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Sexta-feira, Fevereiro 29
Acordo Ortográfico da Língua PortuguesaMUDANÇAS NA ORTOGRAFIA DA LÍNGUA PORTUGUESA -A PARTIR DE JANEIRO 2008: UM RESUMO E LOGO A SEGUIR A ÍNTEGRA DO ACORDOA partir de janeiro de 2008, Brasil, Portugal e os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa - Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste - terão a ortografia unificada. O português é a terceira língua ocidental mais falada, após o inglês e o espanhol. A ocorrência de ter duas ortografias atrapalha a divulgação do idioma e a sua prática em eventos internacionais. Sua unificação, no entanto, facilitará a definição de critérios para exames e certificados para estrangeiros. Com as modificações propostas no acordo, calcula-se que 1,6% do vocabulário de Portugal seja modificado. No Brasil, a mudança será bem menor: 0,45% das palavras terão a escrita alterada. Mas apesar das mudanças ortográficas, serão conservadas as pronúncias típicas de cada país Resumo da ópera - o que muda na ortografia em 2008: - As paroxítonas terminadas em "o" duplo, por exemplo, não terão mais acento circunflexo. Ao invés de "abençôo", "enjôo" ou "vôo", os brasileiros terão que escrever "abençoo", "enjoo" e "voo". - mudam-se as normas para o uso do hífen - Não se usará mais o acento circunflexo nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos "crer", "dar", "ler", "ver" e seus decorrentes, ficando correta a grafia "creem", "deem", "leem" e "veem" - Criação de alguns casos de dupla grafia para fazer diferenciação, como o uso do acento agudo na primeira pessoa do plural do pretérito perfeito dos verbos da primeira conjugação, tais como "louvámos" em oposição a "louvamos" e "amámos" em oposição a "amamos". - O trema desaparece completamente. Estará correto escrever "linguiça", "sequência", "frequência" e "quinquênio" ao invés de lingüiça, seqüência, freqüência e qüinqüênio. - O alfabeto deixa de ter 23 letras para ter 26, com a incorporação de "k", "w" e "y". - O acento deixará de ser usado para diferenciar "pára"(verbo) de "para" (preposição). - Haverá eliminação do acento agudo nos ditongos abertos "ei" e "oi" de palavras paroxítonas, como "assembléia", "idéia", "heróica" e "jibóia". O certo será a assembleia, ideia, heroica e jiboia.clique AQUI e veja a ìntegra o Acordo fonte :PRAVDA.RU Manifestantes defendem uso de células-tronco embrionárias em pesquisas
Brasília - Portadores de deficiência física fazem manifestação em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo apoio às pesquisas com células-tronco embrionárias Foto: José Cruz/ABrBrasília - Portadores de deficiência física fazem manifestação em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo apoio às pesquisas com células-tronco embrionárias Brasília - Portadores de doenças graves, como distrofia muscular, câncer e alzheimer fizeram hoje (29) um protesto em frente ao prédio do Supremo Tribunal Federal (STF), na praça dos Três Poderes, para pedir que os 11 ministros da mais alta corte de justiça do país votem na próxima quarta-feira (5) a favor do uso de células-tronco embrionárias em pesquisas. Vestidos com camisetas brancas e com lírios cor de laranja nas mãos, jovens como as irmãs Gabriela e Mariana, adultos como Luís Maurício e Patrícia e idosos como Carlos Patto soltaram uma dezena de balões brancos representando a esperança que têm de um dia voltar a viver sem problemas de saúde. Luís Maurício Alves dos Santos, vítima de acidente de trânsito e membro do Fórum de Apoio às Pessoas com Deficiência, segurava um abaixo-assinado que o movimento irá entregar aos ministros para pedir a liberação das pesquisas com células-tronco de embriões. Na próxima quarta-feira (5), o STF inicia a votação da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) 3.510 proposta pelo ex-procurador geral da República Cláudio Fonteles que pede a exclusão do artigo 5º da Lei de Biossegurança (Lei 11.105/05), que prevê o uso dessas células. Santos acredita que os ministros vão votar contra a Adin. “Passou pelo Congresso, pelo Senado com 96% de aprovação dos senadores e 85% dos deputados e o presidente Lula [Luiz Inácio Lula da Silva] sancionou a lei, o que é positivo. Infelizmente tem a questão religiosa, essa divulgação errada que considera o embrião um ser vivo, como se as pessoas vivas não tivessem também direito à sua própria vida”, afirma. O coronel da Força Aérea Brasileira aposentado Carlos Anibal Pyles Patto, presidente da Associação Parkinson Brasília, diz que gostaria de perguntar aos ministros do STF o que eles pretendem fazer com as células-tronco embrionárias que já estão armazenadas em laboratórios do país mas não vão mais ser utilizadas para fins de reprodução humana. “Porque mais cedo ou mais tarde elas [as células] vão ser destruídas, e se vão ser destruídas por que não utilizá-las? Essa pergunta é que eu não consigo resposta”, afirma. Segundo ele, a Igreja Católica faz questão de impedir o uso dessas células, no entanto, trouxe como tema da campanha da fraternidade deste ano a questão da vida. “Mas ela [a Igreja] está indo contra a vida de uma porção de pessoas que têm Parkinson, alzheimer e várias outras doenças”. A funcionária pública Patrícia Almeida já teve dois tumores cancerígenos de origem genética, de tireóide e de mama. Ela - que viu a mãe morrer por causa de câncer - espera que as pesquisas com células-tronco embrionárias tragam esperança para os mais novos. “Eu acho que é uma questão de bom senso porque você ainda não tem uma função vital antes do embrião ser instalado dentro do útero, ali é só uma possibilidade de vida. E você vai trocar isso pela vida de pessoas que já estão aqui, e estão tendo doenças degenerativas e morrendo? Então vamos dar esperança a essas pessoas, vamos avançar com a ciência e não andar para trás”, defende. Uma família inteira também estava à porta do STF pedindo que as pesquisas com células-tronco embrionárias não sejam proibidas. Trata-se da família das irmãs Gabriela e Mariana Veloso, ambas com distrofia muscular de cintura. Gabriela, 32 anos, gestora pública, tentou aos seis anos fazer uma aula de balé e não conseguiu. Era o início de uma doença que a deixaria paraplégica aos 27 anos. “Eu acredito muito no discernimento dos nossos julgadores, dos ministros, e sobretudo eu acredito em Deus. Em vários casos são pessoas que têm doenças muito graves, letais, e essas pessoas têm pressa. Essas pesquisas representam a única esperança, o resto é paliativo”, diz. Mariana, 30 anos, publicitária, descobriu que tinha o mesmo problema da irmã quando tinha sete anos e perdeu a força dos músculos. Para ela, a aprovação do uso de células-tronco de embriões significa esperança. “Para todo mundo que precisa, não só para as pessoas que têm distrofia muscular, mas para quem tem diabetes, alzheimer...a gente está lidando com o tempo de vida dessas pessoas.” Hoje (29), no Rio de Janeiro, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, defendeu a aprovação de pesquisas com células-tronco embrionárias. Para Temporão, a liberação dos estudos colocará o Brasil “em pé de igualdade” com os centros de pesquisas mais avançados do mundo. fonte: Agência Brasil Cochilo de seis minutos pode melhorar memóriaUma pesquisa da Universidade de Dusseldorf, na Alemanha, sugere que cochilos rápidos podem melhorar o desempenho em testes de memória. De acordo com o estudo, publicado na revista New Scientist, voluntários que tiveram seis minutos de sono conseguiram se lembrar melhor das palavras. Os cientistas avaliam que o sono "ultra-curto" pode iniciar o processamento da memória no cérebro. A equipe liderada pelo cientista Olaf Lahl afirma que é possível que o momento em que as pessoas pegam no sono seja capaz de desencadear um processo no cérebro que é mantido, independente do tempo em que a pessoa fica acordada. " Isso demonstra pela primeira vez que um episódio de sono ultra-curto fornece uma melhora efetiva na memória", escreveu Lahl na New Scientist. Sono profundo A equipe de cientistas da Universidade de Dusseldorf convocou um grupo de estudantes e pediu que eles memorizassem uma série de palavras. Depois, os voluntários tiveram um intervalo de uma hora antes de um teste, em que teriam que lembrar as palavras. Durante o intervalo de uma hora, alguns dos estudantes tiveram permissão para dormir durante aproximadamente seis minutos. Os restantes tiveram que permanecer acordados. Ao acordar, os estudantes que tiraram o cochilo tiveram um desempenho melhor no teste. Cautela Dezenas de outros estudos analisaram a relação entre sono e memória e apresentaram indícios de que o ciclo natural de sono e vigília tem um papel importante nesses processos. Teorias sugerem que o processamento de memórias ocorre durante o sono profundo, uma fase que normalmente não começa até que a pessoa tenha completado 20 minutos de sono. O professor Jim Horne, do Centro de Pesquisa do Sono da Universidade Loughborough, na Grã-Bretanha, diz que a pesquisa alemã é "interessante", mas é preciso cautela. "A idéia de que a memória pode melhorar em apenas seis minutos é uma descoberta notável e é preciso ter cautela em relação a esta descoberta", afirmou Horne. "Existem muitas provas de que o processamento de memórias provavelmente ocorre com mais de seis minutos de sono", acrescenta o pesquisador. Por Redação, com BBC - de Londresfonte: Jornal Correio do Brasil uma breve história de um povo de coragemCuba – uma breve história de um povo de coragem - I A secretária de Estado do governo terrorista de George Bush deu uma entrevista à imprensa de seu país fazendo um apelo para que Cuba “se transforme numa democracia e os presos políticos sejam libertados”.Ao que eu saiba os únicos presos políticos na ilha e sem o mínimo respeito aos direitos fundamentais do homem são os que estão na base militar de Guantánamo, território cubano ocupado pelos Estados Unidos. Laerte Braga A secretária de Estado do governo terrorista de George Bush deu uma entrevista à imprensa de seu país fazendo um apelo para que Cuba “se transforme numa democracia e os presos políticos sejam libertados”. Ao que eu saiba os únicos presos políticos na ilha e sem o mínimo respeito aos direitos fundamentais do homem são os que estão na base militar de Guantánamo, território cubano ocupado pelos Estados Unidos. Cristóvão Colombo desembarcou em Cuba em 28 de outubro de 1492 e acreditou estar chegando a Ásia. Foi Diogo Velásquez, representante da Coroa da Espanha quem iniciou o processo de conquista da ilha e já ali encontrou o primeiro adversário. O cacique Hatuey. Prisioneiro dos espanhóis (o povo do rei da coroa de lata), fugiu da prisão no Haiti e acabou sendo recapturado e queimado vivo pelos cristãos ocidentais de sua majestade. Para não afetar os negócios do reino os espanhóis deram início a um processo de colonização submetendo a população indígena ao trabalho escravo. E de uma tal forma e com tal barbárie que no século XVI os índios já não mais existiam em Cuba. A velha receita das grandes potências foi buscar o negro na África. A monocultura, cana de açúcar e tabaco, foram escolhidos como produtos preferenciais para a exploração e o saque dos colonizadores. Com a alta do preço do tabaco no início do século XVIII os lucros dos produtores foram de tal ordem que a Espanha, cristã, ocidental e sempre zelosa do bem de todos, decretou em 1716 a Lei do Estanco que proibia os “vegueros” de vender livremente a produção. Começa aí a história da colônia pela independência. Os primeiros movimentos partiram dos produtores de tabaco, a Insurreição dos Vegueros. Os chefes foram vencidos, presos e enforcados em 1723. Só em 1821, influenciados pela independência da Venezuela e da Colômbia, retomam com força os movimentos de libertação. Nasce a sociedade secreta “Soles y Rayos de Bolívar”. Ramifica-se por toda a ilha. Os seus integrantes pretendiam tornar Cuba independente. São delatados, presos e condenados a prisão e ao exílio. Estava lançada a semente da luta. Nascem movimentos pró independência dentro de Cuba, no México e nos Estados Unidos, mas todos são reprimidos e algumas lideranças, já permeadas pela idéia colonizadora, imaginam que o melhor para Cuba seria tornar-se um estado dos EUA. O próprio governo norte-americano trabalhava para fomentar essa idéia. Se pretendia tirar Cuba do jugo da Espanha e implantar o jugo dos EUA. Imaginavam que o chicote dos EUA seria mais brando que o chicote dos espanhóis. Narciso López, um militar venezuelano, oficial do exército espanhol, foi para os EUA e organizou três tentativas de anexar Cuba, todas frustradas. Foi preso e condenado a morte em 1859. Várias das sortidas de López fracassaram por conta dos acordos feitos por baixo dos panos pelos governos norte-americano e espanhol. Eram movimentos de independência surgidos a partir dos latifundiários cubanos, em função de interesses próprios, razão pela qual desejavam apenas melhorias nas condições para “negócios” e essas eram oferecidas pelos norte-americanos. Peritos no assunto. Em 1868, o latifundiário Carlos Manuel de Céspedes consegue organizar um movimento revoltoso que se dissemina pela parte oriental da ilha, mas acaba perdendo força um ano depois. Tinha a “simpatia” dos norte-americanos. Uma trégua foi firmada e um partido chamado Autonomista nasceu pretendendo “organizar os negócios” dentro do chamado quadro institucional da monarquia espanhola”. Assim como o grande empresariado brasileiro. Querem que os interesses do País sejam conduzidos por Washington, preservando sua condição de feitores do povo. A FIESP e seus braços tucanos e DEMocratas são o exemplo claro disso. Como o processo de autonomia entrou no velho esquema do jogo de empurra, aquelas negociações que nunca terminam, renasceu novamente a idéia de independência e surge José Martí, o grande líder da independência do país. Martí funda o Partido Revolucionário Cubano, em 1891 e em 1895 tem início a revolução. Martí morreu em seguida em luta contra uma unidade militar da Espanha. Como os resultados das forças rebeldes estivessem sendo positivos, a Espanha adotou políticas duras de repressão. Foram como sempre são colonizadores, desumanos, cruéis e criaram a “reconcentración”, ou seja, campos de concentração nas cidades e povoados, internando ali milhares de camponeses e suas famílias suspeitos de colaboração com os rebeldes. Assim como os EUA fazem hoje no Iraque, em Guantánamo e no Afeganistão. As más condições sanitárias e a falta de alimentos causaram a morte de 50 mil camponeses. Essas medidas enfraqueceram os rebeldes e mesmo em luta, em novembro de 1987, a Espanha concedeu a autonomia a Cuba, com vigência a partir de 1898, mas com regras que preservava seu poder e a exploração da economia. Entra aí o “gigante do norte”. A autonomia de Cuba causava grandes prejuízos aos interesses dos Estados Unidos que controlavam a indústria açucareira e o comércio exterior de Cuba. Em 1896 o presidente William McKinley decide pela intervenção na ilha. A despeito das tentativas diplomáticas dos espanhóis os norte-americanos ocuparam a ilha e transformaram-na em colônia dos interesses dos EUA. Um tratado assinado em Paris, em dezembro de 1898, os espanhóis cederam Cuba aos Estados Unidos. E em 1901 o governo norte-americano permitiu que uma Assembléia Constituinte montada segundo os seus interesses, promulgasse a “independência” da ilha, incorporando ao documento a chamada “Emenda Platt”, que concedia aos EUA o direito de intervir para “a preservação da independência cubana e a manutenção de um governo adequado à proteção da vida, propriedade e liberdade individual”. Cuba vira protetorado norte-americano e os presidentes são meros governadores dos interesses do latifúndio e das grandes companhias dos EUA. Em três ocasiões na vigência da tal “Emenda Platt”, Cuba foi invadida e ocupada para garantir a tal liberdade. Com a queda do ditador Gerardo Machado, que contrariava interesses dos EUA ao tentar eternizar-se no poder, surge Fulgêncio Batista, militar e fiel aos norte-americanos, sobretudo a Máfia e que em 1959 seria derrubado por uma revolução popular comandada por Fidel Castro. /font>
CUBA–UMA BREVE HISTÓRIA DE UM POVO DE CORAGEM - IILaerte Braga Fulgêncio Batista era um sargento estenógrafo quando encabeçou um golpe militar contra o presidente Gerardo Machado, em 1933. Era mulato e assim o primeiro descendente afro a chegar ao poder. Num primeiro momento isso lhe valeu as simpatias populares que ampliou com medidas contrárias aos norte-americanos. Passada a lua de mel e percebidos os verdadeiros propósitos de Batista, o general, se auto promovera, foi deposto e retorna eleito em 1940. Promulgou uma constituição de cunho liberal, foi novamente deposto e em 1952 dá novo golpe de estado com apoio de forças populares no pressuposto que o general retomaria as primeiras linhas de seu primeiro governo. Cuba transforma-se numa sucursal das grandes companhias dos EUA. No campo o controle dos “negócios” do açúcar e do tabaco. Na cidade dos cassinos e bordéis. A "indústria” da prostituição passa a ser a mais rentável da ilha. O governo de Batista suprime liberdades individuais, associa-se às máfias norte-americanas, aos grandes empresários do Norte e não demora a surgir a reação popular ao regime de terror e barbárie do general Fulgêncio Batista. A própria classe média começa a abandonar Batista. A violência e corrupção do regime eram às claras. As prisões estavam lotadas dos adversários de Batista e por um breve período, dentre eles, o advogado Fidel Castro, nascido em família de alta classe média. A área urbana possuía forte infra-estrutura e o capital proveniente do submundo ítalo-americano (dos Estados Unidos) financiava grande parte da economia. Batista era senhor de um grande bordel. Registre-se que àquela época o BBB ainda não havia aparecido, tudo era ao vivo em Havana e nem Boninho havia nascido. Só os predecessores. Em março de 1953 um grupo de estudante liderados por José Antonio Etcheverria criam um Diretório Revolucionário e um grupo armado tenta invadir o palácio presidencial. Etcheverria foi assassinado e o grupo se dispersou. Um outro grupo de estudantes iniciou novo movimento. Eram liderados pelo estudante de direito FIDEL ALEJANDRO CASTRO RUZ. A primeira ação do grupo foi uma tentativa de tomada do quartel de La Moncada. Muitos foram mortos, Fidel preso e condenado a 15 anos de prisão. Solto por interferência de alguns religiosos fugiu para o México e lá conhece Ernesto Guevara, o Chê. Começam a formar um movimento que chamam de Movimento 26 de Julho e iniciam a luta contra Batista. Foram 25 meses de guerrilha. Em novembro de 1958, ERNESTO GUEVARA LINCHI DE LA SERNA inicia sua marcha para Havana e no dia 1º de janeiro de 1959 Batista e seu governo fogem do país. O curioso é que os comunistas tradicionais apoiavam Batista e viam Fidel com desconfiança. Foi assim anos mais tarde na Bolívia, onde fracassaram e não cumpriram os acordos feitos com a guerrilha de Guevara naquele país. Fidel mobiliza a juventude, elimina o analfabetismo (40% da população) em um ano valendo-se de 100 mil jovens, faz a reforma agrária, desapropria propriedade de norte-americanos, indenizados pelos valores que declaravam ao imposto de renda cubano, cria atritos, por isso, com os Estados Unidos que, já no primeiro momento da revolução treinam militares de Batista para tentar derrubá-lo. Fidel, que até então não era comunista aproxima da União Soviética e em dois anos declara marxista o governo de Cuba. Em abril de 1961 cerca de mil e quinhentos exilados cubanos recrutados e patrocinados pela CIA (AGÊNCIA CENTRAL DE INTELIGÊNCIA), tentam uma invasão na Baía dos Porcos. Foram derrotados, 300 deles morrem e um mil e duzentos são feitos prisioneiros. Fidel leva-os a julgamento num estádio e a multidão de cubanos exigia que fossem fuzilados aos gritos de “paredón”. Castro, no entanto, troca-os por tratores e 50 milhões de dólares em alimentos e medicamentos. A nova crise com os EUA surge quando os soviéticos implementam um conjunto de bases em Cuba, com mísseis nucleares e Kennedy, presidente dos EUA, bloqueia o país, impedindo os cargueiros da URSS de ali chegarem. Um acordo põe fim à crise. A União Soviética desiste das bases e os norte-americanos aceitam respeitar a soberania da ilha. A totalidade dos investidores dos EUA em Cuba, quando do regime Batista, declarava seus bens ao imposto de renda em valores irreais, abaixo, muito abaixo do que de fato possuíam. Castro quando desapropriou as terras e empresas dos EUA valeu-se desses dados e isso provocou revolta entre os latifundiários e empresários, levando os Estados Unidos a decretar um bloqueio econômico, a forçar países latino-americanos a aceitarem a expulsão de Cuba da OEA (Organização dos Estados Americanos). Esse tipo de reação de organizações terroristas como a Casa Branca persiste até hoje. É parte intrínseca do capitalismo. A sonegação, a exploração do homem pelo homem não é privilégio da FIESP (Federação das Indústrias de São Paulo) e nem da DASLU. Vem de longe, aqui é um dos braços das máfias centrais. A “Emenda Platt”, que no início do século passado, tornou Cuba um protetorado dos EUA, assegurando o direito de explorar a ilha, deixou ressentimentos e o anti-americanismo dos cubanos ganhou força com as posições dos sucessivos governos daquele país contra Fidel. Cuba possui um serviço de saúde universal, a rigor não tem desemprego, educação de boa qualidade a todos os cubanos (não existe analfabetismo) e com a ascensão de governos de esquerda (Chávez, Lula, Morales) em países da América do Sul, o retorno dos sandinistas ao poder na Nicarágua (Daniel Ortega), começa a romper o bloqueio norte-americano. Um detalha importante. EUA e Espanha são aliados hoje em ações contra Cuba e o governo socialista. Os níveis de crescimento de Cuba na atualidade são altos e as perspectivas de melhoria na economia são reais, o que mantém preservadas as bases do socialismo lançadas e consolidadas por Fidel. O prestígio do líder cubano foi fator de preservação do movimento revolucionário. A era RAUL CASTRO que se inicia a rigor hoje, como disse o próprio presidente, mantém intactos os ideais revolucionários. Cuba foi decisiva na consolidação da independência da Angola, ameaçada pelos portugueses e norte-americanos e o fascínio da revolução, na década de 60 do século passado, levou os Estados Unidos a patrocinarem e a fomentar golpes militares de extrema-direita na América Latina. Ditaduras cruéis a sanguinárias instalaram-se em países como o Brasil, o Chile, a Argentina, outras foram mantidas como no Paraguai, na Bolívia e na América Central, enquanto a “democracia” mexicana era administrada por Washington, até a conquista definitiva da colônia com o NAFTA (tratado de livre comércio entre México, Canadá e EUA). Fernando Moraes no seu livro “A Ilha”, best-seller até hoje, amigo pessoal de Fidel, narra um fato interessante. Nos primeiros momentos da revolução o governo importou um touro reprodutor do Canadá para criar um rebanho em Cuba. O touro não funcionou e custaram a perceber que o dito cujo viera de um país frio para um país onde o calor é permanente. Um curral com ar condicionado e a temperatura do Canadá permitiu que o rebanho cubano fosse criado. fonte :«PRAVDA.Ru». CNBB pedirá ao Supremo voto contrário ao uso de células-tronco embrionárias em pesquisa
Brasília - A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) vai encaminhar ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma carta pedindo aos ministros que votem a favor da inconstitucionalidade do Artigo 5º, da Lei de Biossegurança, que prevê o uso de células-tronco embrionárias em pesquisa. A votação está prevista para quarta-feira (5). O presidente arcebispo de Londrina e presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB, dom Orlando Brandes, afirma que não é necessário a utilização de células-tronco de embriões para fazer pesquisas. A ciência, segundo ele, já provou que as células-tronco retiradas de adultos são mais eficazes nos tratamentos. “O embrião é um ser humano, um indivíduo que tem direito de nascer e tem todos os elementos necessários da ciência para ser um adulto. É uma semente que vai se desenvolver”, diz o arcebispo. A doutora em microbiologia e professora da Universidade de Brasília (UnB) Lenise Garcia concorda com o arcebispo. Segundo ela, as células-tronco de adultos podem ser retiradas de qualquer parte do corpo, e os tratamentos com células- tronco embrionárias ainda nem começaram a ser feitos em humanos, porque os resultados em animais não são satisfatórios. “Em animais essas células se desenvolveram muito rápido e em alguns casos originaram até câncer”, explica. De acordo com a doutora, 73 doenças já começaram a ser tratadas com células-tronco adultas. “As células adultas são mais eficazes. Existe menos chance de rejeição. Não precisamos destruir um embrião, uma vida, sendo que temos resultados melhores”, afirma. A opinião pública, segundo Lenise Garcia, está sendo enganada. “Vejo pessoas com doenças, em cadeiras de rodas, fazendo manifestações a favor das pesquisas com células embrionárias. Elas estão sendo enganadas. É muito melhor elas usarem as células delas para o tratamento delas. As chances de rejeição são poucas.” A professora da UnB defende uma outra possibilidade de tratamento, que segundo ela é mais viável, que seria com as células-tronco de cordões umbilicais e do líquido amniótico. fonte: Agência Brasil CNBB pedirá ao Supremo voto contrário ao uso de células-tronco embrionárias em pesquisaBrasília - A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) vai encaminhar ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma carta pedindo aos ministros que votem a favor da inconstitucionalidade do Artigo 5º, da Lei de Biossegurança, que prevê o uso de células-tronco embrionárias em pesquisa. A votação está prevista para quarta-feira (5). O presidente arcebispo de Londrina e presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB, dom Orlando Brandes, afirma que não é necessário a utilização de células-tronco de embriões para fazer pesquisas. A ciência, segundo ele, já provou que as células-tronco retiradas de adultos são mais eficazes nos tratamentos. “O embrião é um ser humano, um indivíduo que tem direito de nascer e tem todos os elementos necessários da ciência para ser um adulto. É uma semente que vai se desenvolver”, diz o arcebispo. A doutora em microbiologia e professora da Universidade de Brasília (UnB) Lenise Garcia concorda com o arcebispo. Segundo ela, as células-tronco de adultos podem ser retiradas de qualquer parte do corpo, e os tratamentos com células- tronco embrionárias ainda nem começaram a ser feitos em humanos, porque os resultados em animais não são satisfatórios. “Em animais essas células se desenvolveram muito rápido e em alguns casos originaram até câncer”, explica. De acordo com a doutora, 73 doenças já começaram a ser tratadas com células-tronco adultas. “As células adultas são mais eficazes. Existe menos chance de rejeição. Não precisamos destruir um embrião, uma vida, sendo que temos resultados melhores”, afirma. A opinião pública, segundo Lenise Garcia, está sendo enganada. “Vejo pessoas com doenças, em cadeiras de rodas, fazendo manifestações a favor das pesquisas com células embrionárias. Elas estão sendo enganadas. É muito melhor elas usarem as células delas para o tratamento delas. As chances de rejeição são poucas.” A professora da UnB defende uma outra possibilidade de tratamento, que segundo ela é mais viável, que seria com as células-tronco de cordões umbilicais e do líquido amniótico. Fonte: Agência Brasil Arthur Virgílio susta indicações para
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