se estendem do Saara, através da Arábia, da Pérsia, da Índia e da Tartária, aos platôs mais elevados da Ásia, fizeram da irrigação artificial com auxílio de canais e de outras obras hidráulicas a base da agricultura oriental.
No Egito e na Índia, como na Mesopotâmia e na Pérsia, as inundações servem para fertilizar o solo; tira-se proveito do alto nível da água para alimentar os canais de irrigação. Esta necessidade primeira de utilizar a água com economia e em comum, que, no Ocidente levou as empresas privadas a se unirem em associações voluntárias, como em Flandres e na Itália, impôs no Oriente, onde o nível de civilização era muito baixo e os territórios muito vastos para que pudessem aparecer associações desse gênero, a intervenção centralizadora do governo. Daí uma função econômica incumbe a todos os governos asiáticos: a função de assegurar os trabalhos públicos.
Essa fertilização artificial do solo, que depende de um governo central e que cai em decadência desde que a irrigação ou a drenagem são negligenciadas, explica o fato, que sem tal explicação teria parecido estranho: territórios inteiros que, outrora, foram admiravelmente cultivados como a Palmyra, Petra, as ruínas do Yêmem, vastas províncias do Egito, da Pérsia e do Hindustão, estão atualmente estéreis e desertos. Isso explica também porque uma só guerra devastadora pôde depauperar o pais por séculos e privá-lo de toda sua civilização.
Ora, os ingleses nas Índias Orientais aceitaram de seus antecessores os departamentos das Finanças e da Guerra, mas eles negligenciaram inteiramente o dos Trabalhos Públicos. Daí a deterioração de uma agricultura incapaz de se desenvolver segundo o princípio britânico da livre concorrência, do laissez faire, laissez aller. As colheitas correspondem aos governos bons ou maus, como alternam-se na Europa segundo os bons e os maus climas. Assim, a opressão e o abandono da agricultura, por mais nefastos que fossem, não poderiam ser vistos como o golpe de misericórdia desferido contra a sociedade indiana pelos invasores ingleses, se não tivessem sido acompanhados de uma circunstância muito importante e totalmente nova nos anais do mundo asiático no seu conjunto.
Qualquer que tenha sido no passado a transformação que formou o aspecto político da Índia, suas condições sociais permaneceram invariáveis desde a Antiguidade mais remota até a primeira década do século XIX. O ofício de tecer à mão e à roca, que produziram miríades de tecelagens e de fiações, era o pivot da estrutura dessa sociedade. Desde tempos imemoriais, a Europa recebia os admiráveis tecidos de fabricação indiana, enviando em troca seus metais preciosos e desse modo fornecendo a matéria prima aos ourives, membros indispensáveis da sociedade indiana cujo amor pela bijuteria é tão grande que mesmo os representantes das classes inferiores que andam quase nus, têm habitualmente um par de brincos de ouro e algum ornamento de ouro em volta do pescoço.
Os invasores ingleses quebraram os ofícios de tecelagem dos indianos e destruíram suas rocas. A Inglaterra começou por excluir os tecidos de algodão indianos do mercado europeu, depois ela se pôs a exportar para o Hindustão o fio e enfim inundou de tecidos de algodão a pátria dos tecidos de algodão. De 1818 a 1836 as exportações de fios da Grã-Bretanha para a Índia aumentaram na proporção de 1 para 5.200. Em 1824 as exportações de musselines ingleses para a Índia atingiam apenas 1 milhão de jardas, enquanto em 1837 elas ultrapassavam 64 milhões de jardas. Mas no mesmo período a população de Dacca passou de 150.000 habitantes a 20.000. Esta decadência das cidades indianas, célebres por seus produtos, não foi a pior consequência da dominação britânica. A ciência britânica e a utilização da máquina a vapor pelos ingleses haviam destruído, em todo o território do Hindustão, a ligação entre a agricultura e a indústria artesanal.
Estas duas circunstâncias - de uma parte o fato de que os indianos, como todos os povos orientais, deixaram ao governo central a preocupação com os grandes trabalhos públicos, condição primeira de sua agricultura e de seu comércio, e, de outro, de que eles estavam dispersos por todo o território do país e reunidos em pequenos centros pelas comunidades semi-agrícolas, semi-artesanais de caráter familiar - estas duas circunstâncias, dizíamos, engendraram, desde os tempos mais remotos, um sistema social muito particular, o dito système de village, que dava a cada uma dessas pequenas comunidades uma organização independente e uma vida distinta.
Estas pequenas formas estereotipadas de organismo social foram dissolvidas na maior parte e estão em vias de desaparecer não tanto por causa da intervenção brutal dos preceptores e soldados britânicos, mas sob a influência da máquina a vapor e do livre comércio ingleses. Estas comunidades familiares baseiam-se na indústria artesanal, aliando de um modo específico a tecelagem, a fiação e a cultura do solo executados a mão, o que lhes assegurava a independência.
A intervenção inglesa, estabelecida a partir da fiação em Lancashire e da tecelagem em Bengala, ou mesmo fazendo desaparecer tanto a fiação como a tecelagem indianas, destruiu essas pequenas comunidades semi-bárbaras, semi-civilizadas, destruindo seus fundamentos econômicos e produzindo assim a maior e, na verdade, a única revolução social que jamais teve lugar na Ásia.
Ora, por mais triste que seja do ponto de vista dos sentimentos humanos ver essas miríades de organizações sociais patriarcais, inofensivas e laboriosas se dissolverem, se desagregarem em seus elementos constitutivos e serem reduzidas à miséria, e seus membros perderem ao mesmo tempo sua antiga forma de civilização e seus meios de subsistência tradicionais, não devemos esquecer que essas comunidades villageoisies idílicas, malgrado seu aspecto inofensivo, foram sempre uma fundação sólida do despotismo oriental, que elas retém a razão humana num quadro extremamente estreito, fazendo dela um instrumento dócil da superstição e a escrava de regras admitidas, esvaziando-a de toda grandeza e de toda força histórica.
Não devemos esquecer os bárbaros que, apegados egoisticamente ao seu miserável lote de terra, observam com calma a ruína dos impérios, as crueldades sem nome, o massacre da população das grandes cidades, não lhes dedicando mais atenção do que aos fenômenos naturais, sendo eles mesmos vítimas de todo agressor que se dignasse a notá-los. Não devemos esquecer que a vida vegetativa, estagnante, indigna, que esse gênero de existência passiva desencadeia, por outra parte e como contragolpe, forças de destruição cegas e selvagens, fazendo da morte um rito religioso no Hindustão.
Não devemos esquecer que essas pequenas comunidades carregavam a marca infame das castas e da escravidão, que elas submetiam o homem a circunstâncias exteriores em lugar de fazê-lo rei das circunstâncias , que elas faziam de um estado social em desenvolvimento espontâneo uma fatalidade toda poderosa, origem de um culto grosseiro da natureza cujo caráter degradante se traduzia no fato de que o homem, mestre da natureza, caia de joelhos e adorava Hanumán, o macaco, e Sabbala, a vaca.
É verdade que a Inglaterra, ao provocar uma revolução social no Hidustão, era guiada pelos interesses mais abjetos e agia de uma maneira estúpida para atingir seus objetivos. Mas a questão não é essa. Trata-se de saber se a humanidade pode cumprir seu destino sem uma revolução fundamental na situação social da Ásia. Senão, quaisquer que fossem os crimes da Inglaterra, ela foi um instrumento da História ao provocar esta revolução.
Nesse caso, diante de qualquer tristeza que possamos sentir diante do espetáculo do colapso de um mundo antigo, temos o direito de exclamar como Goethe: “Deve esta dor nos atormentar/ já que ela nosso proveito aumenta./ O jugo de Timur não consumiu/ miríades de vidas humanas?” (Goethe, Westostlicher Diwan. An suleika.)
Como a supremacia inglesa chegou a se estabelecer na Índia? Um país não dividido somente entre maometanos e hindus, mas entre tribo e tribo, entre casta e casta; uma sociedade baseada em uma sorte de equilíbrio resultante de uma repulsão geral e de um exclusivismo orgânico de seus membros: tal país e tal sociedade não seria uma presa jurada à conquista?
Se não conhecêssemos nada do passado do Hindustão, não restaria ainda o marcante e incontestável fato de que no momento presente a Índia é mantida sob o jugo inglês por um exército indiano mantido às custas da própria Índia? A Índia não poderia portanto escapar ao destino de ser conquistada e toda sua história, se história houver, é a das conquistas sucessivas que ela sofreu. A sociedade indiana não tem qualquer história, pelo menos história conhecida. O que chamamos de história não é a história dos invasores sucessivos que fundaram seus impérios sobre a base passiva desta sociedade imóvel e sem resistência. A questão não é, portanto, a de saber se os ingleses têm direito de conquistar a Índia, mas se devemos preferir a Índia conquistada pelos turcos, pelos persas, pelos russos, à Índia conquistada pelos britânicos.
A Inglaterra tem uma dupla missão a alcançar na Índia: uma destrutiva, outra regeneradora - aniquilação da velha sociedade asiática e a instalação dos fundamentos materiais da sociedade ocidental na Ásia. Árabes, turcos, tártaros, mongóis, que invadiram sucessivamente a Índia, foram prontamente “hinduizados”, com os conquistadores bárbaros sendo, por uma lei eterna da História, conquistados eles próprios pela civilização superior de seus submetidos. Os britânicos são os primeiros conquistadores superiores e consequentemente inacessíveis à civilização hindu. Eles a destruíram destruindo as comunidades indianas, extirpando-lhe a indústria indiana e nivelando tudo o que era grande e superior na sociedade indiana. A história de sua dominação na Índia não retrata outra coisa que seja diferente dessa destruição. A obra de regeneração surge com sofrimento em meio a um monte de ruínas. Ela, pelo menos, começou.
A unidade política da Índia, mais consolidada e estendendo-se para mais longe do que jamais feito sob os Grão Mongóis, era a primeira condição de sua regeneração. Esta unidade imposta pela lança britânica vai agora ser reafirmada e perpetuada pelo telégrafo elétrico. O exército indiano organizado e treinado pelo sargento instrutor britânico era o sine qua non da Índia que se emancipa e da Índia que não será a presa do primeiro intruso estrangeiro. A imprensa livre, introduzida pela primeira vez na sociedade asiática e gerida principalmente pela comum progenitura de hindus e de europeus, é um novo e potente agente de reconstrução.
Os sistemas zemindari e ryotwari, por mais abomináveis que sejam, constituem-se de tal modo que elas próprias são duas formas de propriedade privada da terra - o grande sonho da sociedade asiática. Os nativos da Índia, educados em Calcutá sob a tutela inglesa, ainda que com má vontade e parcimônia, estão em vias de formar uma classe nova, dotada de atitudes requeridas ao governo e imbuídas de ciência européia. O vapor colocou a Índia em comunicação regular e rápida com a Europa, ela pôs seus portos principais em relação com os dos mares do sul e do leste e a tirou do isolamento que era a causa de sua estagnação.
As classes dirigentes da Grã-Bretanha não haviam manifestado até o presente senão um interesse acidental, transitório e excepcional com relação ao progresso da Índia. A aristocracia queria conquistá-la, a plutocracia pilhá-la e a oligarquia manufatureira subjugá-la por meio de suas mercadorias a baixo preço. Mas as posições mudaram. A oligarquia manufatureira descobriu que a transformação da Índia em um grande país produtor tornou-se de importância vital para ela e que, para esses fins, é acima de tudo necessário dotá-la de meios de irrigação e de comunicação interiores. Ela projeta no presente cobrir a Índia com uma rede de vias férreas. E ela o fará. Os resultados deverão ser incomensuráveis.
É notório que o poder produtivo da Índia está paralisado pela falta absoluta de meios para transportar e trocar seus variados produtos. Em nenhuma parte como na Índia veremos a miséria social em meio a abundância natural em decorrência da falta dos meios de troca. Foi provado, diante de uma comissão da Câmara dos Comuns britânica que instalou-se em 1848, que “enquanto se vendia um quarto de grão entre seis e oito shillings em Khadesh, ele era vendido entre 64 e 70 shillings em Poona, onde o povo morria de fome nas ruas sem possibilidade de fazer vir os aprovisionamentos de Khandesh, pois os caminhos de terra estavam impraticáveis”.
A entrada em serviço das estradas de ferro pode facilmente ser utilizado no interesse da agricultura por atravessar os reservatórios, lá onde é necessário conquistar a terra pela terraplanagem, e pela adução da água ao longo das linhas. Assim a irrigação, o sine qua non da cultura do solo no oriente, pode ganhar uma grande extensão e o retorno frequente das fomes locais, devido à falta de água, será conjurada. Considerando-se esse aspecto, a importância geral dessas estradas de ferro torna-se evidente se recordarmos que os proprietários das terras irrigadas, mesmo nos distritos vizinhos da cadeia das Ghâts, pagam o triplo de impostos, empregam dez ou doze vezes mais mão-de-obra, e que essas terras produzem doze ou quinze vezes mais que a mesma superfície não irrigada.
INÉRCIA
Sabemos que a organização municipal e a base econômica da sociedade rural fundada na auto-gestão têm sido destruídas, mas seus piores traços, a dissolução da sociedade em átomos estereotipados e sem conexão entre eles, sobreviveram. O isolamento da vila produziu a falta de estradas na Índia e a falta de estradas perpetuou o isolamento da vila. Assim, uma comunidade existia num nível dado e inferior de bem estar, quase sem relação com as outras vilas, sem os anseios e os esforços indispensáveis ao progresso social. Os britânicos destruiram a inércia das vilas que se bastavam a si mesmas, as estradas de ferro vão satisfazer a necessidade nova de comunicação e de relações. Além disso, “um dos efeitos do sistema de estradas de ferro será o de levar a cada vila um conhecimento dos fatos e invenções de outros países e dos meios deles se dotar, que logo colocarão à prova as capacidades do artesanato hereditário e assalariado da vila indiana, para em seguida compensar sua ausência” (Chapman, O algodão e o comércio da Índia).
A oligarquia manufatureira inglesa não deseja dotar a Índia de estradas de ferro senão na intenção exclusiva de tirar-lhe a menores custos o algodão e outras matérias primas para suas manufaturas. Mas uma vez que tenha introduzido as máquinas como meio de locomoção em um país que possui o ferro e o carvão, torna-se incapaz de mantê-los excluídos da fabricação. Não se pode manter uma rede de estradas de ferro num imenso país, sem introduzir os processos industriais necessários para satisfazer as necessidades imediatas e correntes da locomoção por via férrea, e daí deverá desenvolver-se também a aplicação de máquinas nos ramos da indústria sem relação direta com as estradas de ferro.
Portanto, as estradas de ferro tornar-se-ão na Índia os arautos da indústria mod
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Secretário nacional de Segurança confirma permanência de parte das forças federais no Rio
Luiza Duarte Da Agência Brasil
Rio de Janeiro - O secretário nacional de Segurança, Luiz Fernando Corrêa, confirmou hoje (3) à tarde que permanecerá no estado até o final do ano parte do contingente de tropas federais utilizado durante os Jogos Pan-Americanos. Ele também reforçou o anúncio feito pela manhã, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de que cerca de R$ 420 milhões dos R$ 562 milhões investidos ficarão no estado.
O legado do Pan inclui o investimento em tecnologia da informação, com a integração dos bancos de dados de diversas instituições e sistema de câmeras de vigilância, além de um sistema de radiotransmissão, do treinamento de profissionais, de programas de inclusão social e de armas e equipamentos de proteção.
Ainda não foi estipulada a quantidade de equipamentos que permanecerão no Rio de Janeiro, mas o secretário garantiu que pelo menos 600 carros e os centros de controle de comando e de inteligência deverão ser doados ao estado, além dos outros equipamentos.
Corrêa informou que a segurança do Pan envolveu 9 mil homens da Força Nacional de Segurança, da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal. “Não estamos saindo do Rio de Janeiro agora. É bom tranqüilizar o cidadão: não há uma debandada, não há clima de fim de festa. Seguem os trabalhos. Nós temos uma decisão política de apoiar o Rio de Janeiro”, assegurou.
Segundo o secretário, ainda será definido pelo setor de inteligência o número de homens que deverão reforçar a segurança no estado, com base em dados técnicos. A retirada do contingente, explicou, será gradativa, assim como foi a chegada. Caberá à secretaria estadual de Segurança, acrescentou, definir as prioridades e as ações que serão desempenhadas pelas tropas
Fonte: Agencia Brasil
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Programa de bolsas para licenciatura vai privilegiar física e química
Brasília - Física e química serão as disciplinas prioritárias do programa de bolsas para estudantes de licenciatura que será lançado até o início de setembro, disse hoje (30) o ministro da Educação, Fernando Haddad, à Agência Brasil.
Segundo ele, existe um déficit de professores sobretudo nessas disciplinas, porque "há algumas décadas, forma-se menos pessoas do que o necessário". Matemática e biologia, disse o ministro, vêm num "segundo pelotão de preocupação". E as demais "estão relativamente equilibradas, mas todas serão apoiadas em alguma medida”.
Haddad afirmou ainda que o programa de bolsas será aplicado somente em universidades federais num primeiro momento, com o objetivo de beneficiar jovens que se comprometam com o exercício do magistério após a conclusão do curso.
Segundo o ministro, a iniciativa nasceu da demanda de setores especializados na formação de professores, que perceberam uma lacuna a ser preenchida no Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) - lançado este ano como uma espécie de PAC do setor. "Eles diziam que a educação no Brasil necessitava de apoio às licenciaturas presenciais, e que isso só poderia ser feito mediante um grande programa de bolsas para iniciação à docência”.
Haddad afirmou que o valor das bolsas vai variar de R$ 300 a R$ 350, assim com ocorre com o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic).
Fonte: Agencia Brasil
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