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Quinta-feira, Agosto 16
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19:37
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Mantega diz que crise internacional não vai mudar rumos da economia brasileira
Brasília - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, reafirmou hoje (16) que a crise no mercado financeiro internacional não vai mudar os rumos da economia brasileira.
"No olho do furacão as coisas parecem piores. É normal, no mercado financeiro, que as coisas sejam dramatizadas", afirmou.
Segundo Mantega, o mercado exagera tanto quando há um período de calmaria, aplicando mais e se expondo ao risco, quanto em momentos de crise. "Quando você tem uma retração, uma turbulência você tem um movimento inverso, eles exageram também na retração e na fuga".
O ministro atribuiu o nervosismo de hoje - quando a Bovespa chegou a cair 8,33% no meio do dia, mas voltou a se recuperar - ao "contágio natural" do mercado financeiro. "Os mercados mundiais são conectados, então há um contágio de ativos, porque os bancos, os fundos de investimento, estão presentes em vários mercados ao mesmo tempo. Então quando eles perdem em um mercado, eles procuram retirar ativos em outros mercados", explicou.
O Brasil, segundo Mantega, está sendo afetado apenas no setor financeiro, ou seja, não há contágio na produção interna, nas fábricas ou no consumo. "Essa turbulência ainda está circunscrita no setor financeiro, não afetou o setor real da economia. Então, para mim, ainda não é exatamente uma crise", afirmou.
O ministro Mantega não descartou que a turbulência possa afetar o crescimento da economia mundial, mas disse que caso esse crescimento não desacelere, não vai prejudicar o Brasil internamente.
"Essa é a questão que mais interessa, porque se não atingir o crescimento das economias, não deve ter repercussão no Brasil".
fonte: Agência Brasil
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19:10
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Entenda a tensão no mercado global
Por Redação com agências de notícias - de São Paulo
A tensão no mercado global e as quedas das principais Bolsas de valores do mundo se acentuaram na semana passada, ao refletir a notícia de que o banco francês BNP Paribas havia congelado o saque de três de seus fundos de investimentos.
A instituição, uma das maiores da Europa, alegou dificuldades em contabilizar as reais perdas desses fundos, que tinham recursos aplicados em créditos gerados a partir de operações hipotecárias americanas. No mundo da globalização financeira, créditos gerados nos EUA podem ser convertidos em ativos que vão render juros para investidores na Europa.
Esses créditos imobiliários, chamados de subprime (de segunda linha), são gerados a partir empréstimos com tomadores que podem oferecer menos garantia. Embutem maior risco de crédito e por isso, têm juros maiores, o que os torna mais atrativos para gestores de fundos em busca de retornos melhores.
O mercado já monitorava há meses os problemas com esses créditos. Quando a inadimplência dessas operações superou as expectativas, empresa após empresa nos EUA relataram problemas de caixa. E o caso do Paribas sinalizou que esses problemas haviam atravessado as fronteiras.
Após o anúncio do banco, os principais bancos centrais do mundo - o BCE (Banco Central Europeu), o Federal Reserve (Fed, o BC americano) e o Banco do Japão - injetaram bilhões de dólares em recursos para garantir a liquidez (oferta de crédito) dos respectivos sistemas bancários.
fonte: Correio do Brasil
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18:59
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Chávez apresenta proposta de Constituição e anuncia morte do "velho sistema capitalista"
Brasília - Oito anos após a entrada em vigor da Constituição atual, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, apresentou ontem (15) ao Congresso uma proposta de reforma que inclui a mudança direta de 33 artigos, cerca de 10% do total.
Uma delas é a exploração pelo Estado de todos os hidrocarbonetos líquidos, sólidos e gasosos, “por questões de soberania” - o petróleo é a principal fonte de renda do país. Entre as outras mudanças, estão: criação de uma Força Armada Bolivariana, estabelecimento de novas formas de propriedade, de uma nova divisão política do país, com a criação de comunas, e mandato presidencial de sete anos com reeleição ilimitada. A nova Constituição se insere no projeto de transformação da Venezuela num Estado socialista, que Chávez vem propondo desde a campanha pela reeleição, no ano passado.
A Assembléia Constituinte agora vai analisar a proposta e, caso a aprove, haverá um plebiscito. O governo Chávez conta com ampla maioria entre os parlamentares.
Sobre o sistema eleitoral, o presidente afirmou o seguinte durante a apresentação do projeto, em cadeia nacional de rádio e tevê: “Proponho ao povo soberano modificar o artigo 230 da seguinte forma: o período presidencial é de sete anos. O presidente, ou presidenta [em espanhol, existe a forma feminina para essa palavra], pode ser reeleito ou reeleita de imediato para um novo período. Simples assim”.
O texto atualmente em vigor estabelece que o mandato é de seis anos e a reeleição pode ser tentada “de imediato e uma única vez”. Chávez disse que a proposta de ontem havia sido feita originalmente na Constituinte de 1999, mas foi alterada. E que portanto não pode ser acusado de tirar uma “proposta da manga”.
“Esse tema é polêmico, mas não estou surpreendendo ninguém. A proposta é para que ninguém venha nos acusar de surpreender o país com uma proposta debaixo da manga”, disse. “Vocês podem conseguir gravações e notícias de antes de 3 de dezembro, nas quais, em cenários distintos, eu já falava da possibilidade de uma reforma e da reeleição contínua”, afirmou, referindo-se ao dia em que foi reeleito para o segundo mandato, no final do ano passado.
Quanto à nova divisão política, a proposta é de que os estados se organizem em municípios e a unidade política primária da organização territorial nacional seja a cidade, entendida como todo assentamento populacional dentro do município e integrada por áreas ou extensões geográficas denominadas comunas. Estas serão formadas por comunidades, que constituirão os “núcleos espaciais básicos e indivisíveis do Estado socialista venezuelano”.
Hugo Chávez também propõe uma fusão das Forças Armadas, que está contemplada no artigo 329 da proposta: “A Força Armada Bolivariana está integrada pelos distintos corpos de terra, mar e ar, organizados administrativamente nos seguintes componentes militares: Exército Bolivariano, Armada Bolivariana, Aviação Bolivariana, Guarda Territorial Bolivariana e Milícia Popular Bolivariana”.
Por último, o presidente afirmou que o projeto impulsiona um “poder popular” que se expressará através de conselhos comunais ou assembléias locais, e enfatizou que “esta proposta aponta na direção de que siga morrendo e termine de morrer a velha hegemonia oligárquica, conservadora, o velho sistema capitalista, explorador”.
* Com informações das agências ABN e Télam
fonte: Agência Brasil
Domingo, Agosto 12
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11:06
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Três cafés por dia conservam a memória feminina
As mulheres que bebem três ou mais cafés por dia apresentam menor decadência na memória, chegaram à conclusão os cientistas franceses. A comparação foi feita entre mulheres que bebiam três ou mais chávenas de café por dia e mulheres que bebiam uma chávena ou menos.
Os testes foram feitos durante um período de quatro anos. O estudo foi publicado na revista Neurology e publicado por BBC.
A investigação foi levada a cabo por Karen Ritchie, do Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa médica, na França, e chega a concluir que a cafeína pode mesmo abrandar o desenvolvimento de Demência.
Os resultados tiveram em conta factores como a educação, tensão alta e outras doenças.
A Contudo, Karen Ritchie avisa para que não sejam tiradas conclusões precipitadas.
«Temos alguma ideia de como isto funciona biologicamente mas precisamos de compreender melhor os efeitos da cafeína no cérebro antes de começarmos a promover o seu consumo como forma de reduzir o declínio mental» , disse a investigadora.
«Mas os resultados são interessantes: o consumo de cafeína já está generalizado e tem menos efeitos secundários do que outros tratamentos para o declínio cognitivo» , acrescentou.
O estudo, que envolveu sete mil mulheres, não concluiu que os consumidores de cafeína tinham baixos níveis de demência. «Talvez seja que a cafeína possa abrandar o processo em vez de trabalhar na sua prevenção» , disse Karen.
A investigadora disse também que não estava claro se o processo também se verificava nos homens. «As mulheres podem ser mais sensíveis aos efeitos da cafeína. Os seus corpos podem reagir de maneira distinta ao estimulante, ou podem metabolizá-lo diferentemente» .
fonte: Pravda
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11:02
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Etanol: duas FAOs e duas medidas
por Bruno Blecher
Enquanto o presidente Lula buscava parcerias no Caribe para driblar as barreiras tarifárias para etanol brasileiro nos EUA, no Brasil dois de seus mais conhecidos "braços esquerdos" (Frei Betto e José Graziano) travaram uma batalha pela internet sobre as vantagens e ameaças do biocombustível.
Embora seja um tema importante, passou batido na imprensa. A mídia, principalmente nas páginas de economia e negócios, fala muito das qualidades do etanol como combustível limpo e renovável, mas dedica pouco espaço para avaliar seus eventuais impactos.
Na queda-de-braço entre Frei Betto e José Graziano, discutiu-se se a expansão da agricultura energética pode causar aumento dos preços de alimentos e até uma eventual escassez de comida. Como bom pugilista cubano, Frei Betto compartilha do argumento de Fidel Castro, para quem o ciclo dos agrocombustíveis já provoca o aumento dos preços dos alimentos. Ele vai além: chama os biocombustíveis de necrocombustíveis.
Para comprovar sua tese, Frei Betto aponta estudo da OCDE e da FAO, de julho último, que falam em forte impacto na agricultura entre 2007 e 2016, gerado pelo crescimento da agroenergia. Os preços agrícolas ficariam acima da média dos últimos dez anos. Os grãos podem custar de 20 a 50% mais. "Vamos alimentar carros e desnutrir pessoas. Há 800 milhões de veículos automotores no mundo. O mesmo número de pessoas sobrevive em desnutrição crônica. O que inquieta é que nenhum dos governos entusiasmados com os agrocombustíveis questiona o modelo de transporte individual, como se os lucros da indústria automobilística fossem intocáveis", diz Frei Betto.
Seu ex-colega de governo, o professor José Graziano, o idealizador do programa Fome Zero, discorda. Na opinião de Graziano, há uma ideologização descabida nessa discussão. O engraçado é que Graziano, que hoje é representante da FAO para a América Latina e Caribe, diz que a organização vai entrar na briga do etanol, provando que o biocombustível não vai competir com a produção de alimentos. Ou seja, a mesma FAO que produziu estudos sobre as ameaças do etanol à alimentação, também vai apresentar argumentos contrários a essa tese.
Segundo Graziano, a FAO, a pedido do presidente Lula, fez um diagnóstico sobre o assunto e concluiu que os biocombustíveis não prejudicam a produção de alimentos no mundo, como dizem Hugo Chávez e Fidel Castro. Esse estudo, ao contrário do estudo do Frei Betto, revela que dos anos 1960 até hoje a América Latina e Caribe triplicaram a produção de alimentos.
Resta saber qual FAO está correta
fonte: Observatório da Imprensa
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10:52
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Brasília - O debate sobre a regulamentação da acupuntura é retomado no Congresso Nacional Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
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