Desde 1997, a Vale do Rio Doce deixou as garras e os interesses do Estado quando foi privatizada em meio a aplausos dos capitalistas e raiva da oposição e da Esquerda brasileira. Na época, Dizia as más línguas da Esquerda, que a Vale estaria reduzindo a mão de obra , geraria desemprego; hoje ela possui cerca de 50.000 funcionários contra 11.0000 do período em que foi privatizada. Um ponto positivo da Vale privatizada é que deixou de ser cabide de emprego e leilão de cargos políticos. Já pensou se ela ainda fosse Estatal? O atual grupo político no Poder estaria agora negociando os cargos desenfreadamente em nome de votações ou de compromissos políticos e fisiológicos. Talvez servisse para amenizar a rebeldia do PMDB ante ao governo Lula.
Certamente, uma boa turma de Brasília deve estar lamentando não ter mais esta preciosa vaca leiteira da política!
Nesse mês, vários setores de uma esquerda radical e utópica estão pedindo a reestatização da Vale do Rio Doce. Eu pergunto: Para que? Para se tornar mais um objeto de negociatas políticas e espúrias?
Serra do Cachimbo (MT) - Na Base Aérea da Serra do Cachimbo, placa é inaugurada em homenagem a miliatres e civis que trabalharam na busca dos corpos das 154 vítimas do acidente com o Boeing da Gol Foto: Antônio Cruz/Abr
Ministério divulga balanço sobre acidente da Gol, conclusões de comissão ainda não estão definidas
Brasília - Após um ano do choque entre o jato Legacy e o Boeing 737 que fazia o vôo 1907 da Gol, os trabalhos oficiais de apuração ainda não foram concluídos.
A Comissão de Investigação de Acidente Aeronáutico (Ciaa), responsável por procedimentos permanentes para a prevenção de acidentes aéreos, fez 51 recomendações a organizações públicas e privadas.
Essas informações fazem parte de um balanço divulgado pelo Ministério da Defesa em função do primeiro aniversário do acidente da Gol, no qual morreram 154 pessoas.
A Ciaa afirma que algumas normas e procedimentos não foram executados corretamente, embora os equipamentos de comunicação do jato Legacy estivessem em condições de funcionamento até o acidente.
A comissão também não encontrou deficiências nos equipamentos de comunicação e vigilância do controle de tráfego aéreo, apesar de o contato com o jato ter se perdido por causa da falta do sinal do transponder, equipamento que fornece a localização e a altitude de aeronaves.
A investigação está em fase de transição para a confecção do relatório final, que é o último estágio de trabalho da Ciaa. O documento será enviado a entidades internacionais, como o National Transportation Safety Board (NTSB), uma agência independente, cuja principal tarefa é apontar as prováveis causas de acidentes aéreos e promover o transporte seguro.
Em nota divulgada pelo Ministério da Defesa, o presidente da Ciaa, Coronel-Aviador Rufino Antonio da Silva Ferreira, diz que o prazo da investigação está dentro do esperado para um procedimento relacionado a uma situação de grande porte.
A nota também afirma que a comissão teve “envolvimentos adicionais e não previstos” durante os trabalhos de investigação, além de uma série de depoimentos prestados a órgãos externos. O documento também ressalta que em nenhum momento a Ciaa vazou informações à imprensa.
Em relação à crise aérea desencadeada após o acidente, a nota diz que ela resultou do afastamento de 18 controladores de tráfego aéreo para avaliações psicológicas.
Por isso, o número de profissionais não foi suficiente para atender às necessidades do controle de tráfego na área do Cindacta 1, onde o volume de aeronaves era muito grande.
"Este cenário desencadeou uma situação na qual o sistema de controle não apresentava condições de atender satisfatoriamente o fluxo de aeronaves no espaço aéreo, o que, aliado a outros fatores conjunturais, resultou em atrasos, retenções e cancelamentos de vôos, sem comprometer a segurança das operações aéreas”, afirma o documento da Defesa.
Entre as medidas adotadas pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) para reverter o quadro, estão a contratação e treinamento de controladores que já estavam na reserva, a realização de concurso para 64 controladores civis e a abertura de novas turmas de formação de controladores militares.
Também está sendo feita a modernização de radares, a instalação de uma nova central de comunicações reserva no Cindacta 1 e a realização de estudos para propor um redesenho do espaço aéreo brasileiro.
O presidente Polvo, estava cabisbaixo enquanto assistia o Jornal Nacional. Pensava, pensava, pensava, ruminava: “Como aqueles crápulas foram capazes de lhe apunhalá-lo depois que ele havia salvado a vida política do senador? “
Enquanto isso o Senador salvo pelo presidente Polvo, deitado confortavelmente no divã de sua casa, se perguntava:”Quem matou Taís?”
A desconfiança do brasileiro nas instituições políticas
Por Vald Ribeiro
Como anda a confiança dos brasileiros quanto aos serviços públicos e à política?
A AMB, Associação dos Magistrados do Brasil, divulgou nesta quinta-feira, uma pesquisa onde aponta que apenas 11,1 dos entrevistados confiam nos políticos ao passo que 81,9 % não confiam nestas pessoas que deveriam comadar a nossa sociedade.
A instituição apontada como menos índice de confiança foi a Câmara dos Deputados, onde 83,1% dos entrevistados não acreditam no trabalho dos deputados.
Já o Senado teve apenas 80,7% de rejeição.
A Polícia Federal, foi aprovada como uma instituição de confiança por 75,5% . Outras instituições que ainda gozam da credibilidade perante os entrevistados foram as Forças Armadas, com 74,7%, e em seguida o Juizado de Pequenas Causas, com 71,8%.
Um dado importante é que 84,9% dos entrevistados acreditam que a corrupção pode ser combatida.
Sabe que instituições foram apontadas como de confiança para combater a praga da corrupção? A Polícia Federal e o Ministério Público.
È bom saber que o povo não confia mais nos políticos! Mas fico triste porque o nosso povo ainda não descobriu o quanto é soberano na sociedade, e se quiser, poderá empreender os melhores meios para o combate a corrupção: denunciar os caras-de-pau da política , manifestar-se nas ruas, escolas,blogs,jornais; pedir IMPEACHMENT , boicotar o voto aos partidos envolvidos em corrupção também são meios de procurar erradicar a corrupção. Polícia Federal e Ministério Público não farão milagres sem a participação popular.
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19:10
by Washington (EUA) - Manifestantes protestam contra o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, na entrada do Encontro das Maiores Economias sobre Segurança Energética e Mudança Climática Foto: Juliana Cezar Nunes/ABr
Para Greenpeace, Bush tenta bloquear debate sobre mudanças climáticas
Washington (EUA) - Manifestantes protestam contra o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, na entrada do Encontro das Maiores Economias sobre Segurança Energética e Mudança Climática
Washington (EUA) - Organizações da sociedade civil fazem esta semana em Washington uma série de atos contra a política ambiental norte-americana e o Encontro das Maiores Economias sobre Segurança Energética e Mudança Climática, evento promovido pela Casa Branca entre ontem e hoje (28).
Os protestos se concentram na porta do Departamento de Estado, sede do encontro. Para evitar a entrada no prédio, a polícia foi acionada e chegou a retirar ativistas a força do local.
Com faixas e cartazes, os manifestantes dizem que o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, está levando o debate sobre mudanças climáticas para o caminho errado. Além disso, pedem o cumprimento do Protocolo de Quioto e metas para a redução nas emissões de gases apontados como causadores do efeito estufa.
"Bush fala pós-Quioto como se o protocolo ainda não estivesse em vigor. Não há como esse encontro resultar em soluções. É uma forma de bloquear o debate", classifica o diretor-executivo do Greenpeace nos Estados Unidos, John Passacontanda.
Para o diretor do Conselho Norte-Americano de Emergências Climáticas, Gordan Clark, o encontro em Washington é uma "farsa" que pode prejudicar as negociações no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU).
"Esse consenso que os países mais ricos acham que podem construir aqui não leva em conta uma série de fatores relacionados aos países mais pobres e que só se tornam evidentes na ONU", avalia o diretor da ONG.
Até hoje, os EUA não ratificaram o Protocolo de Quioto, que já foi assinado por mais de 170 países e estabelece aos países desenvolvidos metas de redução de emissão de gases poluentes a partir de 2008.
A Revista Época dessa semana trouxe alguns números sobre os campeões de gado do PMDB, veja os números:
• Renan calheiros: 1.742
• Joaquim Roriz : 6.227
José Maranhão: 28.290
“Mais vale um PMDB na mão do que um DEM e um PSDB voando”
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18:53
by País registra um aborto induzido a cada três crianças nascidas vivas, aponta estudo de ONG
Brasília - A cada três crianças nascidas vivas no país, existe um aborto induzido, aponta o estudo Magnitude do Aborto no Brasil, da Organização Não-Governamental Ipas Brasil.
A pesquisa mostra que, embora a incidência do aborto tenha diminuído entre 1992 e 2005, ainda é considerada alta para os padrões de saúde pública. Estima-se quem em 2005 foram feitos mais de um milhão de abortos inseguros no país.
Os dados foram calculados com base no número de internações por aborto registradas pelo Ministério da Saúde e no número de nascimentos estimado pela Taxa Bruta de Natalidade, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
“O aborto é amplamente praticado através de meios inadequados que podem causar danos e provocar a morte da mulher”, diz o estudo da Ipas Brasil, divulgado no mês passado.
Segundo o Ministério da Saúde, esse é o primeiro levantamento feito no país sobre o número de interrupções voluntárias de gravidez de forma ilegal. O Código Penal brasileiro prevê o aborto apenas em duas situações: estupro e riscos à vida da mulher.
O estudo mostra também que o aborto é uma das principais causas da mortalidade materna. E afirma que as regiões que mais sofrem com o problema são o Norte e o Nordeste.
De acordo com o Ipas, de 2000 a 2004, ocorreram 697 mortes em conseqüência de gravidez que termina em aborto, principalmente de mulheres com idade entre 20 e 29 anos (323 óbitos no período).
Grupos de idade
Óbitos por aborto (2000 a 2004)
10 a 19 anos 119
20 a 29 anos 323
30 a 39 anos 219
40 a 49 anos 36
Total (10 a 49 anos) 697
Casa Branca escondeu as razões da queda da terceira torre
No dia do aniversário de seis anos dos atentados do 11 de Setembro em Nova York, uma pesquisa revela que os americanos ainda esperam por uma investigação do Congresso sobre as ações do presidente dos Estados Unidos, George W.Bush, e seu vice, Dick Cheney, antes, durante e após os ataques ao World Trade Center (WTC).
Realizada pelo instituto Zogby International, a sondagem mostra que 51% dos entrevistados responderam que ainda esperam que o Congresso se encarregue de uma investigação do gênero.
A sondagem foi patrocinada pela ONG 911truth.org e a pesquisa foi feita por telefone com mil adultos. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais, para cima ou para baixo.
Cerca de dois terços dos entrevistados, 67%, também disseram que a comissão do 11 de Setembro deveria investigar as razões do desabamento das Torres Gêmeas. O resultado deste ano é de 38 pontos percentuais acima do obtido no ano anterior.
Em 2050, população brasileira deve chegar a 260 milhões de pessoas
Rio de Janeiro - A população brasileira deve crescer, em pouco mais de 40 anos, 39%, atingindo aproximadamente 260 milhões de pessoas em 2050. A estimativa faz parte de um levantamento apresentado hoje (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A Síntese de Indicadores Sociais apresenta um conjunto de informações demográficas e sociais para traçar uma radiografia da realidade brasileira. O estudo foi realizado com base nos resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2006.
Ainda de acordo com o estudo, a diferença entre o número de homens e mulheres está em queda, segundo o documento, pela maior freqüência das mortes masculinas. Em 2006, para cada 100 mulheres havia 95 homens na média nacional. As regiões metropolitanas de São Paulo, Curitiba e Porto Alegre apresentaram os níveis mais equilibrados (92 homens para cada 100 mulheres). Já as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Salvador e Recife apresentaram entre 86 e 88,5 homens para cada 100 mulheres.
O estudo também aponta redução na taxa de fecundidade das brasileiras. Em 2006, a média nacional foi de dois filhos por mulher. Essa tendência também é observada especialmente em países europeus, que já atingiram valores inferiores ao chamado nível de reposição natural, que é de dois filhos. Entre os países da América Latina e Caribe, cujas realidades foram observadas pelo IBGE com o objetivo de traçar um paralelo em relação ao Brasil, Cuba apresenta 1,6 filho por mulher, contrastando com a Bolívia, por exemplo, cuja taxa é de 3,7 filhos por mulher. A Argentina apresenta patamares semelhantes aos do Brasil.
Ainda de acordo com o levantamento, as regiões de maior desenvolvimento socioeconômico são também as que concentram a maior parte da população brasileira. Juntos, Sudeste, Sul e Centro-Oeste reúnem mais da metade (64,3%) do contingente total, que em 2006 era de 187,2 milhões de pessoas. Somente a região metropolitana de São Paulo é responsável por 10,5% e supera, em números absolutos, qualquer um dos 26 estados.
A taxa de urbanização também se manteve crescente, chegando a 83,3% em 2006. Na região metropolitana do Rio de Janeiro, com o maior percentual de população urbana, apenas 0,7% das pessoas vivem em áreas rurais. Por outro lado, aparece o Piauí com o valor mais baixo do país (60,7%).
Os movimentos migratórios, de acordo com a pesquisa, se mantiveram estáveis desde a década de 1990. As regiões nordeste e sul são as que apresentam as maiores proporções de pessoas que moram onde nasceram (97,1% e 94,1%, respectivamente). Os brasileiros saem principalmente dos estados do nordeste atraídos principalmente pelos estados do sudeste. Em relação à migração estrangeira, o estudo constatou que eles também se dirigiam em maior volume à região sudeste (72,6%
Rejeição de MP é "recado" de aliados de Renan Calheiros, diz deputado petista
Brasília - A rejeição no Senado Federal da Medida Provisória (MP) 377 - que, dentre outras, criava a Secretaria de Planejamento de Longo Prazo - teve repercussões na Câmara dos Deputados.
A MP foi derrubada ontem (27) à noite, por 46 votos a 22, em uma manobra que está sendo atribuída ao PMDB. Dos 19 senadores do partido, 16 votaram na sessão Plenária. Destes, 13 foram favoráveis à rejeição da matéria.
A líder do governo no Congresso, Roseana Sarney (MA); o líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR); e José Sarney (AP) foram os únicos peemedebistas a votar a favor da MP.
Para o deputado Maurício Rands (PT-PE) a rejeição é um "recado pontual" para o governo. "A rejeição, sobretudo pela bancada do PMDB, é mais um recado pontual de aliados do senador Renan Calheiros [presidente da Casa pelo PMDB de Alagoas], que querem que não volte o assunto sobre sua continuidade na presidência".
Questionado sobre a atuação dos senadores peemedebistas, o deputado Henrique Fontana (PT-RS), disse ter considerado um "erro" a atitude do partido.
"Na minha avaliação, parte da base do governo errou. E errou de maneira grave ao rejeitar uma Medida Provisória importante que reconstitui um conjunto grande de carreiras, por exemplo. Ali existem cargos de direção da Sudam [Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia] e da Sudene [Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste], a reestruturação de estruturas que não só a Secretaria de Planejamento de Longo Prazo".
Pela manhã, representantes do PMDB - dentre eles, o presidente do partido, Michel Temer, e o ministro das Comunicações, Hélio Costa- estiveram no Palácio do Planalto para uma reunião com o ministro das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia.
Segundo Romero Jucá, o partido não rompeu com o governo, mas disse que é preciso fazer alguns ajustes sobre
algumas questões. Jucá não especificou que ajustes seriam estes.
Rodrigo Pimentel é bom de títulos. O ex-capitão do BOPE (Batalhão de Operações Especiais) da Polícia Militar do Rio de Janeiro, designado para acompanhar João Moreira Salles e Kátia Lund quando, em 1998, tomavam depoimentos de policiais militares para um documentário sobre a violência no Rio de Janeiro, acabou por dar o título do filme naquela ocasião: ‘Notícias de uma Guerra Particular’.
É dele também o título de meu texto aí em cima. Em recente entrevista à Folha de São Paulo, diante da já decantada polêmica que envolveu o vazamento do filme Tropa de Elite no lado B do mercado audiovisual, ele diz-se surpreso com o solene silêncio de “dezenas de professores, jornalistas, policiais, promotores” que, tendo visto a cópia pirata do filme, ligavam pra ele pra comentá-lo, mas pareciam ignorar as cenas de tortura que ele acreditava ser então o assunto fundamental. Pimentel é co-autor do livro A Elite da Tropa e também do roteiro do filme Tropa de Elite, este último com Bráulio Mantovani e o diretor José Padilha, com quem ele já havia trabalhado atrás das câmeras no documentário de 2002, ‘Ônibus 174’ . O homem, portanto, parece saber do que fala.
Como Pimentel, eu também conversei com pessoas que viram o filme, inclusive policiais militares, e também me pareceu sintomático o pouco caso dado à tortura. A discussão está focada sobre a corrupção policial e o tráfico, bem como o bom-mocismo dos ongueiros da classe média, e a via de mão-dupla que alimenta as festas dos universitários drogaditos e dos bailes funks nos morros cariocas. 23 oficiais do BOPE moveram ação que visava impedir a exibição do filme nos cinemas por considerar que o filme compromete a integridade dos policiais, expõe estratégias militares sigilosas e causa danos morais a indivíduos que estão na ativa.
Quase nada sobre o fato de que o filme apresenta o BOPE como uma polícia não-convencional, honestíssima, diga-se de passagem, (o que soa estranhíssimo) e violentíssima também. Uma elite de assassinos e torturadores bem treinados e extremamente eficientes. O treinamento aliás é um capítulo à parte sobre o qual o filme parece ter sido, no mínimo, delicado. Em alguns blogs de policiais militares se chega a considerar infantis as cenas do treinamento dos caveiras (como são chamados os integrantes do BOPE). Difícil crer que alguém que tenha passado por aquilo possa depois ter uma relação crítica com seu papel, em um jogo cujas regras extrapolam a mera capacidade individual de fazer escolhas. Mas o livro e o filme nos dizem que felizmente nem tudo parece estar perdido.
“A sociedade aceita a tortura policial” diz Pimentel num misto de tristeza e resignação. E aceitamos mesmo. “É lamentável, mas funciona.” Nos lugares mais insuspeitos falar em direitos humanos passou a ser sinônimo de chacota. A violência cometida contra os bandidos e marginais das camadas sociais inferiores passa a ser considerada como uma guerra civil não declarada, mas tacitamente consentida, que permite a eliminação física e tortura de categorias inteiras de pessoas, criminosas ou não, destituídas de cidadania em seu próprio solo pátrio. Se mega-operações da Polícia Federal prendem figurões de colarinho branco, políticos, empresários, socialites, ouvem-se vozes indignadas sobre algemas e camburões desconfortáveis, celas sem ventilação e banheiro, o direito de não aparecer em público em situação de constrangimento, e coisas do gênero. Chega-se mesmo a falar do perigo do Estado Policial. De matar de rir.
O “USA Patriot Act”, promulgado pelo Senado americano no dia 26 de outubro de 2001 criou a figura dos ‘detainees’, suspeitos de atividades que ponham em perigo a ‘segurança nacional do Estados Unidos’, abolindo todo o estatuto jurídico desses indivíduos, que passam a ser juridicamente inomináveis e inclassificáveis, suas detenções e condições de sobrevivência ficando totalmente fora da lei e do controle do judiciário. Um fenômeno paradoxal situado entre o direito público e o fato político, entre a ordem jurídica e a vida, chamado de Estado de Exceção pelo filósofo italiano Giorgio Agambem. Para o filósofo, o estado de exceção acabou por se tornar a regra das modernas democracias sobretudo pela extensão dos poderes do executivo no âmbito do legislativo através da promulgação de decretos e disposições, constituindo-se assim como cria da tradição democrático-revolucionária e não da tradição absolutista.
No estado de exceção, a lei pode suspender o império da Constituição, quando as circunstâncias obrigam a dar mais forças e poder de ação às forças armadas e à polícia militar. Vivemos na América Latina, na última quadra do século passado, experiências convergentes de ditaduras constitucionais. No Brasil, a Anistia de 79 deixou impunes os torturadores, civis e militares, dos chamados ‘subversivos’, e parece assim ter legitimado a continuidade da prática da tortura aplicada aos mais pobres, que de resto sempre foram tratados com extrema violência. Mas é bom que se lembre que o problema do estado de exceção apresenta analogias evidentes com o do direito de resistência, uma ação humana que também parece escapar da esfera do direito.
Assim, o filme Tropa de Elite fala mais pelo que cala. O governador do Rio, que também assistiu à cópia pirata do filme, disse que sofreu “um choque de realidade”. Soa cínico. A rede Globo já sinalizou o interesse de tornar o filme série televisiva, o nosso 24 horas, Jack Bouer em versão tupiniquim. Soa hipócrita. Será interessante acompanhar qual das éticas apresentadas no filme vai ganhar mais pontos na discussão pública que o filme certamente vai provocar. Não sem estupefação, ouvi de uma moça pobre, moradora de favela de Fortaleza, que o filme lhe tinha feito ver o lado humano dos policiais. Soa trágico. O estado de exceção que germina como um ovo de serpente no Rio de Janeiro não acontece sem o beneplácito e vista grossa da elite a quem a tropa sustenta e protege com fidelidade e ferocidade caninas.
A ironia maior é que no episódio retratado no filme a operação especial na qual está envolvido o Batalhão é a proteção de sua santidade, João Paulo II, na sua terceira viagem ao Brasil. “Não há mais inocentes” disse a juíza Flávia Viveiros de Castro, que negou o pedido dos advogados dos oficiais do BOPE que visava impedir a exibição do filme. Certíssima.
No antepenúltimo dos 10 parágrafos da matéria de hoje do Estado em que o governador tucano Aécio Neves se manifesta pela primeira vez sobre o mensalão mineiro - do qual teria sido um dos 159 alegados beneficiários, como candidato a deputado federal em 1998 - entra em cena o ex-ministro da Educação, Paulo Renato Souza, também do PSDB, com uma frase bombástica:
"Não dá para indiciar o Azeredo [Eduardo Azeredo, então candidato a governador e atual senador] sem indiciar o Lula", se ficar demonstrada a equivalência entre o mensalão de Minas e o mensalão do PT.
Pelo visto, faltou combinar com os russos, no caso com o próprio Azeredo. Ele aparece no Estado, discretamente, no parágrafo anterior àquele, e na Folha, destacadamente, numa entrevista exclusiva, envolvendo ninguém menos do que Fernando Henrique.
Ao Estado ele disse que, "para começar", a campanha em questão "não foi minha, foi do PSDB todo, inclusive de Fernando Henrique à reeleição" - o que o repórter Eduardo Kattah interpreta como uma cobrança de solidariedade.
Pode ser outra coisa. Quando o mensalão mineiro emergiu pela primeira vez, em 2005, Fernando Henrique foi o primeiro a pedir a saída de Azeredo da presidência do PSDB, que então ocupava.
Já na Folha, perguntado pela repórter Andreza Matais se o dinheiro de sua campanha "financiou a de FHC em Minas", Azeredo não hesitou. "Sim, parte dos custos foram bancados pela minha campanha."
E se pelo menos parte desses recursos teve a origem que lhe atribui agora a Polícia Federal - envolvendo dinheiro público ilicitamente arrecadado pelo publicitário e operador Marcos Valério, prefigurando a sua atuação no plano federal seis anos depois - o argumento de Paulo Renato teria de ficar assim:
"Não dá para indiciar o Azeredo sem indiciar o Lula e não dá para indiciar o Lula sem indiciar o Fernando Henrique."
Como é mesmo o ditado? Pau que bate em Chico bate em Francisco.
O observador de mídia só não entende por que a Folha, na chamada de 35 linhas de coluna que se segue à bem escolhida manchete de primeira página "Walfrido afirma inocência e diz que fica no ministério", não incluiu nenhuma referência ao fato de Azeredo ter posto FHC na roda do infortúnio, na mesma edição.
De qualquer forma, a presença de Aécio, Azeredo e, por tabela, Fernando Henrique, no noticiário do dia sobre o mensalão 1.0 tira gás da teoria de que a mídia só fala de Walfrido - para atingir Lula, de quem é ministro, e proteger a tucanada, de quem seria cúmplice.
O HPV (sigla para Human Papilloma Viruses) ou papilomavírus humano é considerado a principal doença sexualmente transmissível (DST) causada por vírus. Estudos comprovam que de 50% a 80% dos homens e mulheres sexualmente ativos são infectados por um ou mais tipos de HPV em algum momento de suas vidas. Após o contágio, o vírus pode ficar "adormecido", provocar o aparecimento de verrugas (mãos, pés, órgãos genitais) ou ainda induzir o desenvolvimento de câncer. Veja nesta edição como prevenir ou tratar a infecção pelo HPV.
Na realidade, HPV é o nome de um grupo que inclui mais de 120 tipos diferentes de vírus. O principal meio de transmissão é o contato sexual íntimo (vaginal, anal e oral) com pessoas infectadas. É possível também a contaminação do feto pela mãe, durante o parto, e ainda por meio de objetos como toalhas, roupas íntimas, instrumental ginecológico etc.
Diagnóstico
As verrugas genitais são apenas uma das manifestações da infecção pelos vírus do grupo HPV e são causadas principalmente pelos tipos 6,11 e 42. Os tipos 2, 4, 29 e 57 causam lesões nas mãos e pés (verrugas comuns). Alguns HPV (16, 18, 31, 33, 45, 58) podem ainda induzir o desenvolvimento de câncer e são classificados como de alto risco.
As lesões são mais facilmente reconhecíveis nos homens, em razão das suas características anatômicas. Já nas mulheres, essa visualização é mais difícil. Quando as lesões não são visíveis a olho nu, a presença do vírus só pode ser identificada por exames especializados, como o de Papanicolau (teste de rotina para controle ginecológico), a colposcopia (aparelho com lentes de aumento para ver lesões muito pequenas), colpocitologia (análise de material colhido), na mulher, e a peniscopia (exame do pênis com lente de aumento), no homem. Existem também outros testes mais sofisticados de biologia molecular para detecção do vírus. Em ambos os sexos, exames dermatológicos acusam a presença do HPV na pele.
Uso de preservativo é essencial para prevenir infecção
Não existe ainda um medicamento que neutralize o vírus. O tratamento visa:
a) remover as lesões, podendo ser clínico (com medicamentos) ou cirúrgico (cauterização química, eletrocauterização, crioterapia, laser ou cirurgia, em caso de câncer instalado); e
b) reforçar as defesas do organismo para que seus mecanismos naturais eliminem a infecção.
O retorno da doença é freqüente, mesmo tendo sido tratada adequadamente. Eventualmente as lesões desaparecem espontaneamente.
Alguns cuidados são fundamentais na prevenção do HPV e de qualquer doença sexualmente transmissível:
1. Usar preservativo (masculino ou feminino) de forma correta, com todos os parceiros e em toda relação sexual, desde o início até o fim de cada uma: essa medida reduz em muito a probabilidade de se adquirir o vírus da AIDS e previne o HPV.
2. Lembrar que o HPV pode ser adquirido também por meio de sexo oral e que, quanto maior o número de parceiros, maior o risco de contrair/transmitir qualquer DST.
3. Em caso de suspeita de que qualquer dos parceiros sexuais tenha uma DST, é preciso consultar o médico: qualquer DST funciona como facilitador na aquisição e transmissão do vírus da Aids (HIV).
4. Avisar o parceiro em caso de suspeita ou resultado positivo e evitar ter relações sexuais com ele, até que o tratamento seja realizado.
5. Não se automedicar: a DST pode ser "mascarada", ou seja, parece que foi tratada mas continua ativa.
6. Não compartilhar objetos de uso íntimo com outras pessoas e fazer higiene de objetos de uso comum antes do uso (exemplo: vaso sanitário).
7. Consultar o médico regularmente e fazer todos os exames de rotina. Esses exames são oferecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em todos os estados.
Vacinas contra o HPV estão sendo estudadas e, nos Estados Unidos, já se comercializa um tipo de vacina, mas não se sabe ainda por quanto tempo ela garante a imunização. As vacinas em estudo ainda não oferecem proteção contra todos os tipos de HPV e são indicadas para pessoas não contaminadas, de preferência ainda não sexualmente ativas.
HPV pode causar câncer no útero
A complicação mais grave do HPV é o câncer de colo de útero ou, mais raramente, da vulva, pênis ou ânus. No entanto, apenas a infecção pelo HPV não é capaz de provocar câncer. Isso depende de alguns fatores como tipo de HPV, resistência do organismo e genética da pessoa. Menos de 3% das mulheres infectadas pelo HPV desenvolverão câncer do colo do útero. Fatores como número elevado de gestações, uso de anticoncepcionais via oral, tabagismo, infecção pelo HIV e outras DST, como herpes e clamídia, podem aumentar a possibilidade de desenvolvimento do câncer.
Em condições normais, o tempo de evolução entre o contato com o HPV e o desenvolvimento do câncer do colo do útero dura em média dez anos. Assim, a probabilidade de uma mulher que realiza exame ginecológico preventivo regularmente ter câncer do colo do útero induzido por HPV é pequena, já que a infecção é detectada em praticamente 100% dos casos, por exames preventivos muito simples, como o Papanicolau e a colposcopia. O tratamento das lesões que antecedem o câncer é simples e eficiente, impedindo o desenvolvimento para câncer. Na maioria das vezes é realizado por meio de pequena cirurgia que conserva o corpo do útero, permitindo futuras gestações.
Geralmente a pessoa não percebe que tem o vírus por duas razões: ele não está "ativo" e não causou lesões, ou as lesões são impossíveis de ver a olho nu. Em 90% dos infectados o vírus é eliminado naturalmente, em até 18 meses. Cerca de 10% não conseguem eliminar o vírus que, em razão de uma diminuição da resistência do organismo, se multiplica, provocando lesões visíveis. O período de incubação (em que o vírus está presente, mas não provoca a doença) varia de algumas semanas a anos.
As lesões formam crostas com o aspecto de couve-flor (verrugas), atingindo as regiões oral (lábios, boca, cordas vocais, etc.), anal, genital e da uretra. Nos genitais, os locais mais comuns são a glande e o prepúcio, no homem, e a vulva, o períneo, a vagina e o colo do útero na mulher. Em ambos os sexos podem ocorrer no ânus e no intestino reto, mesmo sem ter havido coito anal. A lesão é altamente contagiosa e conhecida também como jacaré, jacaré de crista, crista de galo e verruga genital.
Lideranças indígenas de quatro países lançam campanha pelos Guarani
Roosewelt Pinheiro/ABr
Caarapó (MS) - Líderes indígenas do Brasil e de outros três países participam do lançamento da campanha Povo Guarani, Grande Povo! O evento acontece na aldeia Tey Kue, em Caarapó (MS). Na região sul do estado, concentra-se a maior parte da população da etnia no Brasil.
Caarapó (MS) - Lideranças guarani do Brasil e de outros três países participam neste fim de semana do lançamento da campanha Povo Guarani, Grande Povo! O evento acontece na aldeia Tey Kue, em Caarapó (MS). A região sul do Mato Grosso do Sul tem a maior concentração de índios guarani, presentes em outros seis estados brasileiros atualmente.
No evento, promovido pelo Conselho Indigenista Missionário, ligado à Igreja Católica, além de diversas organizações indígenas, as lideranças reunidas estão participando de debates sobre os principais problemas que afetam os guaranis do Brasil, Argentina, Bolívia e Paraguai.
De acordo com o representente do Cimi Cristiano Navarro, a meta é fortalecer a articulação dos Guarani e intensificar a luta por seus direitos: “O principal problema dos Guarani aqui no Brasil e nos países vizinhos é a falta de terras e o controle desse território”.
O evento começou ontem (21) à noite, com uma apresentação de dança indígena, para abençoar e dar as boas-vindas aos visitantes, vindos, além de vários municípios do estado, de São Paulo, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Santa Catarina, Rondônia e Rio de Janeiro – representantes de outras etnias estão presentes, para dar apoio à luta dos Guarani.
Segundo a Fundação Nacional do Índio, há, hoje, 45 mil índios Guarani-Kaiowa em Mato Grosso do Sul, divididos em 38 aldeias, em 17 municípios. Ao todo, segundo o Cimi, há 225 mil guaranis na América do Sul, sendo 50 mil no Brasil, em 7 estados. Cerca de 300 pessoas participam do evento em Tey Kue.