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Sábado, Outubro 27
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21:17
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Lista de lotes de leite tipo longa que Anvisa interdita
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, por medida cautelar, a interdição de lotes de leite tipo longa vida comercializado pelas empresas Parlamat, Calu e Centenário. Nesta quinta-feira, laudos da Polícia Federal (PF) apontaram que foram constatadas irregularidades no processamento do leite por cooperativas de Minas Gerais.
A medida será publicada esta sexta-feira, segundo Terra.
Conforme a Anvisa, serão interditados os lotes LCZL062:3 e LCZL01 12:42 da Parmalat; 4G, 4K e 4W da Calu; lote 1 (data de fabricação: 25/07/2007) e lote 2 (28/07/2007) da Centenário. A agência orienta que a população não consuma leite das marcas e lotes indicados até a conclusão das investigações sobre a qualidade do produto.
Substâncias como soda cáustica e água oxigenada foram encontradas em amostras do leite apreendido segunda-feira pela Polícia Federal durante a Operação Ouro Branco.
Em nota, a empresa Parmalat e a Cooperativa Agropecuária Ltda de Uberlândia (Calu) informaram na segunda-feira que não compraram leite adulterado das cooperativas envolvidas na denúncia.
Elas garantiram que os produtos comercializados têm qualidade comprovada. A Calu negou qualquer relação comercial com os suspeitos. A Parmalat disse que compra apenas "leite cru destas cooperativas".
fonte: Pravda
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21:15
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Sal em excesso pode causar doenças nos olhos
O brasileiro consome duas a três vezes mais sal do que o recomendado pela OMS (Organização Mundial da Saúde). A retenção extracelular de sódio no cristalino aumenta em 53% o risco de contrair catarata. Enriquecido com iodo no Brasil, o sal em excesso aumentou as disfunções de tireóide que atinge mais a mulher e em 90% dos casos acarretam problemas oculares.
O consumo de sal no Brasil tornou-se um problema de saúde pública. Isso porque, cada brasileiro consome ao dia de 12 a 19 gramas contra a recomendação de 6 gramas pela OMS (Organização Mundial da Saúde). O alto consumo do sal de cozinha pode causar graves doenças nos olhos, além de doenças sistêmicas como a hipertensão.
Segundo o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, em excesso o sódio contido no sal aumenta em 53% o risco de contrair catarata, opacificação do cristalino que leva à cegueira. Isso porque, o sal regula os fluídos e substâncias extracelulares. O consumo abusivo, explica, dificulta a manutenção da pressão osmótica entre as células do cristalino que para conservar a transparência também requer baixo nível de sódio. Por isso, observa, a partir dos 50 anos o ideal é reduzir o consumo diário para 5 gramas já que o metabolismo se torna mais lento e a retenção de líquido é maior. As principais recomendações do médico para diminuir o sal na alimentação são: eliminar o saleiro da mesa, acrescentar outros condimentos para realçar o sabor, evitar embutidos, conservas e alimentos industrializados com glutamato de sódio.
No Brasil a catarata surge cada vez mais cedo
Queiroz Neto diz que o brasileiro não leva a sério a influência dos hábitos sobre a saúde dos olhos porque muitos têm efeito cumulativo e não são percebidos de imediato.
A catarata, destaca, é decorrente do envelhecimento ocular, mas no Brasil cresce 20% ao ano contra 14,5% da população com mais de 60 anos. Isso prova que o brasileiro está desenvolvendo catarata cada vez mais cedo por falta de prevenção, afirma. Um estudo desenvolvido pelo médico com mil pessoas mostra que menos de 1% protege os olhos do sol e só 40% dos óculos escuros usados têm lentes que bloqueiam a radiação ultravioleta. Além de controlar o sal na alimentação ele diz que para prevenir a catarata é importante usar lentes com proteção ultravioleta em toda atividade ao ar livre, mesmo em dias nublados. Lentes escuras sem proteção são piores do que não usar nada, afirma, porque permitem a maior penetração da radiação nos olhos.
Iodação do sal pode atacar sistema auto-imune
A concentração de iodo nas embalagens de sal deve corresponder de 20 a 60 miligramas por quilo e não pode ultrapassar este limite, adverte Queiroz Neto. Isso porque, o consumo excessivo de iodo pode deflagrar um ataque do sistema imunológico à tireóide e está relacionado a 20% dos distúrbios da glândula, responsável pela produção de hormônios reguladores do metabolismo. No Brasil 15% da população tem alguma tireoidite (inflamação da tireóide) com incidência de hipotireodismo em 12% das mulheres.
Queiroz Neto afirma que a tireoidite responde por 90% dos casos de orbitopatia de graves, doença auto-imune do globo ocular caracterizada por olhos vermelhos, retração palpebral, inchaço da conjuntiva e dor. Ele diz que a orbitopatia pode ser lipogênica ou miogênica. A lipogênica se distingue pelo deslocamento do globo ocular para frente a ponto de algumas pessoas não poderem usar óculos porque as lentes tocam as córneas. O tratamento é feito com corticóide e descompressão do globo ocular.
Não são só as pessoas com olhos saltados que tem problemas na visão decorrentes de tireoidite. O médico diz que na orbitopatia miogênica o deslocamento do globo ocular é mais discreto, mas pode ocorrer estrabismo restritivo, visão dupla, elevação da pressão intra-ocular e neuropatia óptica. O tratamento, observa, depende das alterações e pode incluir desde colírios para controlar a pressão intra-ocular, até cirurgia de correção do estrabismo e aplicação de radioterapia nos casos de neuropatia óptica. Em geral as doenças auto-imunes exigem atenção permanente do paciente para evitar maiores complicações, ressalta.
O problema é que a maioria dos portadores de tireoidite desconhece que tem a doença. Para fazer um auto-exame, a dica de Queiroz Neto é parar em frente a um espelho com um copo de água, levar a cabeça para trás e tomar um gole da água, colocando a mão sobre a tireóide que fica no pescoço logo abaixo do “pomo de adão”. Se sentir algum nódulo deve procurar um especialista.
Eutrópia Turazzi – LDC Comunicação
Fonte: Pravda
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21:13
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Pesquisa constata que contratação de professores não é prioridade dos municípios
Rio de Janeiro - Pela primeira vez, a pesquisa de Informações Municipais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) coletou dados sobre educação. O levantamento, feito em 2006, mostra que menos de um terço dos municípios brasileiros mencionou que a contratação de professores estava entre as cinco principais medidas adotadas na área de educação. Mas 85% dos municípios informaram que a capacitação de professores foi uma das cinco principais medidas adotadas.
A região Sudeste foi responsável por mais de 44% do total dos gastos municipais com a educação. A Região Nordeste ficou em segundo lugar, com quase 25%, seguida pela Sul, com pouco mais de 16%. A Região Centro-Oeste com 7,4% e a Norte, com com 6,5%, foram as que tiveram os menores gastos com educação.
Segundo a coordenadora da pesquisa, Vânia Pacheco, menos da metade dos municípios brasileiros tinha uma rede própria de ensino. Em mais de 56% deles, o ensino é de responsabilidade do estado.
“Isso está relacionado com as mudanças que vêm ocorrendo de alguns anos para cá, que fizeram com que os municípios passassem a ser responsáveis pela educação infantil e fundamental, e o ensino médio ficando com o estado. Essa mudança vem sendo feita aos poucos, e a tendência é que os municípios criem suas próprias redes de escolas e tenham seu sistema de ensino”, explicou Vânia Pacheco.
A pesquisa do IBGE também incluiu, entre outros temas, o setor de segurança. No ano passado, 14% dos municípios brasileiros contavam com guardas municipais, que cada vez mais começam a agir na área de segurança pública, ajudando também os policiais militares e civis.
Em 16,7% dos municípios, os guardas municipais não recebiam qualquer tipo de treinamento, principalmente na Região Nordeste, com índice de 25,4% do total.
“Esse sim é um dado preocupante. Agora, depende da atividade e do efetivo dessa guarda. O ideal seria que todos os municípios que têm guarda municipal com um contingente maior de pessoas tivessem um treinamento adequado”, disse Vânia Pacheco.
Fonte: Agência Brasil
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21:12
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Pão de Açúcar completa 95 anos neste sábado
Uma das sete maravilhas do Rio de Janeiro, o Pão de Açúcar comemora, neste sábado (27), 95 anos. Como parte das comemorações, quatro novos bondinhos, importados da Suíça, serão inaugurados. De acordo com a companhia Caminho Aéreo Pão de Açucar, os novos bondinhos terão um novo design, vidros fumê anti-reflexo e som ambiente.
A empresa também afirma que o conforto dos passageiros será maior, com o novo sistema de ventilação e a outra configuração das barras de apoio. A inauguração será neste sábado, às 10h30m, com a presença do secretário municipal de turismo Rubem Medina e do cardeal arcebispo do Riodom Eusébio Scheid, que fará a benção dos novos bondes.
A estação do bondinho fica na Avenida Pasteur 520, na Urca. O telefone é (21) 2461-2700. A bilheteria funciona diariamente das 8h às 19h50m. O bilhete custa R$ 35,00 para quem tem mais de 12 anos. Crianças de 6 a 12 anos pagam R$ 17,50. Os menores de 6 anos acompanhados dos pais não pagam.
fonte: Agência Rio
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21:10
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Para Pinguelli, combate a aquecimento não deve frear consumo na população de baixa renda
Rio de Janeiro - O secretário executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, Luiz Pinguelli Rosa, defende que o Brasil adote metas internas de redução da emissão de gases do efeito estufa sem, contudo, assumir compromisso internacional. Ele lembra que grande parte da população tem hoje pouco acesso a bens de consumo.
Pinguelli se manifestou contra a possibilidade de o país aceitar metas de redução no âmbito na Convenção Internacional de Mudanças Climáticas, que reúne 180 países, em um sistema pós-Protocolo de Quito que está em debate para vigorar a partir de 2012. Ele participou ontem (26) de evento sobre o quarto relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças do Clima (IPCC, na sigla em inglês).
"Isso [adoção de metas] é muito difícil, porque a maioria da nossa população tem um padrão de consumo muito baixo. Doze milhões de brasileiros no início do governo Lula não tinham energia elétrica. Pessoas da classe média emitem três vezes mais [esses gases] que alguém que mora na Rocinha [favela do Rio], e se pegarmos um camponês no interior do Piauí a diferença é mesma. Então esse país é muito injusto. Nós temos que aumentar o consumo energético para incluir essas pessoas, mas isso não isenta o país de estabelecer metas internas."
Os gases considerados causadores do aquecimento global, como o dióxido de carbono (CO2) e o metano, são liberados na atmosfera a partir de diversas atividades, como a fabricação de produtos, a agricultura e a pecuária.
Para Pinguelli, as metas internas brasileiras devem ser perseguidas respeitando as desigualdades, para que o processo seja socialmente justo. Em entrevista à Agência Brasil, ele propôs a adoção de medidas para reduzir o desperdício observado na classe média, como, por exemplo, uma alta tributação sobre veículos de luxo com grande emissão de gases. Por outro lado, defendeu a manutenção do crescimento da economia do país baseada no aumento do acesso a bens de consumo pelas classes de renda mais baixa da população.
"Nós não podemos abrir mão do desenvolvimento, por que grande parte da população brasileira está numa situação precária de vida, consumindo inclusive pouca energia”, ponderou. “Ao mesmo tempo, temos que estimular soluções que permitam aqueles que consomem mais, como a classe média, a diminuírem seu consumo, e também melhorar os padrões de uso dessa energia. O Brasil tem que fazer as duas coisas ao mesmo tempo, mas não pode negar o direito de pessoas mais pobres ingressarem na posse de automóveis, de equipamentos. Não podemos impedir que o brasileiro pobre melhore de vida. Esse é o dilema: o ambientalismo tem que ser social, não pode ser puro."
No evento na capital fluminense, Luiz Pinguelli Rosa participou de um debate sobre políticas públicas e oportunidades de mitigação (redução) da emissão de gases de efeito estufa. A mudança do padrão de produção e de consumo da sociedade foi uma das alternativas apontadas para o combate ao aquecimento do planeta.
Fonte: Agência Brasil
Quinta-feira, Outubro 25
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21:44
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Racismo nos EUA alastra-se desde os grotões do Sul a NY
Sob o Estado policial de Bush ressurgem as cordas de forca penduradas - ao modo Ku Klux Klan - na pequena Jena (Louisiana) e em plena Universidade Columbia, além do espancamento de um jovem negro por cinco racistas nas ruas de Nova Iorque
Em pouco mais de duas semanas, uma onda de violência racista expôs as entranhas de Nova Iorque sob o regime de W. Bush: cordas de forca penduradas - ao modo Ku Klux Klan – em plena Universidade Colúmbia, uma das principais do país, na porta de uma família negra no bairro do Queens e até no Marco Zero das torres derrubadas do World Trade Center; espancamento de um jovem negro com bastão de beisebol por cinco brancos, às vésperas de se completar um ano da execução, pela polícia de Nova Iorque, de um jovem negro desarmado, Sean Bell, com 50 tiros; e pixações (também na Colúmbia) aconselhando “jogar bomba atômica em Meca, Bagdá, Teerã, Jakarta e em todos os selvagens africanos”. As cordas de enforcamento já tinham aparecido no caso dos “Seis de Jena” (Louisiana), em que o promotor pede 100 anos de prisão para os rapazes negros que foram ameaçados por sentarem sob uma “árvore só para brancos”, e que depois de várias provocações deram um leve corretivo num dos segregacionistas.
Incentivo
Mas não se trata de nenhum relâmpago em céu de brigadeiro. Há uma escória que vem se dedicando a esses atos, e que age com desenvoltura porque se sente apoiada e incentivada pelo regime de W. Bush e por larga parcela da mídia. Ao criar um estado de demo-nização e perseguição permanente de árabes – para assaltar o petróleo - e de imigrantes – para arrumar um bode expiatório internamente -, Bush exacerba as contradições intestinas que afligem os EUA, apesar de amenizadas pelas conquistas da gigantesca luta pelos direitos civis dos anos 60 – que os republicanos tentam, de todo jeito, fazer retroceder. Este ano, a Suprema Corte, melhor dizendo, a “Gangue dos Cinco” – os juízes reacionários nomeados por Reagan, Bush Pai e Bush Filho - revogou por 5x4 o sistema de cotas, sob a falsidade de que seria “favorecimento dos negros”, parcialidade e “inconstitucional”. Na realidade, o sistema de “cotas” é apenas uma pequena, muito modesta reparação, ao que foi subtraído dos escravos e seus afro-descendentes submetidos ao apartheid.
Fronteira
Com gangues, na fronteira com o México, dedicadas a assassinar imigrantes, e o governo inclusive já estudando mandar os boys da Blackwater para profissio-nalizar o serviço; com esquadrões no Iraque executando famílias árabes sob qualquer pretexto, e o governo e a mídia promovendo a histeria “anti-terror”; com tal “clima”, não há como os velhos e novos racistas não se sentirem à vontade para começarem a mostrar aquelas cordas de enforcamento a toda hora. O regime de W. Bush também insufla esse estado de coisas ao cassar os registros eleitorais de milhões de negros, para facilitar a fraude que o “elegeu”, e ao cortar fundo nos programas sociais de que grande número de famílias negras depende para escapar da fome.
Também fomenta ao promover a tortura, pregar sua “legitimação” e manter campos de concentração como Guantánamo. Não por acaso, em uma das várias manifestações de repúdio na Universidade de Colúmbia, dezenas de ativistas vestiam aqueles macacões laranja vistos nos presos de Guantánamo.
Muitos já temem inclusive uma “crise racial” em Nova Iorque, o que não seria a primeira. O espancamento do jovem negro ocorreu na última sexta-feira, dia 19. A agressão ocorreu numa esquina em Mariners Harbor, Staten Island. Ele ficou gravemente ferido. No dia 9, foi encontrada uma corda amarrada na forma de nó de forca, na porta do escritório da professora Madonna Constantine, psicóloga do Teachers College da bicentenária Universidade de Colúmbia, e autora de livros e pesquisas contra o racismo. Como se sabe, pendurar um negro numa árvore por qualquer motivo era uma ação típica da Ku Klux Klan no sul dos EUA, assim como os linchamentos, as cruzes em chamas e os capuzes brancos. O nó de corda de forca se tornou um dos principais símbolos do apartheid que vigorou nos EUA até ser barrado pela luta que Luther King e Malcom-X encabeçaram. Historiadores estimam em milhares o número de negros enforcados nos 80 anos do regime de segregação nos EUA.
Nas manifestações de repúdio aos racistas, centenas de estudantes e professores levaram faixas com os dizeres “Jena em Colúmbia”, numa referência às cordas de enforcamento nos dois casos. Quanto à corda de enforcamento na porta da agência de correios, no canteiro de obras do Marco Zero, possivelmente a intenção seja estender o know-how da Ku Klux Klan aos árabes. Não se trata de um ou outro “fato isolado”. De acordo com entrevista coletiva do comissário de polícia Raymond Kelly, em Nova Iorque há um aumento de 10% no número de crimes de discriminação racial, com “mais 256 episódios em relação a 2005”.
Resposta
A professora Constan-tine afirmou em entrevista que “amarrar uma forca na minha porta é o sinal da covardia dos racistas de hoje”. Constantine acrescentou que sua resposta a quem havia feito isso era: “não vão me calar, não vão conseguir me intimidar”. Foram várias as manifestações de solidariedade a ela prestadas. O reitor Lee Bollinger, tão loquaz nas “considerações” de apresentação do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, levou mais de 24 horas para vir a público condenar a corda de forca. Demora que foi denunciada como “inaceitável” pela presidente da Associação dos Estudantes Negros de Columbia, Tiffany Dockery.
Harvard
Já na Universidade de Harvard, outra das maiores dos EUA, o diretor do Centro de Imprensa e Política Pública, Alex Jones, considerou “um exagero” o repúdio às cordas para enforcamento. Segundo ele, “virou moda entre os estudantes fazer provocações com símbolos racistas ou nazi-facistas”. Ele só não explicou porque seria normal tal tipo de “moda”, nem porque alguém deveria se sujeitar aos “símbolos racistas ou nazi-facistas”. Na principal manifestação realizada na Universidade de Columbia, com ironia estudantes e professores exigiram “tolerância zero” no combate aos racistas.
ANTONIO PIMENTA
www.horadopovo.com.br por site Pravda
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21:32
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Ensino médio poderá receber recursos para merenda
Brasília - Ministro da Educação, Fernando Haddad, participa de cerimônia de entrega do Prêmio Gestor Eficiente da Merenda Escolar
Brasília - O ministro da Educação, Fernando Haddad, anunciou hoje (25), durante a cerimônia de entrega do Prêmio Gestor Eficiente da Merenda Escolar, que o governo vai enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei incluindo o ensino médio no repasse de verbas da merenda escolar.
Ele lembrou que as creches, que também não recebiam recursos, passaram a ser beneficiadas. As creches foram incluídas apenas em 2003.
“Toda educação básica, da creche ao ensino médio, estará recebendo do governo federal o apoio para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).”
Haddad disse que o projeto de lei também irá permitir a compra de alimentos da agricultura familiar para a merenda das escolas.
Outra inovação é a possibilidade de repasse de verbas diretamente às escolas nos casos de prefeituras que estejam inadimplentes com o governo.
Haddad também informou que, desde 2003, o valor dos repasses para merenda da pré-escola aumentou em 250% e do ensino fundamental, 70%.
fonte : Agência BRASIL
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21:31
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Casos de câncer de mama triplicam em mulheres com menos de 40 anos, revela pesquisa
Brasília - Uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) aponta que o número de mulheres vítimas de câncer de mama com menos de 40 anos triplicou nos últimos três anos. Segundo o levantamento, em 2003, 5,6% das mulheres mais jovens com câncer tinham esse tipo de tumor. Em 2006, esse grupo passou a representar 16,8% nos diagnósticos da doença.
Responsável pela pesquisa, o presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia, Diógenes Basegio, explicou, em entrevista às emissoras de rádio da Radiobrás, que as mudanças de estilo de vida da mulher moderna tornaram significativo o aumento dessa estatística.
“A vida moderna fez com que a mulher mudasse seus hábitos e passasse a ter uma carga muito maior de estresse, que é um dos fatores importantes no desenvolvimento do tumor”, afirmou o médico. “Além da casa, a mulher tem de lidar com as atividades profissionais e a vida social, o que provoca mudanças nos hábitos alimentares e estimula o tabagismo e a maior ingestão de bebida alcoólica, que também são fatores importantes para provocar câncer”.
Para Basegio, outro dado que influencia esse índice é que atualmente as mulheres têm cada vez menos filhos e decidem engravidar mais tarde. Ele ressaltou ainda que doenças antes comuns apenas em homens hoje já atingem igualmente homens e mulheres, como o câncer de pulmão e as doenças cardíacas.
O médico reclamou também das dificuldades que as mulheres têm em fazer exames de média e alta complexidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS), seja pela falta ou quebra de equipamentos. Ele citou ainda da concentração dos tomógrafos nas Regiões Sul e Sudeste. “A mulher enfrenta, muitas vezes, uma fila de até seis meses para fazer uma mamografia, tempo que certamente poderia mudar o prognóstico dessa paciente”, lamentou.
Para reverter esse quadro, disse Basegio, são necessárias políticas públicas que facilitem o acesso às mamografias de rotina a partir de 30 anos. Ele aconselha a visita anual ao médico, a partir dos 20 anos de idade.
O médico destacou a necessidade de ampliar as campanhas para estimular o auto-exame de mama. Segundo ele, o auto-exame deve ser feito logo após menstruação porque é o período em que a mama perde o inchaço e volta à normalidade. Para as que não têm mais ciclo menstrual, explica, o procedimento pode ser feito em qualquer dia do mês.
“O câncer de mama se manifesta por meio de um caroço, que normalmente tem crescimento lento, não dói e pode ser descoberto através do auto-exame. Se fizer o procedimento todos os meses, a mulher vai aprender a conhecer sua mama e não vai ter dificuldade para saber o que é normal e o que está alterado”, explicou.
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), em 2006 foram registrados 48.930 novos casos de câncer de mama. Segundo Basegio, a estimativa para este ano é de 53 mil novos casos e de 12 a 13 mil mortes. “Hoje o câncer de mama é um problema de saúde pública no país. Por isso, a descoberta, a cura e a modificação desses números estatísticos vão depender muito da conscientização das mulheres”, afirmou.
O presidente da SBM esclareceu ainda que, atualmente, não é necessário retirar a mama no caso de tumores em estágios iniciais. “Nos casos que eventualmente tem de ser retirada a mama, é possível fazer a reconstituição no mesmo momento da cirurgia para extrair o câncer”, informou.
fonte: Agência Brasil
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